Termina a série Sex and the City

Há 10 anos… dia 22 de fevereiro de 2004.

22fev14

To My Girls, With Love 

POR GABRIELA ALMEIDA*

Há exatos dez anos, era exibido o episódio final da série americana de sucesso mundial Sex and the City. Carrie, Samantha, Miranda e Charlotte são quatro mulheres com personalidades completamente distintas, mas, quando “somadas”, formam uma mulher bastante realista. Para mim, esse foi o grande “elemento x” e que tornou a série uma das maiores queridinhas entre o público feminino. Sem falar, é claro, na cidade de Nova York como cenário e a constante presença do mundo fashionista, um verdadeiro “eye candy” para as espectadoras.

Sex and the City retrata uma realidade em que essas mulheres, apesar de bem sucedidas, inteligentes e atraentes, se veem em meio a situações completamente desconcertantes, no amor, no trabalho, na família e nas experiências sexuais. Justamente por não retratar cenários perfeitos e nos lembrar que toda mulher, provavelmente, passará por várias desventuras em pelo menos um desses campos até encontrar o quadro que a agrade mais, é que nos identificamos tanto com a série.

À parte as roupas incríveis (algumas nem tanto) e alguns diálogos fúteis, existem dilemas muito sinceros e reais na produção. Carrie quer um grande amor, mas não quer perder sua liberdade; Miranda quer ser uma profissional reconhecida no mercado e também boa mãe e esposa; Samantha quer explorar o máximo da vida e de sua sexualidade sem maiores apegos e Charlote quer um grande amor, para chamar de seu, tendo que lidar com o medo de ficar sozinha. Todas essas visões e sentimentos existem dentro da maioria das mulheres, algumas mais afloradas que as outras, claro. O fato de podermos acompanhar relatos de cada uma de nossas personas separadamente é bastante esclarecedor.

A série também levantou uma série de tabus, que proporcionaram reações positivas em seu público-alvo. Mulheres que aceitaram sua sexualidade com maior naturalidade e entenderam que seu corpo é seu templo e a sociedade nada tem a ver com suas escolhas. Ou as que foram lutar pelo seu lugar no mercado de trabalho e conseguiram finalmente mostrar a que vieram. De quebra, recebemos belas e divertidíssimas aulas sobre sexo e amizade verdadeira, de maneira ácida e sincera. Risadas não faltaram.

Ao final de seis longos e deliciosos anos de série (1998-2004), nossas queridas protagonistas guerreiras conquistam, cada uma ao seu jeito, o cenário ideal próprio. As crises? As crises continuam, como na vida de qualquer reles mortal. Porém, Carrie, após incontáveis saltos gastos, fiascos amorosos e crônicas sobre as questões do coração, finalmente encontrou alguém tão selvagem quanto ela para cavalgar a seu lado; Miranda se firmou como a grande profissional que é, conciliando seu tempo entre trabalho e família; Samantha, do alto de seu salto, continuou a reinar como mulher independente e sexual; e Charlotte descobriu que não existe apenas um grande amor na vida de uma mulher, se tornando mãe ao lado do companheiro tão esperado.

Por tudo isso, fica aqui meu nostálgico “obrigada” a essas quatro mulheres sexo forte, que se tornaram grandes amigas e confidentes. Seguirei procurando.

Ah, depois vieram os filmes…

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

* Gabriela Almeida é capricorniana da espécie mais teimosa que existe. Conselheira, apaixonada por boa música, Nova York e cheesecake, acredita no poder transformador do amor.

Veja cenas finais do último episódio de Sex and the City:

Fontes:

– Wikipedia

– hbo.com

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