“Tristão e Isolda”, de Wagner, estreia em Munique

Há 150 anos… dia 10 de junho de 1865.

"Tristão e Isolda", de Wagner, estreia em Munique

O romance de Gottfried von Strassburg, a filosofia de Arthur Schopenhauer e a amante/namorada Mathilde Wesendonck. Essas foram as fontes de inspiração para Richard Wagner produzir sua maior ópera, sua obra-prima. Segundo muitos, um marco para a música moderna.

Baseada na interpretação de Strassburg da lenda medieval e influenciada pelas teorias de Schopenhauer, “Tristão e Isolda” também teve Mathilde como elemento inspirador. Uma paixão platônica real de Wagner.

O compositor alemão teve contato com a obra de Strassburg no início da produção do ciclo de quatro óperas “O Anel dos Nibelungos”, por volta de 1852, quando já havia conhecido Mathilde e estava distante da mulher, Minna. O livro O mundo como vontade e representação, de Schopenhauer, apresentado pelo amigo Georg Herwegh, fechou a trinca de iluminações para Wagner.

“Nunca na minha vida tendo desfrutado a verdadeira felicidade do amor, devo erguer um memorial para este mais belo de todos os sonhos, em que, do início ao fim, o amor possa, por uma vez, encontrar a totalidade”, escreveu ao amigo Franz Liszt, em dezembro de 1854, já com os esboços de todos os três atos escritos.

De 1857 a 1859, Wagner se debruçou na elaboração de “Tristão e Isolda” – “Tristan und Isolde”. Quando terminou, teve um novo desafio: encontrar um teatro para receber a obra-prima. A longa duração e o alto custo se mostravam problemas quase irremediáveis. Até que Wagner conseguiu o mecenato de Luís II da Baviera e, assim, teve os recursos necessários para montar o espetáculo.

Em 10 de junho de 1865, o Teatro da Baviera, em Munique, recebeu “Tristão e Isolda” sob a condução do maestro Hans von Bülow, que aceitou a missão mesmo ciente de que Wagner estava tendo um affair com sua mulher! Bravo esse tal de Hans…

O curioso é que a ópera não teve uma recepção positiva. “Wagner não nos mostra a vida de heróis de sagas nórdicas que edificam e fortalecem o espírito de seu público alemão. O que ele apresenta é a ruína da vida de heróis pela sensualidade”, bateu a edição do Allgemeine musikalische Zeitung, periódico especializado em música. Ah, esses críticos…

Ao longo do século 20, ilustres regentes imortalizaram a grande ópera de Wagner. Herbert von Karajan, sem dúvida, foi o mais notório. Em 2004, Plácido Domingo foi aclamado no papel de Tristão, em versão conduzida por Antonio Pappano.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

“Tristão e Isolda”, com Herbert von Karajan:

Fontes:

Wikipedia

Wikipédia

agrandeopera.com.br

revistadigital.com.br

theguardian.com

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