“Strawberry Fields Forever”

“’Strawberry Fields’ foi psicanálise em forma de música”.

Como em uma sessão de terapia, John buscou em algum canto da mente o lugar seguro dos tempos de criança.

Strawberry Field, o grande jardim dentro do espaço do edifício do Exército da Salvação, próximo de sua casa, em Liverpool. Um local que ele visitava com Tia Mimi e os amigos Pete e Nigel. Havia festas e banda de música.

Muitas vezes, John e os companheiros pulavam o portão e se divertiam subindo em árvores e imaginando um mundo mágico, como o de Alice no País das Maravilhas.

“Nós íamos lá pra brincar e vender limonada por 1 centavo. Sempre nos divertíamos muito em Strawberry Fields. Então, foi daí que peguei o nome. Mas usei como uma imagem. Strawberry Fields forever”, diria, na entrevista à Playboy, em 1980.

Às memórias pueris John somou experiências adultas.

“As lembranças aleatórias da infância se misturaram e se fundiram a imagens relacionadas a drogas – tune in [sintonizar/se ligar], take you down [derrotar você/lhe dar um bode], nothing is real [nada é de verdade]. John sempre recordava os sentimentos de desajuste e desorientação que experimentara quando criança – ou que dizia a si mesmo ter vivenciado. Também tinha consciência de seu próprio hábito de pensar ou dizer uma coisa e no instante seguinte o oposto, sempre com convicção“, escreve Hunter Davies, no livro de letras.

“Strawberry Fields Forever” é resultado do divã de John.

É linda. E absolutamente arrojada na melodia, mesmo para os parâmetros do quarteto à época, que já estavam lá em cima (vide “Tomorrow Never Knows”, em Revolver).

“De certa forma, ‘Strawberry Fields Forever’ soou como nada mais do catálogo dos Beatles na época, nem mesmo do inovador Revolver. Os loops de fita, os instrumentos em reverse, o fato de que a música foi costurada como um Frankenstein… Não admira que Lennon pensou que era o seu maior momento com os Beatles. Sua influência ao longo dos anos é imensurável. O filme promocional que fizeram foi igualmente significativo, dando origem ao videoclipe musical conceitual”, escreve Michael Gallucci, no ultimateclassicrock.com – link abaixo.

De novo, este escriba, que tem na faixa uma de suas preferidas entre todas deles, chama a atenção para a sensibilidade de Ringo na bateria. Espetacular.

Como “A Day in the Life”, pra ouvir com devoção.

Dica! → Clica em cima do selo para ver todos os posts do especial Sgt. Pepper’s 50!

Trecho de “Strawberry Fields Forever”:

Fontes e +MAIS:

– Wikipedia

– Wikipédia

– songfacts.com

– beatlesbible.com

– thebeatles.com

– ultimateclassicrock.com

– As letras dos Beatles – A história por trás das canções, de Hunter Davies

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