Morre o surfista Andy Irons

Há 5 anos… dia 2 de novembro de 2010.

Morre o surfista Andy Irons

“Andy era um indivíduo absolutamente abençoado e dotado. Tenho sorte de tê-lo conhecido e ter vivido os momentos que tivemos juntos. Eu me sinto abençoado por termos resolvido as diferenças que tivemos e eu ter sido capaz de aprender quem eu era por causa de Andy. Eu conheci um cara engraçado, feliz e inocente, que ficava alegre por viver cada segundo com as pessoas que amava. Eu estou tão triste. Meus pensamentos estão com Bruce e Lyndie e os pais e todos os seus muitos amigos ao redor do mundo. É uma perda enorme e muito prematura para todos nós. Ele foi o concorrente mais intenso que eu já conheci e uma das pessoas mais sensíveis. Ele tinha muita vida dentro dele e dói pensar nisso. Estamos ansiosos para que a sua memória viva com as nossas lembranças sobre ele e de seu filho que está a caminho. Há um monte de tios que aguardam a sua chegada. Eu realmente sinto falta de Andy. Ele tinha um coração muito bom”.

Há 5 anos, o mundo do surfe perdia um de seus mais brilhantes filhos. Aos 32 anos, Andy Irons partia daqui rumo a outras ondas, outros mares. Um dos grandes nomes da História do esporte. Três vezes campeão do mundo, foi o maior adversário do maior surfista de todos, nas palavras do próprio, como se lê acima.

Philip Andrew Irons cresceu nos recifes de coral de Kauai, no Havaí. Tinha em torno de si uma cultura do surfe. O pai era surfista, os tios eram surfistas e os primos também. O irmão mais novo, Bruce, se tornou profissional. Era natural que Andy virasse mais um. Acabou se transformando em um dos melhores.

Aos 16, já competia e vencia vários torneios amadores. Em 1998, aos 20, estreou na elite do surfe profissional. Após início irregular, Andy venceu o primeiro de três títulos consecutivos em 2002.

Ficou conhecido no circuito pelo enorme talento e estilo, mas, principalmente e acima de tudo, pela extrema competitividade. Ninguém detestava perder mais do que Andy Irons. E foi ele o grande responsável pelo retorno da lenda Kelly Slater ao circuito profissional.

Assim que Andy levou a primeira taça, o então aposentado hexacampeão resolveu tirar a prancha do armário e voltar a competir. O mundo do surfe agradeceu. Petrificado, acompanhou grandes duelos entre dois gênios das pranchas.

“A rivalidade nascida naquele ano passou a ocupar o seu lugar entre as maiores no esporte: pense em Ali contra Frazier, Magic contra Bird, Federer contra Nadal”, escreveu Jake Howard, no bonito obituário de Andy, no site da ESPN americana.

Morte cercada de mistério, até hoje. O americano foi encontrado inconsciente em uma cama de hotel, em Grapevine, próximo de Dallas, no Texas. Em um primeiro momento, foi dito que a causa era uma dengue. A Billabong, inclusive, distribuiu nota oficial confirmando. Depois, duas hipóteses: um problema no coração ou uma overdose de várias drogas, incluindo cocaína.

Pouco importa, na verdade. A triste e trágica realidade é a perda de um enorme talento, um cara amado por todos, no circuito e na vida. De uma generosidade singular, capaz de dar sua camiseta para um garoto, mesmo sem ter outras roupas para usar, como também conta o obituário da ESPN.

Andy Irons foi um cara do bem.

Um gênio das ondas.

Tributo da Surfer Magazine para Andy Irons:

Minibiografia:

Fontes e +MAIS:

Wikipedia

Wikipédia

– surfermag.com

– espn.go.com

– worldchampionsofsurfing.com

– theinertia.com

– espn.uol.com.br

– globoesporte.globo.com

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