Sir Stanley Matthews, 100 anos

1º de fevereiro de 1915

Sir Stanley Matthews, 100 anos

O primeiro craque internacional do futebol.

O primeiro eleito Melhor do Ano, em 1948, o primeiro Melhor da Europa, em 1958.

O único boleiro nomeado cavaleiro da Coroa Britânica enquanto ainda jogava, em 1965.

E como ele jogou! E tanto ele jogou!

Sir Stanley Matthews tem, sem sombra de dúvida, a carreira mais longeva de um jogador de futebol profissional: 33 anos. Estreou com 17 e se despediu aos 50 anos de idade! Uma trajetória incrível.

“O fim veio, enfim, em 1965: um jogador que fez sua estreia em 1932, como um contemporâneo de Dixie Dean, foi se despedir na era de George Best”.

Desfecho preciso de um bonito texto sobre “O Feiticeiro do Drible”. Um perfil presente no ótimo livro sobre os homenageados do Hall of Fame do National Football Museum, em Manchester, na Inglaterra. (Presentaço do Tio Carlos, aliás!)

Voltemos, porém, ao “Mágico”, outro apelido de Matthews. A disciplina foi sua companheira ao longo dos anos. Ele conseguiu ir além porque tinha uma rígida rotina de exercício e alimentação. Hoje, isso é óbvio, líquido e certo. Mas pense na década de 1930, 1940 e 1950 do século passado!

“Se eu precisasse encontrar Stanley, era só ir ao porto na praia de South Shore às 8 da manhã. Lá estava ele, com parka e boina, treinando sozinho”, conta Jimmy Armfield, companheiro de Blackpool.

A rotina era igual, com sol ou chuva, neve ou vento: despertar na alvorada, uma xícara de chá e ida à praia. Exercícios de respiração, alongamento e tiros curtos. Na volta pra casa, uma ducha fria, torrada e cereal. No almoço, salada e outra torrada. Ao final do dia, corrida de 4 milhas (6,5 km). Na segunda-feira, não comia nada, para “desintoxicar meu corpo”, ele dizia.

O metódico cotidiano manteve Stanley Matthews em forma mesmo com idade avançada. Ele conservou a famosa arrancada de 20 metros até os 40 anos.

Foi aos 38 anos que escreveu a página mais bonita de sua longa história.

A final da FA Cup de 1953. Blackpool 4 x 3 Bolton. 110 mil pessoas no velho Wembley.

O jogo conhecido como “The Matthews Final”.

Com a palavra, Sir Stanley Matthews, um gênio modesto:

Stan Mortensen era um grande jogador, um azougue, muito rápido. Ele marcou três gols: hat-trick em uma final de Copa da Inglaterra, bem, é muita coisa. Ele foi o homem do jogo. Eu não sei por que chamaram de ‘Matthews Final’: talvez por causa da minha idade; eu tinha 38 anos, o que eles chamam de veterano, em 1953. Eu nunca pensei como ‘a minha última chance’. Você não pensa. Você se concentra no jogo”.

O depoimento está no livro Wembley: The Greatest Stage, do amigo Tom Watt, com colaboração de Kevin Palmer. Leia a íntegra aqui.

Stanley Matthews também tem linda história com a camisa da Inglaterra. Jogou pelo English Team mais do que qualquer outro: 23 anos, dos 19 aos 42, de 1925 a 1957. Foram 54 partidas e duas Copas do Mundo (1950 e 1954).

“Senhor Matthews, você ainda é um grande mestre”, disse Nilton Santos, em 1956, reverenciando o ponta-direita depois da goleada por 4 a 2 dos ingleses em cima do Brasil, em Wembley, o primeiro encontro entre as duas seleções. Naquele dia, a “Enciclopédia” tomou um baile do “Feiticeiro”!

Foi outro brasileiro, no entanto, quem melhor definiu Stanley Matthews, quem fez o mais bonito elogio ao craque sem fim. Nada mais nada menos que o Rei. Fala, Pelé: “O homem que nos ensinou como o futebol deveria ser jogado”.

Cheers, Sir Stanley! And thank you.

A final da FA Cup de 1953:

Fontes:

Wikipedia

uefa.com

imortaisdofutebol.com

bbc.com

 

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