“Bossa Nova” estreia no Brasil

Há 15 anos… dia 31 de março de 2000.

“Bossa Nova” estreia no Brasil

“O filme é simpático, mas se quiser gostar, é melhor não pensar muito nele”, finalizou Luiz Zanin Oricchio a crítica publicada no Estadão, no dia da estreia de “Bossa Nova” em mais de 150 salas de cinema Brasil afora.

Perfeito.

O longa-metragem dirigido por Bruno Barreto é de uma simpatia quase irritante. É bonitinho, mas ordinário. Ótimo entretenimento, mas superficial.

“Bossa Nova” é ideal para assistir em um domingão preguiçoso de verão. Tem boas atuações de Antônio Fagundes, Pedro Cardoso, Alezandre Borges e Amy Irving (à época casada com Barreto), fotografia surrealista da Cidade Maravilhosa, humor fácil e direção adequada. Mas não vai além disso.

Zanin cita os “dois invólucros” da produção: o visual exuberante (através de qualquer janela pode-se ver o Corcovado, o Redentor, que lindo) e o musical cativante (uma trilha sonora de canções de Tom Jobim sob batuta do genial Eumir Deodato). Sim, é um produto muito bem feito.

O problema é a repetição do mesmo modelo. Os longas com o selo da Globo Filmes têm a preguiçosa tendência de se assemelharem aos folhetins da emissora carioca. Novelas que, bom que se diga, são ótimas, sob vários aspectos (elenco, direção, roteiro, produção).

Naquele momento de retomada do cinema nacional, vá lá, funcionava. “Bossa Nova” passava na nota de corte. Afinal, quem não se encanta com uma história de amor, Tom Jobim, Rio de Janeiro, futebol e todos os possíveis e imagináveis clichês sobre o Brasil?

A questão é que o braço cinematográfico da Globo mantém o cansativo formato até hoje, 15 anos depois. Um padrão quadradinho e mastigável, que gera enormes bilheterias, mas não ajuda em nada no desenvolvimento do Brasil na sétima arte. Olhai para os vizinhos argentinos, por exemplo! Diversidade e qualidade.

O Brasil pode (e deve) produzir filmes como “Bossa Nova”. Mas é preciso olhar além do Corcovado para descobrir a própria identidade e construir outra(s) narrativa(s).

P.S.: Viva Tom Jobim! E viva o Rio!

Trailer de “Bossa Nova”:

Fontes:

– Acervo Estadão

– IMDb

– Wikipédia

– globofilmes.globo.com

Anúncios

Fala!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s