O Domingo Sangrento na Irlanda do Norte

Há 45 anos… dia 30 de janeiro de 1972.

O Domingo Sangrento na Irlanda do Norte

“The trenches dug within our hearts

And mothers, children, brothers, sisters torn apart”

 “As trincheiras cavadas em nossos corações/E mães, crianças, irmãos, irmãs dilacerados”, canta o U2 na visceral “Sunday Bloody Sunday”.

A exemplo da homônima composta por John Lennon e de “Give Ireland Back To The Irish”, de Paul McCartney – vídeos das três no fim do post -, uma música de protesto e resposta aos tristes acontecimentos de 45 anos atrás na Irlanda do Norte.

Domingo, 30 de janeiro de 1972. A região vivia período conturbado, uma época que ficaria conhecida como “The Troubles”, o auge de históricas e complexas questões insolúveis, que datam do século 17 e envolvem religião, geopolítica e poder.

No noroeste do país, a cidade de Derry se mobiliza para uma marcha volumosa. Dez, quinze, vinte mil pessoas… Todos unidos contra os abusos da polícia britânica, que prende sem julgar, revista sem perguntar. Para eles, todos são do IRA (Exército Republicano Irlandês), o grupo terrorista que deseja a saída dos norte-irlandeses do Reino Unido, bem como a união com a Irlanda (República da Irlanda) para a formação de uma só nação.

Pacífica, a massa seguia, com destino à Câmara Municipal. Em terra, polícia e exército  britânicos observam, não sem alguma ação truculenta, gerando reações proporcionais de alguns dos manifestantes.

De repente, entra em ação o 1º Batalhão de Paraquedistas do Exército Britânico, conhecido por ter tomado parte em importantes momentos da Segunda Guerra Mundial. O grupo chega atirando contra o protesto. Sem pergunta, sem dó.

Ao fim e ao cabo, 26 feridos e 13 mortos. Que se tornam 14 alguns dias depois. Entre os assassinados, seis menores de idade. Todos, sem exceção, estavam desarmados. E cinco das vítimas foram alvejadas pelas costas.

O Domingo Sangrento reverbera até os dias de hoje, tanto no Reino Unido, inclusive com novas investigações e revelações, quanto, principalmente, claro, na Irlanda do Norte, onde nesta segunda-feira aconteceram encontros em memória aos que partiram.

Como consequência ao trágico dia, o IRA se fortaleceu e intensificou os atos de terrorismo, como as bombas em um pub em Guildford, Londres, em outubro de 1974, que acabaria gerando a prisão de quatro inocentes. História retratada no ótimo “Em Nome do Pai”, com Daniel Day-Lewis.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

Foto: A imagem-ícone do Bloody Sunday: o padre Edward Daly acena um lenço branco, manchado de sangue, pedindo passagem para John “Jack” Duddy, primeiro a ser baleado pelos paraquedistas e uma das vítimas fatais.

Imagens raras do dia:

“Sunday Bloody Sunday”, ao vivo:

“Give Ireland Back To The Irish”:

“Sunday Bloody Sunday” de John Lennon:

Fontes e +MAIS:

– Wikipedia

– Wikipédia

– Acervo Folha

– brasil.estadao.com.br

– mundoestranho.abril.com.br

– operamundi.uol.com.br

– noticias.bol.uol.com.br

– belfasttelegraph.co.uk

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