Há 40 anos… dia 6 de outubro de 1974.

O ar estava pesado no grid de largada do Grande Prêmio dos Estados Unidos de Fórmula 1, no circuito de Watkins Glen, em Nova York.
Em jogo, o título da temporada de 1974.
Somente três pilotos almejavam a conquista: Emerson Fittipaldi, Clay Regazzoni e Jody Scheckter.
Com 52 pontos cada, Emerson e Regazzoni estavam colados. A McLaren do brasileiro no posto 8 e a Ferrari do suíço logo atrás, na 9ª colocação. O sexto tempo na classificação ainda dava esperanças a Scheckter, com 45 pontos conquistados nas 14 provas anteriores.
O argentino Carlos Reutemann (Brabham) largaria em primeiro, seguido do britânico James Hunt (Hesketh) e do americano Mario Andretti (Parnelli). O brasileiro José Carlos Pace e o austríaco Niki Lauda eram o quarto e o quinto colocados do grid, respectivamente.
A largada foi autorizada para 59 voltas e a emoção começou. Reutemann saiu bem, Hunt manteve o segundo posto e Pace ganhou a terceira colocação do francês José Dolhem, substituto de Andretti, desqualificado antes da saída, por problemas no motor.
Emerson e Regazzoni pularam uma posição e travaram duelo histórico na volta inaugural. “O primeiro minuto do GP dos EUA foi um dos mais longos da minha vida”, disse o Rato, em reportagem da revista Quatro Rodas, de novembro daquele ano.
Ao final dos primeiros 5.435 km, o brasileiro mantinha a sétima posição e o suíço desaparecera do retrovisor. Problemas na Ferrari o jogaram bem para trás. Regazzoni não incomodaria mais.
Agora, a preocupação de Emerson era o sul-africano Jody Scheckter, então quinto lugar, com Reutemann, Hunt, Pace e Lauda à frente, voando baixo. Na 24ª volta, Scheckter e Emmo passaram o austríaco da Ferrari e seguiram a disputa.
Emerson tinha um insistente Arturo Merzario na cola e a preocupação em não desgarrar da Tyrrell à sua frente. De repente, tudo clareou e o título ficou nas mãos. Enquanto Merzario abandonava por problemas no extintor de incêndio de seu Iso-Marlboro, Scheckter também se despedia da prova e do título. A batida no guard rail era o ponto final para o piloto da terra de Mandela.
O bicampeonato de Emerson Fittipaldi estava próximo. Com cautela, ele manteve a McLaren no quarto lugar até a linha de chegada. À sua frente, Carlos Reutemann, José Carlos Pace que, diga-se, fez brilhante corrida, com direito à ultrapassagem em James Hunt e melhor volta. Hunt completou o pódio.
Emerson quebrou o protocolo e subiu ao pódio pra celebrar o segundo título na categoria mais nobre do automobilismo. Acompanhado da esposa, Maria Helena, lembrou do 1974 maravilhoso e completo, com conquista e nascimento da filha, Juliana.
O Brasil voltaria a ccomemorar um título de Fórmula 1 em 1981, com Nelson Piquet.
Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.
Emerson Fittipaldi relembra o GP dos EUA de 1974:
Fontes:
+MAIS:
– Vale a pena ler e curtir o especial “40 anos do bi”, do blog A mil por hora, do amigo Rodrigo Mattar.
