Mandela comanda show antiapartheid em Wembley

Há 25 anos… dia 16 de abril de 1990.

Mandela comanda show antiapartheid em Wembley

Após quatro minutos e meio de ovação incessante e colossal, o arcebispo Trevor Huddleston, presidente do Movimento Antiapartheid na Inglaterra, apareceu no palco para pedir trégua aos mais de 70 mil presentes em Wembley.

Afinal, todos estavam ali para celebrar e homenagear, mas também para ouvir o quê o homem de sorriso plácido, alegria serena e cabelos grisalhos tinha para dizer. O homem que, dois meses antes, deixara a prisão após quase 28 anos. Um homem chamado Nelson Rolihlahla Mandela.

Era por ele e pela África do Sul que o lendário estádio de Londres pulsava naquela noite de primavera.

Uma eletricidade bonita e alegre, que eclodiu quando o comediante Lenny Henry e o ator Denzel Washington abriram o evento e deram um aperitivo da atração principal. Iluminados por um holofote, Mandela e a mulher, Winnie, saudaram a todos, “escoltados” pelo arcebispo britânico.

“Dois anos atrás, estivemos aqui para celebrar o 70º aniversário de Nelson Mandela. Unimos nossos corações e mentes para rezar por sua libertação. E hoje, ele está livre!”, exclamou Washington, para delírio dos presentes, que se extasiaram quando a luz desvelou Madiba.

Nelson Mandela: An International Tribute for a Free South Africa foi um megashow organizado para comemorar a liberdade de Mandela, mas também para intensificar a luta contra o apartheid na África do Sul.

E o líder comandou a festa com felicidade e inteligência.

Após a inesquecível saudação da massa, em que até “You’ll Never Walk Alone”, a célebre música da torcida do Liverpool, foi entoada, além de gritos de “Nelson, Nelson, Nelson!”, Mandela falou por 24 minutos.

“Nossa primeira, simples e feliz tarefa é dizer obrigado. Muito obrigado a todos vocês. Obrigado por você ter escolhido se importar, porque você poderia ter decidido de outra forma. Obrigado que você optou por não esquecer, porque o nosso destino poderia ter sido uma preocupação passageira”, disse, abrindo o discurso.

Ele não poupou nem Margaret Thatcher, então primeira-ministra da Grã-Bretanha, com quem se recusou encontrar, antes do evento. Membros do Partido Trabalhista, como Neil Kinnock, principal rival político de Thatcher, estiveram presentes.

Peter Gabriel, Simple Minds, Tracy Chapman, Bonnie Raitt, Neil Young, Little Steven e o trompetista sul-africanor Hugh Masekela ficaram com a missão de animar o público. O show foi transmitido para milhões de pessoas ao redor do mundo.

O ano de 1990 seria marcado pela incansável luta de Mandela contra o regime na África do Sul. Na viagem aos Estados Unidos, foi recebido com imenso entusiasmo pela população negra.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

Wembley recebe Nelson Mandela:

Fontes e +MAIS:

Wikipedia

nytimes.com

entertainment.time.com

Acervo Folha

takepart.com

telegraph.co.uk

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