Morre o ex-jogador alemão Helmut Rahn

Há 10 anos… dia 14 de agosto de 2003.

14ago13

O relógio aponta 39 minutos do segundo tempo.

A Alemanha Ocidental parte para o ataque.

Bola lançada na área da Hungria, a zaga afasta o perigo, mas ela se oferece a Helmut Rahn, na meia-lua.

Com calma, elegância e muita categoria, ele domina a bola com o pé direito, limpa para o pé esquerdo e dispara o chute. Rasteiro, seco, certeiro, no cantinho do goleiro Gyula Grosics.

O apito final do inglês William Ling consuma o que ficou conhecido como “O Milagre de Berna”.

Se a final da Copa do Mundo de 1954, a improvável vitória da Alemanha sobre a Hungria de Puskas e Cia., por 3 a 2, foi um milagre, Helmut Rahn é o milagreiro.

Afinal, ele foi um monstro naquele jogo.

Com 8 minutos de jogo, o placar anotava 2 a 0 para a Hungria.

Aos 10, Rahn deu passe para Max Morlock iniciar a reação germânica.

Aos 18, ele marcou o gol de empate.

Nos estertores da porfia, como se dizia antigamente, o camisa 12 teve a consagração total.

Alemanha campeã do mundo de futebol.

Helmut Rahn virava herói nacional.

Der Boss ou O Chefe morreu em 14 de agosto de 2003, dois dias antes de completar 74 anos.

Rahn é conhecido também como “O Canhão de Essen”, cidade onde nasceu e teve a fase mais brilhante no futebol.

Levou o Rot-Weiss Essen, hoje na quarta divisão da Alemanha, ao único título nacional, na temporada 1954/1955. O clube foi o primeiro do país a participar da recém-criada Copa dos Campeões da Europa, atual Liga dos Campeões.

Jogou ainda pelo Colônia, pelo holandês Enschede e pelo Duisburg, no qual disputou a primeira edição da Bundesliga, em 1963.

Pela Alemanha Ocidental, anotou 21 gols em 40 jogos oficiais. Além da Copa de 1954, participou do mundial na Suécia, em que marcou seis gols, mesmo número de Pelé. Com 10 gols em duas Copas do Mundo, está entre os maiores artilheiros da história do torneio.

Depois da carreira de jogador, virou vendedor de carros em Essen.

Pouco tempo depois de sua morte, foi lançado o filme “O Milagre de Berna”, que conta a história daquele 4 de julho de 1954. O longa-metragem de Sönke Wortmann foi dedicado a Helmut Rahn.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

Veja os gols e os melhores momentos da final da Copa do Mundo de 1954:

Fontes:

– Wikipédia

– fifa.com

– Wikipedia

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