Alexandre Escobar Ferreira

Há 25 anos… dia 18 de julho de 1992.

ALEXANDRE

GOLEIRO (1991/1992)
7J (4V/3E)

Alexandre Escobar Ferreira (*Sorocaba (SP), 2/1/1972; † São Paulo, SP, 18/7/1992) era apontado como sucessor de Zetti. Goleiro de grande potencial, morreu num acidente automobilístico quando começava a ter chances na equipe. A tragédia acabou abrindo espaço para Rogério Ceni ingressar no time profissional.
TÍTULOS PELO SÃO PAULO: Taça Libertadores (1992) e Campeonato Paulista (1992)

20 anos.

20 anos, uma aliança no bolso e o sonho de ser titular do São Paulo.

20 anos!

Como escrevi no post sobre os Mamonas, é sempre triste quando pessoas tão jovens partem cedo demais.

Alexandre tinha a vida inteira pela frente.

Um mês antes, provara o gosto de um grande título, o da Libertadores. Inédito para ele, inédito para o São Paulo.

Uma campanha da qual participara, dentro de campo. Atuou em 3 dos 14 jogos da trajetória tricolor na conquista continental. Três pedreiras!

Primeiro, entrou no final do duelo de ida das oitavas-de-final, contra o Nacional, em pleno Centenário, em Montevidéu! Zetti foi expulso e Alexandre substituiu Macedo para garantir o 1 a 0.

Na partida de volta, no Morumbi, lá estava ele, com a camisa 20. Agora, titular. De novo, sem ser vazado (São Paulo venceu, com gols de Ronaldão e Antônio Carlos).

Por fim, com Zetti ainda suspenso pela expulsão nas oitavas, Alexandre fechou a meta no embate de ida das quartas-de-final, contra o Criciúma. Fez duas ótimas defesas e, novamente, não levou gols.

Em 12 de julho, vestiu a camisa tricolor pela última vez. Pouco mais de um ano após seus primeiros jogos pelo São Paulo, em excursão na China, o arqueiro foi titular de um mistão que estreou no Campeonato Paulista de 1992, empate em 1 a 1 contra o Juventus, no Pacaembu.

Seis dias depois, o Kadett branco, novinho, perdeu o rumo na Castelo Branco, bateu contra um muro e capotou diversas vezes.

Alexandre partiu.

E nunca se saberá, de fato, se ele era melhor que Rogério, como o próprio afirmou no livro Maioridade Penal, de André Plihal.

“Alexandre era muito melhor do que eu. Velocidade incrível de movimentos, excelente chute, bonito de ver jogar. Telê Santana adorava! (…) Minha carreira, com certeza, seria completamente diferente caso Alexandre não tivesse partido. Ele era apenas um ano mais velho do que eu. Ocuparia a sua posição por muito tempo. Quem sabe até hoje.”

O São Paulo se despediu de seu garoto promissor em cerimônia no CT da Barra Funda. Sorocaba rendeu homenagens ao filho de Seu João e Dona Marilene.

“Não me lembro de ter vivido um dia tão triste”, disse Telê, talvez o principal admirador do talento de Alexandre, em especial, com os pés. Canhoto, mostrava habilidade na linha, nos rachões, como meia ou atacante.

20 anos…!

“Quando se tem 20 anos, a gente pensa que vai viver para sempre”.

Com as palavras do Mestre, lembramos e homenageamos Alexandre e tantos outros que partem cedo demais.

Programa Esporte Fantástico, da Record:

Notícia da morte:

Fontes e +MAIS:

– Almanaque do São Paulo, de Alexandre da Costa

– Wikipédia

– Acervo Estadão

– Acervo Folha

– spfcnoticias.com

– terceirotempo.bol.uol.com.br

– esporte.ig.com.br

– globoesporte.globo.com

– jornalcruzeiro.com.br

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