Com monoplano, Louis Blériot atravessa o Canal da Mancha

Há 105 anos… dia 25 de julho de 1909.

Com monoplano, Louis Blériot atravessa o Canal da Mancha

Louis e seu monoplano, o Blériot XI, deixaram Les Barraques, próximo a Calais, na França, às 4:41 da manhã. Trinta e seis minutos e trinta segundos depois, 33 quilômetros percorridos, pousaram em Dover, na Inglaterra, e entraram para a História da aviação.

O francês nascido em Cambrai se tornava o primeiro homem a atravessar o Canal da Mancha. O primeiro a realizar um voo sobre o Oceano. Uma história de obstinação, muito trabalho, estudo e perseverança.

Louis Charles Joseph Blériot nasceu em 1º de julho de 1872. Uma luz o levou à aviação. Sim, literalmente. Em 1897, desenvolveu o primeiro farol para automóvel e acabou ganhando dinheiro, pois fornecia o invento para a Renault e a Panhard-Levassor, duas das maiores fabricantes de carros na época.

Com grana no bolso, Blériot voltou suas atenções para seu grande xodó: aviões. Começou a construir e a testar modelos de monoplanos por volta de 1900. Resumindo a história, produziu vários protótipos, todos batizados com seu sobrenome.

Onze modelos depois, concentrou-se no Blériot XI. Voou pela primeira vez com ele em janeiro de 1909 e, apesar do bom desempenho, o motor aquecia. Blériot chamou o projetista e motociclista Alessandro Anzani para criar um motor confiável. Ainda conseguiu uma hélice laminada de madeira, invenção de Lucien Chauviere, sócio de Anzani.

Voos bem sucedidos no final de junho mostravam que estava em um bom caminho com o modelo XI. Porém, um acidente no início de julho, que até provocou queimaduras de terceiro grau em Blériot, novamente colocavam o sonho de voar em dúvida.

Ele não se desencorajou, no entanto. Em 19 de julho, avisou ao jornal Daily Mail que voaria para ganhar o prêmio de mil libras. No final de 1908, o diário britânico havia anunciado a recompensa para quem conseguisse realizar um voo de travessia.

Hubert Latham, Charles de Lambert e Arthur Seymour eram os principais adversários de Blériot na corrida pelo prêmio. Mas o francês estava à frente. Seu sonho era maior.

Em 25 de julho, após voo curto de teste, o Blériot XI decolou para a História. Não sem alguns percalços, como a falta quase total de visibilidade em um trecho ou a ausência de bússola, Louis Blériot pousou o monoplano bruscamente ao lado do Castelo de Dover. Virou estrela.

Depois do feito, chegou a fabricar aviões para os aliados durante a Primeira Guerra Mundial, mas trocou as asas pelas rodas das motocicletas, as quais começou a produzir a partir de 1920. Louis Blériot morreu em 1º de agosto de 1936, vítima de ataque cardíaco.

Outro marco da aviação, o primeiro voo de um hidroavião aconteceria em 28 de março de 1910, sob o comando de Henri Fabre.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

Veja reportagem sobre o centenário do voo de Louis Blériot:

Fontes:

Acervo Estadão

air-racing-history.com

telegraph.co.uk

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