Incêndio no estádio do Bradford City mata 56 na Inglaterra

Há 30 anos… dia 11 de maio de 1985.

Incêndio no estádio do Bradford City mata 56 na Inglaterra

“Eles vieram aqui para celebrar a promoção do clube para a segunda divisão pela primeira vez em 50 anos… e agora estão correndo por suas vidas!”, exclamava, em desespero e espanto, o locutor, ao mesmo tempo em que as câmeras da TV mostravam centenas de torcedores se esvaindo para dentro do gramado, saindo das arquibancadas em chamas, com labaredas consumindo o estádio do Bradford City em questão de minutos.

Trinta anos atrás, o futebol inglês viveu uma de suas maiores tragédias. Um desastre que matou 56 e feriu 265, pelo menos.

Era para ter sido uma festa. Em seu estádio, o Valley Parade, o Bradford City Football Club receberia a taça pelo título da 3ª divisão do futebol inglês, a primeira ascensão em 50 anos da agremiação fundada em 1903.

Em 4 minutos, tudo virou pó. O fogo destruiu a casa do clube e paralisou o jogo entre o Bradford e o Lincoln City. Os jogadores fugiram para o vestiário, enquanto a massa fugiu para a relva, em desespero.

Martin Fletcher, na época um garoto de 12 anos de idade, estava no Valley Parade naquele fatídico dia. O incêndio levou seu irmão, Andrew, de 11 anos, seu pai, John, de 34, o tio Peter, de 32, e o avô Eddie, com 63 anos.

Fletcher sobreviveu para contar a sua versão da tragédia. Em abril último, lançou o livro Fifty-Six – A História do Incêndio de Bradford, que tenta explicar o quê, de fato, aconteceu naquele 11 de maio de 1985.

Segundo o escritor, há fortes indícios de que o fogo foi provocado. Tudo para livrar a cara do empresário Stafford Heginbotham, então dono do Bradford City. Na época, ele estava com problemas financeiros e sabia que precisaria arcar com reformas no estádio, por conta das regras de segurança da segunda divisão.

Pairam muitas dúvidas e suspeitas sobre o empresário. Nos 18 anos anteriores ao incêndio no Valley Parade, por exemplo, oito estabelecimentos de propriedade de Heginbotham ou ligados a ele pegaram fogo. Muito suspeito.

Além disso, a maioria das saídas do estádio estava fechada, por isso o corre-corre em direção ao campo de jogo. De acordo com as investigações da polícia, muitas pessoas morreram pisoteadas ou esmagadas, justamente por não haver escoamento da turba enlouquecida.

Heginbotham morreu em 1995, mas Fletcher seguiu investigando o caso. Trabalhou os últimos 15 anos no livro. Até hoje, ele não acredita que o fogo foi acidental. Crê que o dono do Bradford obviamente não queria as mortes, mas precisava de uma saída para sua caótica situação financeira.

Uma solução trágica.

Vinte e oito dias depois, o futebol viveu nova tragédia, em Heysel, na Bélgica, na final da Copa dos Campeões.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

Cenas impressionantes e o desespero do locutor:

Fontes:

Acervo Estadão

bbc.com

news.sky.com

bradfordcityfire.co.uk

Wikipedia

trivela.uol.com.br

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