Feola estreia no comando da seleção brasileira

Há 60 anos… dia 20 de setembro de 1955.

Feola estreia no comando da seleção brasileira

POR ROBERTO FIGUEIREDO MELLO*

Brasil 2 x 1 Chile no Pacaembu, gols de Maurinho e Álvaro.

Brasil campeão da Taça Bernardo O’Higgins, disputada em dois jogos, aqui no País.

No primeiro jogo, no Rio, Flávio Costa dirigiu uma equipe formada por jogadores cariocas e no decisivo, no Pacaembu, Vicente Ítalo Feola debutou como técnico da seleção, dirigindo uma equipe formada só por paulistas:

Gilmar, Turcão e Mauro; Bauer, Formiga e Alfredo; Maurinho, Ipojucan, Humberto Tozzi, Vasconcellos e Rodrigues.

Quando Feola chegou à Seleção, já tinha uma longa história no São Paulo, clube que foi a paixão de sua vida. Paulistano, filho de italianos de Castellabate, nascido em 1º de novembro de 1909, teve rápida passagem como jogador de futebol e, muito moço, em 1935, com apenas 26 anos, já treinava o Sírio, que à época teve uma equipe de futebol.

Depois treinou a Portuguesa Santista e, em 1937, chegou a seu clube de coração, de onde nunca mais saiu.

No São Paulo, Feola fez de tudo.

Foi técnico várias vezes, a primeira em 1938. Foi assistente do português Joreca nos anos 1940, quando o São Paulo montou seu esquadrão mais vitorioso, tendo contribuído decisivamente para Leônidas vir para o tricolor em 1942. Assumiu o time em 1948 e ganhou dois campeonatos em seguida, tendo convencido o Diamante Negro a não pendurar as chuteiras e assim contribuir para mais esses dois títulos.

Até 1960, Feola comandaria o São Paulo em diversas ocasiões. Foram 532 partidas, o recordista no clube, com 110 jogos a mais que José Poy, outro dos mitos do tricolor.

Feola só deixou seu clube do coração para vivenciar a fantástica experiência de treinar o Boca Juniors, em 1961, tendo levado com ele seis brasileiros: Orlando, Edson, Dino Sani, Maurinho, Almir e Paulinho Valentim, que se radicou em Buenos aires e se tornou um dos ídolos históricos do clube Xeneize.

De 20 de setembro de 1955 a 4 de maio de 1958, foram dois anos e meio até que o gordo Feola voltasse a dirigir a Seleção, agora chamado pelo Dr. Paulo Machado de Carvalho, seu velho amigo do Tricolor; esse tempo, porém, foi de enorme aprendizado para Feola, trabalhando ao lado do lendário Bella Gutman, húngaro do Honved que revolucionou o mundo do futebol.

Assim, ao contrário dos que o acusavam de sonolento e sem comando, Feola em muito contribuiu para a formação do primeiro esquadrão brasileiro campeão mundial.

Seja bancando a ida de Pelé, seja implantando o 4-3-3 com Zagalo auxiliando o meio-de-campo e liberando o fabuloso Nilton Santos, Feola foi fundamental na grande conquista.

Desse 4 de maio de 1958 até 8 de junho, estreia do Brasil na Copa foram apenas sete jogos.

O suficiente para começar uma história gloriosa.

Bem, mas essa é outra história…

*Roberto Figueiredo Mello é advogado, paulistano e são-paulino.

Gols do Brasil na Copa de 1958 aqui!

Fontes e +MAIS:

Wikipédia

– jogosdaselecaobrasileira.wordpress.com

terceirotempo.bol.uol.com.br

– anotacoestricolores.tumblr.com

– educacao.uol.com.br

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