“Sociedade dos Poetas Mortos” tem pré-estreia nos EUA e Canadá

Há 25 anos… dia 2 de junho de 1989.

“Sociedade dos Poetas Mortos” tem pré-estreia nos EUA e Canadá

POR BEATRIZ FIGUEIREDO MELLO*

O frisson era geral.

O filme “Sociedade dos Poetas Mortos” já era um sucesso.

Em tempos sem internet, me bastava que fossem endossados pela revista Capricho. Os jovens talentos que contracenavam com Robin Williams já eram queridinhos.

Estudantes, professores, pais (os liberais) também amavam o filme.

Eu estava na oitava série.

Entre as permissões e proibições familiares, ir ao cinema com as amigas era uma opção permitida e incentivada. Almoçava na casa dos meus avós e ia à pé ao cinema do Shopping Iguatemi. Era naquela sala grandona.

Nessa época, assisti filmes marcantes no cinema. Era uma adolescente eclética, e gostava dos blockbusters também.

Me lembro perfeitamente do dia em que vi “Sociedade dos Poetas Mortos” e o efeito que o filme me causou.

Com um roteiro premiado, intenso e lindo, não poupa das nuances de emoção nem o adolescente personagem nem o espectador.

Fui arrebatada.

Assisti muitas e muitas vezes no cinema, em casa, em casa de amigas, na escola.

E falava sobre o filme, ia fundo no reflexo que aqueles meninos faziam das minhas angústias.

A atmosfera da escola de Welton é rígida. Os símbolos dessa rigidez aparecem ao longo da historia, mas, como tudo no filme, tem cor e calor.

Nas cenas dos dormitórios podemos enxergar por dentro, chegar nos afetos.

Perceber a importância das fraternidades, e amizades que nascem e crescem nessa época da vida.

Adolescentes que formam grupos fortes e que dão significado à ebulição das emoções e relações vividas por eles.

O grupo “The Dead Poets Society” se reúne em uma caverna próxima à escola. Com suas capas e lanternas e armados de livros, idéias e poesia, encontram-se entre si e com seu mundo interior.

Fazem pactos, rituais e cerimônias. Vão assim construindo sua trajetória como indivíduos.

E tomam decisões sem caminho de volta. E a dor fica imensa.

Crianças e adolescentes exigidas demais, cobradas por desempenho, veem o professor como um algoz ou, esperançosamente, como a referência boa, exemplo de transformação e liberdade.

Havia no Professor Keaton, vivido com maestria por Robin Williams, uma entrega, amor ao seu ofício, mas também à sua vida, ao seu próprio caminho.

O professor que convida, convoca e questiona. Que cobra, acolhe e empurra.

E não seria o adulto o responsável por tomar as rédeas das situações difíceis e duras para que os adolescentes possam crescer, encontrar o passo e trilhar a sua trajetória? Oh, captain, my captain!

* Meu nome é Beatriz Figueiredo Mello, sou mulher, mãe, professora e psicóloga. Trabalho com adolescentes e jovens. Acredito (muito) no potencial de ação e transformação que pode ser desenvolvido nessa fase da vida. O quê se planta hoje é o futuro do Brasil e do mundo.

Veja duas cenas de “Sociedade dos Poetas Mortos”:

+MAIS:

IMDb

Wikipedia

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