Toulouse-Lautrec, 150 anos

24 de novembro de 1864

Toulouse-Lautrec, 150 anos

A essa altura você já viu o Doodle do Google

Bacana a homenagem e tal, mas hei de concordar com o crítico de arte Jonathan Jones, do Guardian: Toulouse-Lautrec foi muito mais do que um pintor de pôsteres retratado no Doodle do Google.

“Sim, ele fez pôsteres – fantásticos, aliás – mas Henri de Toulouse-Lautrec era muito mais do que um estiloso artista gráfico. O melhor lugar para conhecê-lo em Paris não é Montmartre, onde as últimas brasas da emoção artística morreu há muito tempo, mas o Musee d’Orsay, onde um pouco de sua arte mais incisiva pode ser vista”, escreve Jones, em artigo preciso sobre a revolucionária arte de Toulouse-Lautrec – arte rock’n’roll, como ele bem compara.

Henri Marie Raymond de Toulouse-Lautrec-Monfa nasceu na pequena Albi, ao sul da França, em uma família aristocrática. Desde pequeno, teve inúmeros problemas de saúde, Acredita-se que as complicações têm a ver com a proximidade de parentesco dos pais, primos-irmãos. Tanto que o casal até gerou mais um filho, em 1867, mas que faleceu no ano seguinte.

Uma fratura na perna esquerda, aos 13 anos, e outra na perna direita, aos 14, ambas não curadas adequadamente, fizeram com que não desenvolvesse os ossos normalmente. Futuramente, descobriu-se que era uma desordem genética – hoje conhecida como “Síndrome de Toulouse-Lautrec”.

Assim, as pernas pararam de crescer e Toulouse ficou com 1,54m de altura: corpo de adulto e pernas de criança (com 70cm de comprimento).

A saída foi a arte e a boemia. Toulouse-Lautrec foi o retratista da Paris da Belle Époque, em especial a Montmarte e o Moulin Rouge, com suas prostitutas, seus bêbados, seus intelectuais e seus loucos.

Em menos de 20 anos, produziu vasta obra: 737 telas, 275 aquarelas, 363 pôsteres e cartazes, 5.084 desenhos, muitos trabalhos de cerâmica e vidro manchado, e um número desconhecido de trabalhos perdidos.

Ao lado dos amigos Paul Cézanne, Vincent Van Gogh e Paul Gauguin, foi um dos mais expressivos artistas do pós-Impressionismo. Influenciou – e muito – grandes pintores que vieram depois. Pablo Picasso, por exemplo.

“É fácil perceber nessas pinturas rock’n’roll por que o jovem Pablo Picasso imitaou Toulouse-Lautrec quando visitou Paris pela primeira vez. Na verdade, Toulouse-Lautrec influenciou toda a carreira de Picasso. A exótica cena de bordel retratada em Les Demoiselles d’Avignon ecoa a energia bruta e crua dos painéis de Toulouse, como La Goulue”, lembra Jonathan Jones.

Toulouse-Lautrec morreu antes de completar 37 anos, em decorrência do abuso de álcool e de uma sífilis mal curada.

Um artista de espírito livre, revolucionário. Um gênio sempre lembrado.

Documentário sobre a vida de Toulouse-Lautrec:

Fontes:

Wikipedia

toulouse-lautrec-foundation.org

Revista História Viva

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