Beatriz Azevedo de Mello

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Redondilhas para Tati 

Não! Tu és como o penedo

E eu… como a onda do mar

És sombra do arvoredo

E eu… pastor a descansar

Sou o ouvido, és o segredo

És a luta, eu sou a paz

És Beatriz Azevedo

E eu Vinicius de Moraes.

“Numa tarde do ano de 1938, o primeiro grande amor faz sua aparição. Um Vinicius levemente desiludido, triste, chega para um drinque na casa do arquiteto e pintor Carlos Leão.

(…)

Vinicius chega à casa de Carlos Leão sempre meio tímido, e se instala num sofá, na companhia daqueles homens mais velhos e mais sábios. E, deixando-se embalar pela conversa, se perde em divagações. Agora se dá conta de que está diante de uma moça esperta chamada Beatriz Azevedo de Mello, a Tati, irmã mais nova de Ruth, a mulher do anfitrião. Tati, que mora em São Paulo, passa uns dias de férias com a irmã. Vinicius se encanta de imediato, mas se mantém discreto. Sabe esperar. Semanas depois, numa viagem a São Paulo, ele é convidado para uma das célebres macarronadas na casa de Cândido Portinari. Já munido de segundas intenções, aceita – e sugere ao dono da casa que chame Tati, uma moça que frequenta com desembaraço os salões intelectuais paulistas e que não teve vergonha de lhe dizer, claramente, que não conhece seus poemas.”

Assim começou a relação de Vinicius de Moraes com Beatriz Azevedo de Mello, a Tati, como conta a biografia do poetinha, de José Castello.

Segundo o biógrafo, Tati representou o equilíbrio e o amadurecimento de Vinicius. Severa, forte, foi o amor solar do poeta.

Foram pouco mais de 11 anos (1939 a 1950), dois filhos, Susana e Pedro, diferentes lares, em Oxford, Los Angeles e Leblon e alguns desencontros. O maior, em 1945, por conta de envolvimento de Vinicius com Regina Pederneiras, sua segunda mulher.

Tati com Susana no colo
Tati com Susana no colo

Desencontros à parte, Vinicius amou Tati com paixão.

À ela, dedicou o Soneto de fidelidade.

Fontes:

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Um comentário sobre “Beatriz Azevedo de Mello

  1. A genealogia da saudosa senhora Beatriz Azevedo de Mello Moraes, consta no livro de genealogia: “Família Junqueira” (1957), de Frederico de Barros Brotero. Página: 407.

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