Beatles se apresentam no Shea Stadium para 55 mil pessoas

 Há 50 anos… dia 15 de agosto de 1965.

 Beatles se apresentam no Shea Stadium para 55 mil pessoas

Show em estádio. Mais uma criação by The Beatles®.

Há exato meio século, eles subiram ao palco em formato de diamante localizado em cima da segunda base do Shea Stadium, casa dos Mets, no bairro do Queens, em Nova York, e tocaram para 55 mil pessoas. Recorde absoluto na época. Até porque, antes daquele dia, nenhum músico havia se apresentado em um local dessa grandeza, como um estádio. Frank Sinatra? Elvis Presley? Ray Charles? Não, não e não. Sim, eles inventaram os shows de arena.

“E agora, senhoras e senhores: adorados por seu país, condecorados por sua Rainha, amados aqui, na América, os Beatles!”, anunciou Ed Sullivan, o generoso anfitrião que os recebera tão bem na primeira e bem-sucedida visita aos Estados Unidos, em fevereiro de 1964, e que sempre os recepcionaria com gentileza no futuro.

Escoltados por cerca de 2 mil policiais em volta do palco, John, Paul, George e Ringo abriram o show com “Twist and Shout”. Pra não perder o trocadilho infame, a apresentação foi um shout só! Histeria total e absoluta, em um dos últimos capítulos da Beatlemania.

Ninguém ouviu nada. Os espectadores, sentados nas cadeiras do Shea, recebiam um péssimo som pelo horroroso sistema de caixas do estádio. No palco, nenhum dos quatro conseguia se ouvir ou ouvir o coleguinha ao lado.

“She’s A Woman”, “I Feel Fine”, “Dizzy Miss Lizzy”, “Ticket To Ride”, “Everybody’s Trying To Be My Baby”, “Can’t Buy Me Love”, “Baby’s In Black”, “Act Naturally”, “A Hard Day’s Night”, “Help!”… Uma a uma, pouco se escutou.

Com a irreverência e o sarcasmo peculiares, John ajudou a quebrar a tensão, fazendo as tradicionais caretas e outras palhaçadas. Aos poucos, todos relaxaram. Na última música, o grand finale: John usou os cotovelos para tocar “I’m Down”. Era como se dissesse: “se ninguém nos ouve, desencana!”. Paul e George quase não conseguiram terminar a canção, tão desconcentrados ficaram com a performance dele!

Por fim, cabe o registro do ótimo texto no site da Rolling Stone, relembrando o histórico show em Nova York. Persuasivo e cirúrgico, Colin Fleming expõe tese para defender os Fab Four em cima do palco, desfazendo um pouco o mito criado há muito tempo, de que eles não eram tão bons assim ao vivo.

Pra ficar só em um trechinho, em tradução livre:

“Os Beatles têm o selo de grandes compositores, mas nunca ganhariam a confiança para tal sem, primeiro, terem sido absolutamente fantásticos no palco. Você escuta uma senhora banda em registros como os do ‘Star Club’, gravados – em troca de cerveja grátis – em Hamburgo, no final de 1962. Esta foi uma banda que, do ponto de vista do palco, do ao vivo, poderia bater em todos os adversários. As canções eram, em sua maioria, covers, mas o ponto aqui não é sobre a propriedade da composição, mas, sim, criar uma espécie de ranking sonoro – na verdade, era como se eles dissessem: “Sim, nós vamos tocar esta canção sua, Fats Waller, e sua, Arthur Alexander, e vamos torná-las de mais ninguém, mas nossas.”

Cerca de um ano depois, eles retornaram a um Shea Stadium com 11 mil assentos vazios, uma resposta da América à famigerada frase de John sobre os Beatles e Jesus Cristo.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

Alguns vídeos do show no Shea Stadium:

Fontes e +MAIS:

Wikipedia

– thebeatles.com

– nbcnews.com

– rollingstone.com

– clarin.com

– nydailynews.com

– thebeatles.com.br

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