Morre o navegador Vasco da Gama

Há 490 anos… dia 24 de dezembro de 1524.

Morre o navegador Vasco da Gama

Quando Vasco da Gama aportou em Calicute, na Índia, em 20 de maio de 1498, Portugal já havia se lançado em expedições marítimas há, pelo menos, um século e meio. Grandes marcos tinham sido alcançados, como o contorno do Cabo das Tormentas – que se tornou o da Boa Esperança -, por Bartolomeu Dias, dez anos antes.

O feito do navegador nascido no pequeno vilarejo de Sines, hoje distrito de Setúbal, no Alentejo, é, no entanto, o mais notável na cronologia das navegações portuguesas. Mais: é um dos dois acontecimentos mais importantes da história da humanidade, segundo o clássico A Riqueza das Nações, de Adam Smith.

A expedição ordenada pelo Rei Dom Manuel I saiu de Lisboa em 8 de julho de 1497. Mais de 170 homens se lançaram ao mar, divididos entre quatro embarcações: São Gabriel, com 27 metros de comprimento; São Rafael, de tamanho semelhante e comandada pelo irmão de Vasco, Paulo da Gama; Bérrio, um navio menor, comandado por Nicolau Coelho; e São Miguel, nau de mantimentos sob o comando de Gonçalo Nunes.

Acompanhado de Bartolomeu Dias no início, Vasco da Gama dobrou o Cabo da Boa Esperança em novembro. Mais de três meses depois da partida, as embarcações tinham navegado mais de 6 mil km, até então a viagem mais longa em alto mar.

A expedição seguiu por mais seis meses até o desembarque em Calicute, nas Índias. Na chegada, Vasco da Gama foi abordado por dois sultões, como relata o diário de Álvaro Velho, um dos poucos registros da jornada:

“’Ao diabo que te dou; quem te trouxe cá?’ E perguntaram-lhe o que vínhamos buscar tão longe; e ele respondeu: ‘Vimos buscar cristãos e especiaria.’”

No regresso a Portugal, a vitoriosa viagem tem, porém, largo saldo negativo: metade da tripulação morreu, incluindo o irmão de Vasco da Gama, Paulo. O navegador aportou em Lisboa em 29 de agosto de 1499, com apenas uma embarcação (o navio pequeno, de Nicolau Velho, aportara um pouco antes).

A rota aberta por Vasco da Gama foi fundamental para o comércio de Portugal com a Índia. Agradecido, o Rei Dom Manuel I concedeu título de Almirante do Mar da Índia ao navegador. Pouco depois, em 1502, foi nomeado governador do Estado Português da Índia e partiu em nova expedição, com 3 mil homens a bordo.

Anos mais tarde, em 1524, Vasco da Gama parte na terceira viagem à Índia, para substituir Duarte de Meneses como Vice-Rei em Goa. Após conseguir estabelecer a ordem, ele acaba contraindo malária. Morre na véspera do natal daquele ano, na cidade de Cochim.

Seu corpo foi levado para Portugal um pouco depois e sepultado na Capela da Vidigueira. Em 1880, seus restos mortais foram depositados no Mosteiro dos Jerônimos, em Lisboa, onde estão até hoje.

Os Lusíadas, o épico de Camões, publicado em 1572, quando Portugal já olhava para o passado recente com saudade, é grandiosa e merecida homenagem ao navegador histórico.

Documentário da RTP, de Portugal, sobre Vasco da Gama:

Fontes:

– Wikipédia

– operamundi.uol.com.br

– folha.uol.com.br

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