Morre o técnico de basquete Ary Vidal

Há 1 ano… dia 28 de janeiro de 2013.

28jan14

Jogos Pan-Americanos, Indianápolis, Estados Unidos, 23 de agosto de 1987.

Na final do basquete, os donos da casa passeavam. Mesmo com jogadores universitários, dominavam o Brasil de Oscar e Marcel. Invicta há 34 partidas oficiais, a seleção americana estava com uma mão e meia na taça.

Fim do primeiro tempo, EUA 68 x 54 Brasil.

Era questão de (um) tempo para que a bandeira com listras e estrelas fosse hasteada no lugar mais alto, o “Star Spangled Banner” fosse tocado e cantado e a festa americana se consumasse.

No vestiário brasileiro, clima de derrota. A forte marcação adversária impedia que Oscar e Marcel jogassem e pontuassem. Ambos haviam anotado 11 pontos cada na etapa inicial. Não havia muitas perspectivas para a seleção.

A não ser, simplesmente, jogar.

“Voltem lá e joguem!”

Foi a frase do técnico Ary Vidal para seus comandados.

Simples. Direto.

E assim se fez a mágica. O milagre. A virada brasileira em terras americanas.

Se no primeiro tempo a dupla de craques do Brasil tinha sumido, apareceu com tudo no segundo. Oscar fez 35 pontos (21 da linha dos três). Marcel anotou outros 20. Juntos, somaram 55 dos 66 pontos brasileiros no tempo final.

O Brasil jogou. E fez história. Placar final: Brasil 120 x 115 EUA.

História, mesmo. Foi a primeira derrota americana em casa, a primeira em finais e a primeira partida em que tomaram mais de 100 pontos diante de seus torcedores.

Pode-se resumir a história e a importância de Ary Vidal para o basquete e para o País com a final de Indianápolis.

Nascido em 28 de dezembro de 1935, Ary Ventura Vidal dirigiu a seleção brasileira masculina por 124 jogos (92 vitórias e 29 derrotas), duas Olimpíadas (Seul-1988 e Atlanta-1996), dois Campeonatos Mundiais (1978 e 1986), três Pré-Olímpicos (1988, 1992 e 1995), três Jogos Pan-Americanos (1979, 1987 e 1995) e cinco Campeonatos Sul-Americanos (1977, 1979, 1985, 1987 e 1995).

Ainda treinou a seleção feminina em 11 jogos (oito vitórias e três derrotas), todas por dois torneios oficiais.

Além do Pan de 87, foi campeão sul-americano em 1977 e 1985, e campeão do Pré-Olímpico do Uruguai, em 1988. Com as mulheres, levantou a taça do Sul-Americano de 1965, realizado no Brasil, sua primeira participação à frente da seleção brasileira.

Ary Vidal partiu há um ano, vítima de problemas renais e cardíacos.

Até hoje, é lembrado com carinho por jogadores que treinou, técnicos adversários e pessoas ligadas ao basquete.

“Ary Vidal, se vocês não o conhecem, para mim é o melhor treinador do mundo”, disse Oscar, no emocionante discurso de sua entrada no Hall da Fama do Basquete, em setembro de 2013.

Palavra de Mão Santa.

Amém.

Veja matéria do Globo News sobre a morte de Ary Vidal:

Fontes:

Wikipédia

cbb.com.br

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