Morre o músico Lincoln Olivetti

Há 1 ano… dia 13 de janeiro de 2015.

Morre o músico Lincoln Olivetti

Músico, instrumentista, arranjador, compositor, produtor.

Um Quincy Jones brasileiro, como bem definiu Regis Tadeu, no Yahoo! (link lá embaixo).

Lincoln Olivetti foi, sem sombra de dúvida, um Midas do pop tupiniquim. Exagero?

Então pega essa listinha: “Chega Mais”, “Meu Bem Meu Mal”, “Não chore mais”, “Acenda o Farol”, “Só Você”

É só uma pequena e seleta amostra das músicas que ganharam o toque de perfeccionismo e padrão com selo Olivetti. Em todas, ele fez, no mínimo, os arranjos.

Tem ainda bombas sonoras que até hoje embalam festinhas, baladinhas, folias e arraiás País afora, como “Você e Eu, Eu e Você”, “Lança Perfume” e “Festa do Interior”.

(Tô dançando aqui na frente do computador…!)

Fluminense de Nilópolis, Lincoln Olivetti Moreira começou cedo a estrada na música, aprendendo piano. Aos 13, no final dos anos 1960, já tinha um conjunto que tocava em bailinhos de subúrbio. Foi então que encontrou sua “alma gêmea musical”: o guitarrista Robson Jorge.

Iniciou-se, então, uma forte amizade e uma espetacular parceria.

“A parceria entre Lincoln Olivetti e Robson Jorge é desses felizes encontros que sugerem comentários do tipo ‘foi o destino’ ou o ‘universo conspirou’. Cariocas, os dois nasceram em 1954 com apenas uma semana de diferença – Robson em 23 de abril, Lincoln no dia 16”, escreveu o amigo e jornalista Marcelo Pinheiro, no fantástico Quintessência, seu blog no site da Brasileiros.

O texto fala sobre o clássico Robson Jorge & Lincoln Olivetti, álbum lançado em 1982, e também discorre acerca da rica produção dos dois dentro da MPB.

“Com o domínio de novas linguagens dançantes (especialmente a disco music, derivada do funk), de modernos instrumentos musicais (Lincoln foi um dos pioneiros no uso de sintetizadores no Brasil), e um talento ímpar para produção e arranjos, a dupla se tornou quase onipresente na indústria fonográfica dos anos 1980. Pelas mãos de Robson e Lincoln, em maior proporção, trabalhos de Tim Maia, Luiz Melodia, Fagner, Gal Costa, Jorge Ben Jor, Hyldon, Maria Bethânia, e um sem número de artistas – incluindo-se aí até Xuxa e Balão Mágico – ganharam irresistível apelo dançante e comercial”, lembra Marcelo.

Robson Jorge partiria em 1993, com apenas 39 anos, vítima de alcoolismo. Justamente à época em que Olivetti retornava ao cenário do showbiz, após anos de ostracismo e afastamento voluntário. Já no auge, no início dos anos 1980, foi acusado de “pasteurizar” e deixar a música brasileira “comercial”. Um (injustíssimo) rótulo que o incomodou até a morte, exatamente um ano atrás.

À parte os patrulhadores de plantão, fica a obra de um ser humano gigantesco. Como disse Ed Motta: “o cara que formatou a música brasileira no padrão de disciplina gringo, na forma de compor, arranjar, tecnicamente em qualquer sentido etc”.

Como homenagem, não deixe de ouvir cada uma das músicas dos links e da lista abaixo, todas com o toque do genial Lincoln Olivetti.

Som na caixa!:

Homenagem a Lincoln Olivetti no Prêmio Multishow de 2015:

Fontes e +MAIS:

Wikipédia

– dicionariompb.com.br

– musica.uol.com.br

– cultura.estadao.com.br

– g1.globo.com

– br.noticias.yahoo.com

– entretenimento.r7.com

– folha.uol.com.br

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