Palmeiras cala o Morumbi corintiano e conquista o Campeonato Paulista

Há 40 anos… dia 22 de dezembro de 1974.

Palmeiras cala o Morumbi corintiano e conquista o Campeonato Paulista

UM SILÊNCIO ENSURDECEDOR

POR ROBERTO FIGUEIREDO MELLO*

Domingo, 22 de dezembro de 1974

A cidade de São Paulo prepara-se para ver o Corinthians campeão paulista depois de vinte anos.

Eu, são-paulino, me sentia bastante indiferente ao resultado – afinal, os corações do trio-de-ferro sempre terão dificuldade de torcer uns para os outros.

Apesar disso, amantes do futebol não conseguiriam deixar de acompanhar o grande jogo.

Comigo aconteceu mais do que isso, pois fui convidado pelo sogro palmeirense a ir ao jogo.

Fui, como sempre acontecia, com ele e dois cunhados, um palmeirense e outro santista.

Nenhum de nós imaginava algo diferente do que a redenção corintiana. Friamente, porém, tenho que admitir que não seria fácil, pois apesar do entusiasmo mosqueteiro, o Palmeiras tinha uma equipe sólida demais, habituada a vencer e, além de tudo, contando com uma espinha dorsal espetacular – Leão, Luís Pereira, Alfredo, Zeca, Dudu, Ademir, Edu, Leivinha, Ronaldo e Nei. Do esquadrão dos anos anteriores só faltariam nessa tarde César, o “maluco”, que já havia saído, e Eurico, substituído por Jair Gonçalves na última hora pelo matreiro Osvaldo Brandão.

Do outro lado, um time guerreiro e uma enorme estrela: Rivellino. Além dele, apenas o super Zé Maria, o veterano Brito e o menino Wladimir podem ser considerados destaques brasileiros.

Ao pisarmos no Morumbi lotado (120.522 pessoas), a sensação de que tinha chegado o dia aumentou: pouquíssimos palmeirenses, raríssimos neutros (como eu) e uma avassaladora massa corintiana.

Começa o jogo com o esperado ímpeto corintiano e a torcida inflamadíssima colocando o Timão no ataque, num desespero visível para fazer o gol.

Do outro lado, Dudu e Ademir fazendo a bola rolar e gastando o tempo.

O tempo passando e a aflição da torcida subindo. O tempo calando a Fiel. O tempo enervando o Reizinho do Parque.

De repente, um ataque sem graça, num jogo que estava morno: uma bola cruzada dividida e ganha de cabeça por Leiva e Ronaldo, o improvisado centroavante, acerta na veia, sem deixar cair no chão.

O que se viu – e se ouviu – depois foi um silêncio ensurdecedor. Cem mil corintianos calados até o apito final. E ainda havia onze minutos para jogar…

Um mês depois e Rivelino se transferia para o Fluminense, para mim, a maior perda que o Corinthians sofreu com essa fatídica derrota.

*Roberto Figueiredo Mello é advogado, paulistano e são-paulino.

Um resumo dos dois jogos da final do Campeonato Paulista de 1974:

+MAIS:

Wikipédia

globoesporte.globo.com

jovempan.uol.com.br

placar.abril.com.br

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