Ricardinho estreia no São Paulo com vitória

Há 15 anos… dia 1º de setembro de 2002.

“Ricardinho é corintiano! Vamo vê o que ele vai fazer no campo aí…”, disse um.

“Ah, vamo vê se o cara é profissional mesmo ou se é meio corintiano, né!”, questionou outro.

Como mostra a reportagem da ESPN no vídeo lá embaixo, a torcida estava ressabiada, desconfiada, receosa, cabreira, com a pulga atrás da orelha. Escolha adjetivo, expressão ou palavra de sua preferência.

Com todos os possíveis poréns, porém (!), a massa encheu o Morumbi naquele 1º de setembro de 2002. (Agora que atinei: justo no aniversário de fundação do… Corinthians!).

Quase 47 mil compareceram ao Cícero Pompeu de Toledo na tarde ensolarada de domingo para ver o novo camisa 10: Ricardinho.

Após longa e polêmica negociação, o canhoto se despediu do arquirrival para vestir o manto Tricolor.

A cisma dos fanáticos são-paulinos era mais gritante que os cabelos grisalhos do meia. Justo melindre. Presságio do que aconteceria.

Sim, a festa foi bonita, o time de Oswaldo de Oliveira venceu o Grêmio por 2 a 0, com um belíssimo gol de Fábio Simplício e outro de oportunismo de Kaká, ambos após jogadas de Reinaldo, manteve-se na ponta do Brasileirão e deu boas esperanças aos torcedores.

Mas a história de Ricardinho no Clube da Fé, salvos raros átimos, é página sem sal, sem taça, sem emoção.

Justiça seja feita, dita e escrita: ele foi “profissional”, como gostam de falar. Deveras profissional. Não negou e nem renegou o passado corintiano, e desembarcou no Morumbi visivelmente determinado a fazer acontecer. E talvez justamente pelo excesso de profissionalismo e de ânsia que não tenha dado certo.

Um ano e meio depois, em janeiro de 2004, o contrato com o São Paulo, ainda com duas temporadas pela frente, foi rescindido.

“Nem sempre os casamentos dão certo. Esse não deu”, diria o saudoso Marcelo Portugal Gouvêa, presidente do São Paulo à época, grande responsável pela bombástica contratação.

Pois é. Não deu.

Ricardinho retornaria ao Corinthians em 2006. Ao contrário da primeira passagem, todavia, as coisas não aconteceram…

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

Foto: Paulo Pinto/Agência Estado

Reportagem da ESPN sobre a estreia:

Fontes e +MAIS:

– Acervo Folha

– Acervo Estadão

– folha.uol.com.br

– dgabc.com.br

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