Falcão é apresentado como novo técnico da seleção brasileira

Há 25 anos… dia 16 de agosto de 1990.

 Falcão é apresentado como novo técnico da seleção brasileira

Exatos 53 dias após o fracasso na Copa do Mundo da Itália, da eliminação nas oitavas de final, em derrota para a Argentina (1 a 0), a Confederação Brasileira de Futebol apresentou o mais novo comandante da seleção. Mais novo e, até hoje, o mais jovem a dirigir o escrete canarinho.

Aos 36 anos, o ex-jogador e então empresário de moda Paulo Roberto Falcão assumia o leme do desorientado barco verde e amarelo. Aposentado dos gramados havia quatro anos e sem nenhuma experiência como técnico, Falcão topou o enorme desafio, apesar do momento extremamente delicado da seleção brasileira.

“O cavalo estava passando pela minha frente”, disse, justificando a resposta positiva ao convite do presidente Ricardo Teixeira e do diretor Jorge Salgado. O nome de Falcão já estava sendo ventilado desde o final do mês de julho, mas foi oficialmente confirmado naquele 16 de agosto.

A alta aposta da direção da CBF estava respaldada, entre outras coisas, pelo sucesso de Franz Beckenbauer à frente da Alemanha, recém-campeã do mundial na Itália. Acreditava-se que o Rei de Roma poderia ser a versão tropical do Kaiser. Elegante, inteligente e competente, Falcão seria a solução para clarear o incerto futuro da seleção brasileira.

Na apresentação, o novo treinador afirmou que o futebol brasileiro vivia, até então, seu pior momento. E prometeu inovações em todos os setores, principalmente em métodos de treinamentos e em organização tática.

Na teoria, a ideia parecia ótima. Falcão tinha todos os requisitos para revolucionar o futebol nacional e implantar um novo jeito de se jogar. Na prática, a não ser pelo vice na Copa América em 1991 e pelos testes que realizou com novatos que vingariam em um futuro próximo, como Cafu, Mauro Silva e César Sampaio, tudo deu errado.

A desastrosa estreia, uma traulitada de 3 a 0 para a Espanha, em Gijón, foi o prenúncio do retumbante fiasco. Pouco mais de um ano depois, em 20 de agosto de 1991, Falcão foi demitido, com retrospecto pífio (15J, 5V, 7E, 3D).

Carlos Alberto Parreira assumiu a seleção em outubro, com vitória sobre a Iugoslávia.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

Falcão, em entrevista no Roda Viva, em 1990:

Fontes:

Acervo Estadão

Acervo Folha

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