Morre Yasser Arafat

Há 10 anos… dia 11 de novembro de 2004.

Morre Yasser Arafat

Para analisar quem foi o homem que durante quase meio século percorreu o planeta com um turbante na cabeça e uma pistola no cinto, há que oscilar entre indagações extremas: destino individual ou destino coletivo, terrorista sanguinário ou negociador visionário, chefe de clã ou chefe de Estado. As respostas seriam: um e outro, dependendo da época. Com Yasser Arafat, a história contemporânea do povo palestino encontrou seu herói e seu vilão, mas também sua figura de proa.

A abertura do perfil escrito pelo jornalista francês Edouard Zambeaux, publicado na revista História Viva, com tradução do colaborador do blog, Alexandre Agabiti Fernandez, dá a medida do que foi Mohammed Yasser Abdel Rahman Abdel Raouf Arafat al-Qudwa.

Personalista e coletivo.

Terrorista e pacifista.

Fuzil em uma mão e ramo de oliveira na outra, como lembra o subtítulo da reportagem, referindo-se ao famoso discurso do líder palestino na ONU, em 1974.

Nascido em 4 de agosto de 1929, no Cairo, Egito – apesar de dizer que Jerusalém era o local verdadeiro -, Arafat participou de praticamente todos os movimentos pela criação de um Estado Palestino. Assim que Israel foi fundado, em 1948, foi ativo combatente pela existência de uma terra ao seu povo. Nem sempre de forma pacífica, há que se lembrar.

“Yasser Arafat foi o enigmático pai do nacionalismo palestino que por quase 40 anos simbolizou a luta de seu povo por uma identidade política e um Estado independente. Nenhum outro indivíduo incorporou tanto a condição dos palestinos: sua diáspora, sua falta de um Estado, sua reivindicação de retorno à pátria perdida para Israel. Arafat era visto como um herói romântico e recebido como um estadista, mas seu brilho e reputação foram se apagando com o tempo”, resumiu Judith Miller, no New York Times, um dia depois da misteriosa morte do líder dos palestinos.

Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Fatah, Autoridade Nacional Palestina (ANP)… Todas tiveram Arafat como líder ou influência fundamental.

O momento em que mais se aproximou de seu sonho aconteceu em 1993, com os Acordos de Paz de Oslo. O histórico aperto de mão com Yitzhak Rabin, o primeiro-ministro de Israel, em encontro na Casa Branca do anfitrião Bill Clinton, lhe rendeu até Nobel da Paz, em 1994.

A pá de cal para a paz na região e a criação de um Estado Palestino se deu anos depois. Arafat se afastou do jogo. De fato, seu brilho e reputação se apagaram.

Até hoje, sua morte, dez anos atrás, é cercada de mistério. Há especulações de que foi envenenado pelo serviço secreto israelense. Nada foi comprovado.

O fato é que Yasser Arafat foi personagem marcante na linha do tempo do maluco e conturbado século 20.

Reportagem do Bom Dia Brasil sobre a morte de Arafat:

Fontes:

– Revista História Viva

– Acervo Estadão

– Wikipedia

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