Morre o Marechal Tito

Há 35 anos… dia 4 de maio de 1980.

Morre o Marechal Tito

Josip Broz, o Marechal Tito. Nem os mais renomados historiadores, intelectuais e estudiosos do século XX lograram êxito em decifrá-lo. Pois então quem sou eu senão um reles escriba para encaixotar a lenda em um mísero post?

Posso dizer que fui encantado pela sedutora serpente quando visitei a ex-Iugoslávia e lá se vão 4 anos. Fui ao mausoléu, em Belgrado, vi seu túmulo. Conversei com gente na Sérvia, Croácia, Bósnia-Herzegovina, Macedônia, Montenegro – só faltou conhecer a Eslovênia para completar as seis repúblicas que formavam o país por ele forjado, depois da Segunda Guerra Mundial (também estive em Kosovo).

A conclusão é uma – e aqui repito o texto sobre ele no balcânicas: Tito é uma unanimidade. Não há na simpática região dos Bálcãs quem odeie a paternal figura. Não tem como detestá-lo.

Pense comigo: o cara liderou os partisans iugoslavos contra os nazistas (há quem diga ter sido a mais notável frente de resistência na Europa ocupada!), assumiu um país historicamente dividido, difícil de ser unificado e conduziu a região em torno de uma bandeira, com concessões consideráveis de autonomia a cada república (“Irmandade e Unidade” era o lema). Pra completar, formou uma nação sob princípios socialistas, mas desvinculada do poder da União Soviética de Stalin e sucessores, e ainda aberta ao bloco capitalista, que tinha simpatia pelo caminho independente da Iugoslávia.

É, rapaz, não foi pouco o quê fez o tal Tito.

Ditador? Autoritário? Sanguinário? Acho que não. Há muitos historiadores que falam sobre uma possível repressão a opositores, perpetrada, principalmente, depois da Segunda Guerra…

Mas o fato é que o sétimo filho de Franjo Broz, croata, e Marija, eslovena, nascido em 7 de maio de 1892, na pequena vila de Kumrovec, hoje Croácia, atraiu e segue atraindo olhares positivos sobre sua gigante trajetória.

O funeral, em 8 de maio de 1980, é prova da enormidade de sua figura: paralisou a Iugoslávia em um luto profundo, que talvez persista até hoje, notadamente nos mais velhos, e arrastou chefes de Estado, ditadores, reis, rainhas, xeques, sultões e líderes religiosos, que marcaram presença para dar adeus à “última grande fera da Segunda Guerra Mundial”, como bem definiu Gilles Lapouge, correspondente do Estadão em Paris.

Josip Broz Tito. Esfinge. Mito. Estadista. Uma fantástica figura de um fantástico país, que hoje existe só em memória e saudade.

Documentário sobre o Marechal Tito:

Fontes:

– Acervo Estadão

– Wikipédia

– Wikipedia

– notablebiographies.com

– encyclopedia.com

– graphics8.nytimes.com

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