São Caetano é campeão paulista

Há 10 anos… dia 18 de abril de 2004.

18abr14

Associação Desportiva São Caetano. Clube jovem, fundado em 1989. Modesto, se reservava a um papel de coadjuvante no cenário futebolístico, habitué de segundonas e terceironas. Até o ano 2000… O começo de um conto de fadas breve, mas intenso.

Por linhas tortas, o simpático Azulão viu-se na elite do futebol brasileiro.

Ah, o futebol brasileiro, inculto e belo! De velhos tapetões, de antigas manobras, de famigeradas maracutaias. De patéticos cartolas, até hoje prestadores de (maus) serviços ao nosso querido esporte bretão (olha!). Então, na virada do milênio, virada de mesa deles, os patéticos…

E assim, de repente, aquele modesto clube do ABC paulista viu-se na fase final da Copa João Havelange, o torneio inventado pelos patéticos para substituir o Campeonato Brasileiro, no ano 2000.

Assim, sem ter nada a ver com os patéticos e as manobras, diga-se, o São Caetano entrou na festa. E gostou! Aproveitou e curtiu enquanto deu. Foi vice daquela João Havelange, vice do restabelecido Campeonato Brasileiro em 2001 e, pasmem!, vice-campeão da Libertadores da América, em 2002. Título que escapou nos pênaltis, por detalhes e pelos dedos!

Nessa “Noite de Cinderela”, após algumas frustrações, o beijo no príncipe, finalmente. Campeão paulista de 2004. O único de primeira divisão da história do clube. Um título incontestável: 15 jogos, oito vitórias, cinco empates e apenas uma derrota.

Naquele elenco, alguns “pratas da casa”, já conhecidos àquela altura, como Silvio Luiz, Serginho e Dininho, outros experientes e rodados, como Gilberto, Euller e Ânderson Lima, operários eficientes, como Mineiro, e ainda boas revelações, como Marcinho, Marcelo Mattos e Fabrício Carvalho. Deu liga. Mistura fina e certeira.

No banco, Tite, depois Muricy.

Comandante da ótima campanha no Brasileirão de 2003, quarto lugar que levou o clube novamente à Libertadores, o futuro técnico campeão de tudo pelo Corinthians dirigiu o Azulão até a sexta rodada do Paulistão de 2004. Uma vitória na estreia (3 a 2 no Mogi Mirim), quatro empates e uma derrota depois, foi demitido pelo eterno presidente Nairo Ferreira.

Muricy chegou, levou o time a quatro vitórias seguidas e colocou o São Caetano nas finais.

Aí, foi um atropelo azul: nas quartas de final, em jogo único, 2 a 0 em cima do São Paulo, em pleno Morumbi, com dois gols do ótimo Fabrício Carvalho.

Nas semifinais, contra o Santos de Robinho, Diego e Cia. empate por 3 a 3 em jogo eletrizante na Vila, e incontestáveis e épicos 4 a 0 dentro do caldeirão Anacleto Campanella.

A decisão seria contra outra “surpresa”, o Paulista de Jundiaí, comandado pelo ex-goleiro Zetti. Pobre Paulista, diria o Ira!. Em duas partidas no Pacaembu, 3 a 1 e 2 a 0. Placar de 5 a 1 no aggregate, como eles dizem lá.

A Cinderela, enfim, beijava o príncipe.

Depois, a trágica morte de Serginho, naquele mesmo 2004, começava a anunciar a aproximação da meia-noite.

Mais um vice – Paulistão de 2007 – antes do soar das 12 badaladas e…

The End.

Hoje, o São Caetano está na segunda divisão do Campeonato Paulista e na série C do Campeonato Brasileiro.

E os patéticos continuam por aí…

Veja reportagem da ESPN Brasil sobre o título do São Caetano:

Fontes:

Wikipédia

UOL Esporte

adsaocaetano.com.br

Diário do Grande ABC

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