Corinthians é bicampeão do mundo

Há 1 ano… dia 16 de dezembro de 2012.

16dez13

Cássio bate o tiro de meta, a bola é rebatida pela zaga do Chelsea e volta para a defesa corintiana, pela esquerda. Paulo André tira o perigo, com passe curto para Fábio Santos. O lateral toca para Danilo, que dá à Ralf. O volante carrega, passa do meio-campo e dá para Guerrero, na esquerda, já no ataque. Guerrero devolve para Danilo, mais atrás, e o camisa 20 toca de novo para Ralf, na intermediária, perto da grande área. O camisa 5 tenta o chute, mas a bola bate na zaga inglesa e volta a Emerson Sheik, que tenta o cruzamento, novamente afastado pela defesa azul. Alessandro pega a sobra e toca para trás, para Chicão. O zagueiro enfia rasteiro para Paulinho, que toca de calcanhar para Jorge Henrique, que devolve de cabeça ao camisa 8, que…

Você, corintiano ou não, sabe muito bem como esse lance acaba.

Do pé esquerdo de Cássio, no tiro de meta, até a cabeçada de Guerrero para o fundo do gol do Chelsea, foram 60 segundos. Um minuto completo em que os 11 jogadores de preto e branco tocaram na bola. Cássio, Alessandro, Chicão, Paulo André, Fábio Santos, Ralf, Paulinho, Danilo, Jorge Henrique, Emerson Sheik, Paolo Guerrero.

Um retrato em branco e preto do Corinthians de Tite.

É fantástico quando um gol, o momento maior do futebol, consegue expressar com precisão o DNA de uma equipe. O Corinthians campeão do mundo teve no espírito coletivo a sua marca mais forte. No dicionário do Timão de Tite tem coletividade, solidariedade e amizade. Viva a Titeabilidade!

Em dois jogos no Japão, o Corinthians de Tite se afirmou como o time competitivo e dificílimo de ser batido que foi ao longo de todo 2012. Com todos os méritos, o clube de Parque São Jorge fechou o melhor ano de sua história coroado com Libertadores e Mundial.

No primeiro jogo, na semifinal, dureza contra os egípcios do Al Ahly e vitória mínima com gol de Guerrero, o peruano que chegou para ser o centroavante e confirmou sua capacidade no torneio. Dois gols em dois jogos, um deles o do título. Precisava de mais alguma coisa?

E o que dizer de Cássio? Com três defesas assombrosas na decisão contra o Chelsea, o camisa 12 foi O cara do jogo. Danilo é outro que merece menção, pela frieza em jogos decisivos, pela participação nos lances de gol, principalmente o do título.

Mas, acima de tudo, foi o Corinthians de Tite. O técnico amigo, companheiro, honesto e, acima de tudo, justo. Um cara que joga limpo e dá oportunidade a todo jogador, seja ele medalhão ou não.

Aliás, não teve medalhão com ele. Chicão que o diga. Afastado, recuperou a posição e o prestígio no campo. Como fez Jorge Henrique, importantíssimo na decisão contra os ingleses.

Um século no futuro, quando lembrarmos desse Corinthians de 2012, mais especificamente para o retrato em preto e branco do Mundial de Clubes, provavelmente usaremos palavras como “competitivo”, “cascudo”, “amigo”, entre outras.

Hoje, um ano depois, o corintiano tem a linda lembrança daquele inesquecível dia em Yokohama e uma certa tristeza pela saída do comandante, possivelmente o maior treinador da centenária história alvinegra.

O Corinthians de Tite já é um quadro na parede. Ou melhor, um pôster na parede!

Veja Corinthians 1 x 0 Chelsea (o gol, desde o início, está em 1:24:00):

 

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