Led Zeppelin lança Physical Graffiti

Há 40 anos… dia 24 de fevereiro de 1975.

Led Zeppelin lança Physical Graffiti

POR FELIPE FIGUEIREDO MELLO*

Led Zeppelin, a maior banda da História do Rock!

Incontestável, caro leitor, e não vou explicar os porquês.

Se não tiver tempo de ouvir cada um dos álbuns lançados entre 1968 e 1980, sugiro que use uma hora e meia de sua vida para escutar apenas um:

Physical Graffiti, álbum duplo, que comemora hoje o seu quadragésimo aniversário!

E para não dizer que é o melhor da banda e correr o risco de ser taxado de herege por fãs ainda mais apaixonados, prefiro apontar o disco como o ponto mais alto que a melhor banda de rock da história chegou.

O quarteto formado por Robert Plant, Jimmy Page, John Paul Jones e John Bonham se juntou ao final da década de 1960, depois de diversas experiências musicais anteriores. Page fez parte da histórica The Yardbirds, banda de Jeff Beck e Eric Clapton (como se bons guitarristas fosse artigo raro na banda!). Plant e Bonham eram, respectivamente, vocalista e baterista da Band of Joy.

Ao sair dos Yardbirds, Jimmy Page se aproximou de Plant e Bonham para formar uma nova banda, antes intitulada New Yardbirds. John Paul Jones, que já havia tocado com o trio anteriormente, assumiu o baixo, que estava vago. O nome pouco criativo durou pouco e foi substituído por outro, provavelmente o mais simbólico do estilo da banda.

A metáfora do ‘dirigível de chumbo’ é muito precisa quando se escuta o som do Led Zeppelin. A mão pesada de “Bonzo”, em combinação com os vocais potentes de Plant, o suingue incomparável da guitarra de Page e a virtuose do eclético Jones, que, além de baixista, fazia as vezes de tecladista, provoca leve flutuação, apesar da grande densidade do som ao redor.

E Physical Graffiti?

Bem, o álbum marca a chegada do dirigível ao topo do Everest!

Antes dele, o Led havia lançado ao mundo um som fortemente enraizado no blues, especialmente em Led Zeppelin I e II (1969). Junto com o terceiro álbum – o III (1970), mais acústico e de estilo folk -, os trabalhos mostravam uma banda aquém de seu potencial.

O quarto disco, que não tem nome e, ao mesmo tempo, tem vários, foi a primeira mostra do que o quarteto era capaz. A ausência de nome foi uma forma de se esconder da crítica negativa, que já começava a implicar com uma banda que causava nos bastidores (o mix composto por turnês, hotéis, drogas, álcool, groupies e sucesso). Existe algo a dizer sobre um álbum que carrega “Black Dog”, “Rock and Rolle, principalmente,Stairway to Heaven”? Vai lá e escuta!

O álbum seguinte, Houses of The Holy, parece uma “pausa para descanso” da banda. É um álbum à parte na trajetória do quarteto, como sempre me lembra o generoso amigo Bruno, maior conhecedor de Led Zeppelin no planeta! Foi um período de experimentações musicais que se refletiu nas gravações. Há sintetizadores, há reggae, há funk à lá James Brown, há riffs entalhados com as antigas técnicas de blues! É um belíssimo disco!

Mas foi com o aniversariante do dia que o Led alcançou, sem mais cobranças e pesos além do chumbo implícito, o Olimpo do Rock and Roll! Physical Graffiti é a expressão máxima da maturidade musical deste amálgama entre o quarteto!

Lá você encontra tudo o que eles fizeram antes: o blues, o rock básico (vocais, guitarra, baixo e bateria), o virtuosismo. E também encontra novos caminhos, não apenas para a banda, mas para a música. Em Graffiti, há a construção de fundações muito sólidas para o heavy metal, onde certamente se apoiaram AC/DC, Iron Maiden e tantas outras. Há também a antena musical da banda captando sons e suingues de Stevie Wonder, por exemplo.

Eu particularmente gosto das músicas mais longas. “In My Time of Dying”, um delicioso duelo entre a voz de Plant e a guitarra de Page. “In The Light”, o diálogo entre o teclado de Jones e a voz de Plant, chegando a um ápice musical viciante com “everybody needs the light!”. Kashmir, com Bonzo, sua mão pesada e seu ritmo mesmerizante em plena forma.

Não há o que dizer. Tem que ouvir!

E o melhor de tudo é que o Led Zeppelin foi uma banda tão boa no estúdio quanto ao vivo. Mas eles sempre pareceram ainda mais à vontade tocando ao vivo para seu oceano de fãs.

* Felipe Figueiredo Mello é eternamente grato pela generosa tutoria de seu amigo Bruno!

Ouça Physical Graffiti:

Fontes:

Wikipedia

theguardian.com

+MAIS:

ledzeppelin.com

allmusic.com

rollingstone.com

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8 comentários sobre “Led Zeppelin lança Physical Graffiti

  1. Realmente, considerando bandas extintas, é possível a discussão. Entre Beatles e Led, sou Led mil vezes, sem desconhecer a enorme importância histórica dos Beatles. Entretanto, a maior de rock de todos os tempos ainda está em atividade: Rolling Stones!

  2. O Led com certeza foi uma grande banda. Na minha opinião, maior e de mais qualidade que os Beatles (vide arranjos musicais das duas bandas). A mídia colocou e sustenta até hoje os Beatles no topo, como a maior de todos os tempos…Não que ache os caras ruins, mas também não consigo ve-los como os melhores da história do rock ou do pop. É como admitir que Roberto Carlos é o “rei” da música brasileira (quem fez o cara como rei foi a Globo, a mídia. Nem preciso citar que isso é cometer heresia com Milton Nascimento, Gilberto Gil, Chico Buarque, Cartola, Noel Rosa…).
    Agora, finalizando o papo: Pink Floyd, com todos os seus arranjos, letras, capas de discos e suas produções de shows, foi indiscutivelmente a Maior banda de rock do Planeta.

  3. Caro, Matheus, antes de mais nada, agradeço a audiência no blog!
    Sou um colaborador do Efemérides, do meu irmão Fernando, e fico feliz, sempre, de debater as coisas boas da vida: música entre elas.

    Primeiro, sobre o parâmetro: ele é apenas meu. Não conseguiria colocar nenhum outro parâmetro técnico para medir meus gostos e jamais iria conseguir medir o gosto dos outros!

    Agora, uma defesa do seu ponto de vista: eu também acho os Beatles favoritos. São meus favoritos todos os dias e certamente a banda que escolheria para ouvir até o fim da vida, se necessário fosse!
    Ocorre que, para mim, os Beatles foram além de uma banda de rock. Eles são um dos pilares mais sólidos do rock (ao lado de Chuck Berry, Elvis e tantos outros que vieram antes deles!) e são os fundadores originais do pop. Os Beatles são influência em múltiplas ‘estradas’ da música mundial.
    São, portanto, os maiores!
    O Led Zeppelin, única e exclusivamente como banda de rock, são insuperáveis! O Led, a meu ver, levou ao limite aquilo que os Beatles fizeram com igual brilho mas em menor “quantidade”.
    Os Beatles foram os generalistas da profissão.
    O Led, os especialistas.

    Por fim, uma defesa do autor:
    https://efemeridesdoefemello.com/tag/por-felipe-figueiredo-mello/

    Acho que posso me considerar um colaborador não-oficial do tema Beatles!

    É isso aí!
    Estamos juntos!

    Um abraço

    Felipe

    PS: A música “I Want You”, do Abbey Road, é certamente uma das grandes influências dos Beatles para o Led. Ás vezes eu acho que é o Plant, não o Lennon, cantando a música!

  4. Com que parâmetro se AFIRMA que Led Zeppelin foi a maior banda de rock de todos os tempos, simplesmente ignorando os Beatles? Hauahuhua opinião é uma coisa, fatos é outra. Em questão de criatividade e trabalhos realizados dentro do Rock, nada vai se equiparar aos B, isso é fato e nem uma simples fonte relevante deixa de citá-los como os maiores. Digo tudo isso ainda considerando Led Zeppelin como, disparada, a segunda maior banda de todos os tempos. Apenas acho que: colocá-la em primeiro já é quase blasfêmia, agora colocá-la em primeiro e deixar entendido que “nem precisa explicar os porquês” já é demais!

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