A dor de Ronaldo Fenômeno

Há 15 anos… dia 12 de abril de 2000.

A dor de Ronaldo Fenômeno

Arrivano tutti, il dottor Volpi, i giocatori dell’ Inter e quelli della Lazio, Simeone corre verso la panchina nerazzurra e grida: «Si è fatto male, si è fatto male». Lippi e Panucci si mettono le mani nei capelli, Zamorano e Zanetti guardano il cielo, gli altri sono lì, senza parole, sconvolti da quello che vedono, l’ Olimpico non ha più parole, fischi, insulti, la gente trattiene il fiato, vorrebbe scacciare l’ incubo e vedere Ronaldo alzarsi e uscire dal campo camminando.

“Chegam todos, o Dr. Volpi, os jogadores de Inter e da Lazio, Simeone corre para o banco da Inter e grita: ‘Doeu, doeu.’ Lippi e Panucci colocam as mãos no cabelo, Zamorano e Zanetti olham para o céu, e os outros estão lá, sem palavras, chocados com o que vêem, o Olímpico não tem mais palavras, assobios, insultos, as pessoas prendem a respiração, desejam pôr fim ao pesadelo e ver Ronaldo se levantando e caminhando para fora do campo.”

Doeu, doeu. O hoje competente técnico do Atlético de Madrid resumiu em uma palavra o quê o mundo viu e sentiu no dia 12 de abril de 2000. O Corriere della Sera descreveu o drama com realismo. As emissoras reproduziram a cena à exaustão. Os jornais estamparam imagens. E todos sentiram a dor de Ronaldo Fenômeno.

“Uma noite amaldiçoada. Para Ronaldo, para a Inter, para aqueles que amam o futebol. Tudo acontece às 22:16 no gramado do Olímpico. O cara que esperou 132 dias para retornar ao campo está em direção ao gol de Ballotta, levando consigo a esperança de toda a Inter, perdendo por um gol na final da Copa da Itália contra a Lazio…”, diz a reportagem de 13 de abril do jornal de Milão.

Ronaldo tinha entrado em campo aos 14 minutos do segundo tempo, no lugar do romeno Mutu. O placar desfavorável de 2 a 1 obrigava o aniversariante Marcello Lippi a colocar a Inter ao ataque e tinha no brasileiro a arma mais poderosa de seu banco.

Aos 20 minutos, o atacante dominou bola na intermediária e arrancou feroz pra cima da zaga da Lazio. O zagueiro português Fernando Couto foi recuando, fitando o movimento de pernas de Ronaldo.

A finta de corpo, marca registrada do Fenômeno, colocou carga excessiva sobre a perna direita. O joelho operado cinco meses antes cedeu. Ronaldo caiu, já em prantos.

O Olímpico de Roma, que se alvoroçara quando brasileiro se apossou da pelota, calou. Depois, na saída do craque de campo, rendeu uma bonita salva de palmas, como uma prece para o milagre da cura de um talento extraordinário do calcio.

A tristeza tomou conta de todos. Até o assessor Rodrigo Paiva não conseguiu dar entrevistas para esclarecer a situação de Ronaldo, tamanho seu choque com a nova lesão.

O resto da história, “a maior volta por cima da história do esporte”, como bem definiram PVC e André Kfouri no livro Os 100 melhores jogadores brasileiros de todos os tempos, todo mundo conhece.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

A contusão de Ronaldo:

Fontes:

– archiviostorico.corriere.it

– Acervo Estadão

– Acervo Folha

– veja.abril.com.br

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