Atentado mata 168 pessoas em Oklahoma, nos EUA

Há 20 anos… dia 19 de abril de 1995.

Atentado mata 168 pessoas em Oklahoma, nos EUA

“Você olha para ela e pode ver tudo: o esforço de resgate, a inocência perdida. Está tudo resumido em uma imagem. Eu sei que nunca serei capaz de esquecê-la.”

Chris Fields foi um dos personagens daquela terrível manhã de 19 de abril de 1995. O protagonista da imagem-síntese do bárbaro atentado ao prédio do governo federal, em Oklahoma, nos Estados Unidos.

Na cena, o bombeiro Fields carrega a pequena Baylee Almon, 1 ano completado no dia anterior. Infelizmente, uma das 19 crianças entre as 168 vítimas.

Antes de 11 de setembro, os Estados Unidos viveram o 19 de abril. O maior ataque dentro do país chocou a nação e expôs as entranhas da América.

Às 9h02min, um caminhão com 2.300 kg de explosivos estacionou em frente ao edifício federal Alfred P. Murrah. A detonação causou um estrago gigantesco: além das vítimas, mais de 680 ficaram feridas, um terço do prédio foi destruído, outros 324 foram danificados, em um raio de 50 km do epicentro da explosão.

As primeiras investigações apontavam responsabilidade para o mesmo grupo – integristas islâmicos – do atentado contra o World Trade Center, em fevereiro de 1993, até aquele momento o maior dentro dos EUA (6 mortos e 500 feridos).

Mas uma prisão realizada 90 minutos depois começou a esclarecer quem tinham sido os autores do atentado. Timothy McVeigh, um veterano da Guerra do Golfo, de 27 anos, foi detido por dirigir fora dos limites de velocidade e por porte ilegal de arma.

Dois dias depois, virou o principal suspeito dos trágicos acontecimentos em Oklahoma. No mesmo 21 de abril, Terry Nichols, amigo e parceiro de McVeigh no atentado, se entregou à polícia em Herington, no Kansas.

McVeigh e Nichols faziam parte de uma milícia de direita e estavam “vingando” o incêndio que destruiu a sede da seita dos Davidianos, em 1993. O fogo matou o líder da seita, David Koresh, e mais 70 pessoas. Um episódio que teve participação direta do governo federal, o alvo principal da revanche da dupla.

Depois de longo julgamento, em 2 de junho de 1997 McVeigh foi condenado de todas as 11 acusações e sentenciado a pena de morte. Nichols recebeu a sanção de prisão perpétua, enquanto Michael Fortier, conhecido de ambos e partícipe da ação, ficou 12 anos na prisão (foi liberado em 2007, sob o programa de proteção à testemunha).

Timothy McVeigh seria executado com uma injeção letal em 11 de junho de 2001, na penitenciária em Terre Haute, estado de Indiana.

Exatos três meses antes do atentado às Torres Gêmeas e ao Pentágono.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

Em tempo: Charles Porter IV, fotojornalista de apenas 25 anos na época, acabou vencendo o Prêmio Pulitzer por causa da famosa e triste fotografia.

Documentário “Terror From Within”:

Fontes e +MAIS:

– Acervo Estadão

– Wikipédia

– Wikipedia

– history.com

– news.yahoo.com

– buzzfeed.com

– theguardian.com

– edition.cnn.com

– nbcnews.com

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