Morre o cineasta Anselmo Duarte

Há 5 anos… dia 7 de novembro de 2009.

Morre o cineasta Anselmo Duarte

Ele foi o único brasileiro consagrado no Festival de Cannes, um dos grandes da sétima arte.

Em 1962, venceu a Palma de Ouro e o Prêmio Especial do Júri por “O Pagador de Promessas”, filme baseado em texto de Dias Gomes, com elenco recheado de talentos, como Leonardo Villar, Glória Menezes, Norma Bengell, Dionísio Azevedo, Othon Bastos, Geraldo del Rei, Antonio Pitanga. Naquele ano, tinha como adversários diretores pesos-pesados, entre eles Michelangelo Antonioni, Luis Buñuel e Sidney Lumet.

Venceu e acabou atraindo “inimigos”.

A consagração de “O Pagador de Promessas” tornou-se maldição para Anselmo Duarte Bento.

“A inveja pela Palma de Ouro desencadeou um processo de aniquilamento, iniciado pelo pessoal do Cinema Novo e que fez com que me sentisse sem ambiente no Brasil”, disse, em 1999, em entrevista ao Estadão.

Paulista de Salto, interior de São Paulo, Duarte começou a carreira no cinema como ator nos anos 1940, quando se mudou para o Rio de Janeiro. Fez várias produções da Atlântida e virou galã. Brilhou também na Vera Cruz de São Paulo, nos anos 1950, principalmente no longa “Tico-Tico no Fubá”, em que contracenou com Tônia Carreiro.

A estreia na direção aconteceu em 1957, com “Absolutamente Certo”. De cara, mostrou vocação para a função atrás das câmeras.

“O legado principal para nós artistas é o amor com que ele fazia cada trabalho. Ele era uma pessoa realmente única. Tenho certeza que nunca mais vou conhecer alguém como Anselmo Duarte”, disse Tarcísio Meira ao jornal O Globo, no enterro do cineasta.

Depois do prêmio em Cannes, a perseguição por outros colegas, principalmente o grupo do Cinema Novo, minou seu trabalho. Nunca teria mais o mesmo êxito saboreado com “O Pagador de Promessas”.

É verdade que “Vereda de Salvação”, de 1964, baseado em peça de Jorge de Andrade, teve até indicação ao Urso de Ouro do Festival de Berlim, mas Duarte não aguentou o mar de críticas e patrulheiros ao seu redor. “Os Trombadinhas” (1979), filme produzido e interpretado por Pelé, hoje um cult, foi seu último trabalho na direção.

Anselmo Duarte morreu na madrugada de 6 para 7 de novembro, aos 89 anos, depois de ficar internado por 20 dias, devido a um AVC. Meses antes, sofrera um infarto, que o levou a um quadro de anemia aguda.

Foi enterrado em sua cidade natal, no Cemitério da Saudade.

Deixou quatro filhos, frutos de alguns casamentos, um deles com a atriz Ilka Soares.

Documentário “Anselmo Duarte – Uma História de Ouro”.

Fontes:

Wikipédia

Acervo Estadão

cinema.uol.com.br

estadao.com.br

cultura.estadao.com.br

oglobo.globo.com

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