São Paulo é tricampeão da Libertadores

Há 10 anos… dia 14 de julho de 2005.

São Paulo é tricampeão da Libertadores

Em 1992, naquele Cícero abarrotado, em que escoava gente pelas catracas de entrada, meu pai teve de tomar uma decisão que imagino ter sido difícil demais: ir embora e ver a final em casa.

Não tinha jeito. Estava com três crianças e só tinha o Seu Manuel para ajudar na escolta naquele mar tricolor. Voltamos. Ele, Seu Manuel, minha irmã Beatriz, 14 anos à época, meu primo Arthur e eu, ambos quase com 11.

Lembro que estava doente, meio com febre. E vi o São Paulo conquistar a América pela OM/Gazeta, Galvão Bueno na narração e aquela sonoplastia meio de banheiro que nunca me vai sair da mente.

Em 1993, fui ao estádio ver um dos maiores recitais de futebol: São Paulo 5 x 1 Universidad Católica. Morumbi lindo, noite de clima frio, quente demais para um coração são-paulino de moleque. Depois, vi pela TV a derrota por 2 a 0 no Chile, que não tirou nem uma faísca de brilho de uma taça indiscutível.

Em 2004, o estágio no LANCE! me impediu de viver noites mágicas na campanha semifinalista. Trajetória com jogos épicos, como aquela partida de oitavas de final, contra o Rosario Central, uma epopeia no Morumbi pulsante. Fiz o tempo real desse jogo no site e até ousei mandar os secadores ficarem quietos quando o São Paulo passou. Obviamente com a ajuda de tricolores graúdos da redação!

Veio 2005. Meu irmão, Felipe, muito pequeno na época do Bi e que havia sido picado pela insanidade da Libertadores no ano anterior, me convocou: vamos em todos os jogos no Morumbi. E assim se fez! Universidad de Chile, Quilmes, The Strongest, Palmeiras, Tigres, River Plate. Sempre ele e eu, com a companhia de uma turma variável de amigos.

Em todo e cada jogo, o mesmo ritual: encontro lá em casa, pastéis da Vilma regados a cerveja no caminho para o Morumba, a bordo da possante Royale – a histórica Royale da placa CHE, que tinha (e ainda tem!) um adesivo do guerrilheiro argentino exatamente ao lado de seu nome. Hay que endurecer!

Na chegada ao estádio, vaga cativa em uma rua atrás do clube social, guardada pela dupla Juvenal & Domingos, os guaritas gente boa. “Vai um pastel aí, Domingos? E você, Juvenal?” Valeu rapaziada, hoje dá São Paulo, certeza!, respondiam.

Depois dos jogos, tinha o pós, também em casa. Com mais pastel e mais cerveja! Revê o jogo, comenta, debate, sonha. Lembro de uma noite, acho que depois da inesquecível semi contra o River, escutando Zeppelin com o amigo Teddy, pensando no título… Lembranças boas.

E em todo jogo foi assim. Menos na final. O Felipe se mandou de férias pra Barcelona, pra visitar nosso irmão mais velho, Rodrigo. A Beatriz foi a “substituta” pé-quente naquele 14 de julho de 2005. Ela esteve em outros daquela campanha, como os 2 a 0 contra os hermanos, uma das partidas mais inesquecíveis da minha vida em um estádio de futebol.

Pra completar, o amigo André, o Goma, se juntou a nós. Pastel, cerveja, CHE, Domingos & Juvenal. Chegamos cedo.

Estava muito confiante, mas ansioso como o diabo. E receoso pelo excesso de euforia coletiva. Parecia que todos estavam no Morumbi para o pós-jogo, ou seja, a festa. O jogo era um detalhe.

Amoroso, Fabão, Luizão, Diego Tardelli. Que noite! Ainda tive o gostinho de ir à festa dos jogadores, com meu pai, vi o Autuori sorvendo uma Bohemia escura e saquei que o cara, realmente, manjava das coisas!

Impossível esquecer os gols do Rogério naquela campanha, principalmente os dois contra o Tigres. Que poderiam ser 3!

Impossível esquecer o gol do Danilo contra o River, em que o tempo parou e o ar ficou pesado. O silêncio que precede o orgasmo.

Impossível esquecer o choro do Luizão, batendo no peito a cada gol, em cima das letras do patrocinador. As iniciais dele, Luiz Goulart (e ninguém do marketing pensou nisso!).

Impossível esquecer a vibração do Amoroso, o “Vai, São Paulo!” pra levantar o Morumbi. Pra abrir os festejos.

Impossível esquecer o Rogério imitando o Lugano na provocação ao Fabrício, antes do pênalti, na final. “Rugério estudió usted. No adianta! Rugério estudió usted.”

Impossível esquecer a Libertadores de 2005.

De pastéis, cervejas, CHE, irmãos, amigos e memórias inesquecíveis.

A final:

+MAIS:

– globoesporte.globo.com

– espn.uol.com.br

– imortaisdofutebol.com

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