Miguel de Oliveira conquista cinturão dos médios ligeiros

Há 40 anos… dia 7 de maio de 1975.

Miguel de Oliveira conquista cinturão dos médios ligeiros

O professor de Português do ginásio da Vila Iara entrou na sala de aulas, sorriu e pediu aos alunos que fizessem a dissertação do dia: “Meninos, hoje vocês devem escrever sobre o nosso campeão, o Miguel de Oliveira”. E, em poucos minutos, toda a classe passou a procurar os adjetivos mais ufanistas para definir o grande ídolo de sua cidade, a industrial Osasco, que se prepara para receber Miguel de Oliveira, novo campeão dos médios ligeiros.

O Estadão de 9 de maio de 1975 se valeu de uma escola pública para dimensionar o entusiasmo da cidade de Osasco, em São Paulo, com a grande vitória de seu “filho” mais ilustre: Miguel de Oliveira. A cidade que abraçou o cidadão de Lençóis Paulista, no interior do estado, preparava-se para receber o novo dono do cinturão dos médios ligeiros.

Um sonho que começou em São Manuel, também interior paulista e para onde ele havia se mudado com a família quando tinha 7 anos. Lá, uma das diversões das tardes de domingo do menino Miguel eram as sessões de cinema. E foi um filme que mudou o destino dele…

As imagens do título de Éder Jofre pela categoria peso galo, em 1961, contra o mexicano Eloy Sanchez, mexeram com o menino. “Isso ficou gravado na minha cabeça”, diz sempre. A partir de então, ele começaria a treinar boxe.

Doze anos depois, lá estava Miguel de Oliveira no ringue para tentar a conquista do título mundial dos médios ligeiros. Em decisão polêmica, os juízes deram a vitória ao então campeão Koichi Wajima, após 15 rounds. A revanche, em 1974, também acabou vencida pelo japonês, de novo por pontos.

A recusa de Wajima em realizar um novo combate, dessa vez em país neutro, fez o Conselho Mundial de Boxe (CMB) retirar o cinturão do nipônico. Havia uma nova chance para Miguel de Oliveira.

Então, no dia 7 de maio de 1975, o Principado de Mônaco recebeu o encontro entre o brasileiro, primeiro do ranking, e o segundo colocado, José Durán, da Espanha. Depois de 15 rounds intensos, a decisão do júri, dessa vez, espelhou o quê, de fato, havia acontecido: vitória unânime de Miguel de Oliveira (149-146, 149-143 e 147-142).

“Uma noite em que eu estava no meu melhor. Ninguém ganhava de mim aquela noite!”, exclamou Miguel, relembrando a luta 40 anos depois, em reportagem do SporTV desta quinta-feira.

Cinco anos depois do título, aos 33 anos, ele pendurou as luvas, fechando um invejável cartel de 46 vitórias (28 nocautes), 5 derrotas e um empate.

Um campeão gente boa, como escreveu o Wilson Baldini Jr. em seu blog, recordando sobre o título de 1975.

Grande Miguel de Oliveira!

Miguel de Oliveira relembra o título, em reportagem do SporTV.

Fontes:

Acervo Estadão

boxrec.com

blogdobaldini.blogosfera.uol.com.br

terceirotempo.bol.uol.com.br

cbboxe.com.br

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