Gloria Pires, 50 anos

23 de agosto de 1963

23ago13

Ser atriz era o caminho natural.

Quando nasceu, o pai já era um grande artista.

Antonio Pires foi pioneiro do humor no rádio brasileiro e depois levou o talento de comediante para a TV. Passou pela Excelsior, Tupi e Globo. É muito lembrado pelo papel de Joselino Barbacena, em A Escolinha do Professor Raimundo, do amigo Chico Anysio. Foi seu último trabalho na televisão.

Em 1995, teve a emoção de contracenar com a filha, em “O Quatrilho”, filme de Fábio Barreto. Pôde perceber o quanto a pequena Gloria havia se tornado uma grande atriz, das melhores do Brasil.

Com papéis inesquecíveis dentro da teledramaturgia brasileira, é difícil apontar o melhor trabalho de Gloria Maria Cláudia Pires, nascida no Rio de Janeiro em 23 de agosto de 1963.

Talvez, a dissimulada Maria de Fátima, em Vale Tudo (1988).

Ou a diabólica protagonista na segunda versão de Anjo Mau (1997), a babá Nice.

A dupla interpretação em Mulheres de Areia, de 1993, com as irmãs Ruth e Raquel, é histórica.

Independente da escolha, o fato é que ela seguiu o destino natural, com muito brilho e competência.

Tudo começou em 1969, quando tem a primeira participação na TV, na abertura da novela A Pequena Órfã. Depois, Gloria faz papéis menores em novelas como Selva de Pedra (1972) e O Semideus (1973), e participa de programas humorísticos, o mais famoso, Chico City, com Chico Anysio e o pai.

O primeiro trabalho marcante é de 1978, na inesquecível Dancin’ Days, de Gilberto Braga. Como a adolescente rebelde e problemática Marisa, Gloria recebe o prêmio APCA – Associação Paulista dos Críticos de Arte – de atriz revelação.

A carreira decola e ela emplaca seguidos papéis de destaque na TV, como Zuca, em Cabocla (1979), e Sandra, em Água Viva (1980). O primeiro papel no cinema é de 1981, no longa “Índia, a Filha do Sol”, como Putkoy, uma índia que se apaixona por um soldado, vivido por Nuno Leal Maia.

Na telona, tem 15 filmes, com destaque para “Se Eu Fosse Você”, comédia com Tony Ramos, de 2006, uma das maiores bilheterias da história do cinema nacional. Os mais recentes são “Flores Raras” e “Nise da Silveira – Senhora das Imagens”, de 2013.

Na TV, foram mais de 28 trabalhos, entre novelas e minisséries. Fez Ana Terra em O Tempo e o Vento, minissérie baseada no livro de Érico Veríssimo, Stella, em O Dono do Mundo (1991) e protagonizou Memorial de Maria Moura, em 1994.

Por essas e outras, Gloria Pires foi merecidamente homenageada com o troféu Oscarito, no Festival de Gramado deste ano. Fora das telas ou “na vida real”, como se diz, tem quatro filhos: Cléo, da relação com o ator e cantor Fábio Jr., e mais Antonia, Ana e Bento, do casamento com o músico Orlando Morais.

Na telinha ou na telona, Gloria Pires segue seu caminho, sempre impecável.

Veja clipe do jornal “Extra” com cenas da carreira de Gloria Pires:

Fontes:

Site oficial Gloria Pires

Wikipédia

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