Morre Ian Fleming, o “pai” de James Bond

Há 50 anos… dia 12 de agosto de 1964.

Morre Ian Fleming, o “pai” de James Bond

A biografia de Ian Lancaster Fleming prova que nunca é tarde para começar algo na vida.

Quando o mundo conheceu sua grande criação, o agente secreto James Bond, Fleming tinha exatos 44 anos, 10 meses e 17 dias de existência. Da data de lançamento de Cassino Royale, primeiro livro do 007, dia 13 de abril de 1953, até o dia 12 de agosto de 1964, foram mais 11 anos, 3 meses e 30 dias.

A vida antes de Bond é roteiro rico e farto para um ótimo livro do próprio agente secreto. Um de quatro filhos homens de uma família abastada, perdeu o pai aos 9 anos. Membro do Parlamento britânico, Valentine acabou morto em combate na Primeira Guerra Mundial. O avô, Robert, tinha sido um rico banqueiro.

Fleming teve educação aristocrática. Frequentou a Eton College, uma das mais conceituadas da Inglaterra, e ainda estudou na Royal Military College, em Sandhurst, antes de aperfeiçoar o aprendizado de línguas em Genebra e Munique.

Em 1931, aos 24 anos, começou a trabalhar como repórter e sub-editor da agência Reuters, pela qual foi correspondente em Moscou. A pressão familiar, no entanto, fez com que abandonasse a máquina de escrever para trabalhar como corretor no mercado financeiro. Não deu nada certo.

Mas outra missão já o chamava: a Segunda Guerra Mundial. Durante os anos do conflito, Fleming trabalhou na Inteligência da Marinha Britânica. Viajou muito, participou de missões secretas e coordenou várias ações confidenciais. Experiências ricas e férteis para os futuros enredos de James Bond!

Dispensado do serviço militar em maio de 1945, conseguiu emprego de coordenador dos correspondentes internacionais em um jornal inglês. A autonomia na função permitia a Fleming passar três meses longe da redação.

Em missão durante a guerra, ele havia conhecido um lugar no meio das Américas pelo qual se apaixonara: a Jamaica. O fascínio foi tal que Fleming prometeu a si mesmo comprar uma casa para passar o resto da vida por lá.

Assim, paixão e ocasião fizeram do sonho uma realidade. Fleming comprou uma grande porção de terra na Jamaica. Batizou de Goldeneye, nome de uma operação que participara na guerra.

Foi lá que nasceu James Bond. Foi lá que nasceram todos os 12 livros do 007.

“Escrevi cada um dos thrillers de James Bond aqui, com as persianas fechadas para que não me distraísse com os pássaros e as flores e o sol lá fora… Será que esses livros teriam nascido se eu não tivesse vivido nesse lindo oásis de um feriado jamaicano? Eu duvido”, garantiu ele.

Em Goldeneye (hoje um resort), Fleming tinha processo de produção metódico: escrevia por três horas de manhã e mais uma hora, entre seis da tarde e sete da noite. Todos os dias. Duas mil palavras brotavam no papel diariamente.

Fumante contumaz, apreciador da bebida, apaixonado por carros de luxo e casado com a solidão. Ian Fleming foi um eremita resolvido, apesar de ter casado e sido pai.

Como admitiu, o protagonista dos livros tinha 90% dele.

Há 50 anos, o criador e pai morreu, vítima de um ataque cardíaco fulminante.

Criatura e filho sobrevivem, eternos.

Elegante, romântico, fleumático, sofisticado, bon vivant, mulherengo…

Seu nome é Bond. James Bond.

Ou Fleming. Ian Fleming.

Veja entrevista com Ian Fleming dias antes de sua morte:

Fontes:

Wikipedia

biography.com

ianfleming.com

Acervo Estadão

history.com

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