Morre o ex-goleiro uruguaio Mazurkiewicz

Há 1 ano… dia 2 de janeiro de 2013.

2jan14

 Na história de Pelé, há inúmeros capítulos em que coadjuvantes foram tão marcantes e relevantes quanto o protagonista maior.

Quem não se lembra de Andrada, o goleiro argentino do Vasco que socou com raiva o gramado do Maracanã, ao tomar o milésimo gol?

Ou de Zaluar, que sofreu o primeiro dos 1282 tentos da carreira do Rei?

Pois Ladislao Mazurkiewicz Iglesias foi o maior coadjuvante.

Esteve no não-gol mais bonito da carreira de Pelé.

O corta-luz do camisa 10 do Brasil no goleiro uruguaio, durante a semifinal da Copa do Mundo de 1970, é balé de Tchaikovsky.

Perspicácia, picardia, molecagem, arte. Um lance em que Pelé convida Mazurkiewicz pra ser seu par. Ali, o uruguaio atinge o instante da eternidade.

Eternidade que Mazurca conheceu há 1 ano.

Mais do que o melhor parceiro de Pelé, ele foi o maior de todos os tempos do Uruguai debaixo das traves.

Coincidência ou não, Mazurkiewicz estreou pelo profissional do Peñarol justamente contra Pelé, também em uma semifinal, mas da Libertadores de 1965. Depois de um 5 a 4 para o Santos no Brasil e um 3 a 2 a favor do Penãrol no Uruguai, um jogo desempate seria disputado em Buenos Aires, no estádio Monumental de Nuñez. Conta a reportagem do jornal El Observador:

“Don Roque Máspoli lo miró y lo midió. El viejo zorro del arco lo semblanteó. Había separado a Maidana del plantel por un problema disciplinario y se tenía que decidir. Era el botija que hacía las veces de tercer golero o el suplente natural llamado García. Y el león del Maracanazo se inclinó por el más chiquito. Ladislao Mazurkiewicz no abandonaría jamás el arco de Peñarol. No vayan a pensar que aquel era un partido amistoso. Enfrente se paraba el Santos de Pelé en una noche de 1965 en el Monumental de Núñez por las semifinales de la Copa Libertadores.”

Esse foi Ladislao Mazurkiewicz, uma lenda do futebol uruguaio e mundial.

Com a camisa preta e amarela do Peñarol, conquistou quatro títulos nacionais (1965, 1967, 1968 e 1981), além da Libertadores e do Mundial Interclubes de 1966.

Envergou a camisa preta da Celeste Olímpica por três Copas do Mundo (1966, 1970 e 1974), foi campeão sul-americano sub-20 em 1964 e, três anos depois, conquistou o mesmo título pelos profissionais, o torneio que se transformou na Copa América.

Iniciou a carreira no Racing do Uruguai e ainda jogou no Cobreloa, do Chile, no Granada (Espanha) e no América de Cali, da Colômbia. E vestiu a camisa do Atlético Mineiro, de 1971 a 1974.

Chegou a treinar o Peñarol em 1988 e 1989, mas a carreira no banco nunca decolou.

Mazurkiewicz morreu aos 67 anos, vítima de problemas renais e respiratórios.

Ele sempre será o maior par e coadjuvante de Pelé.

Veja o lance do corta-luz, na semifinal da Copa do Mundo de 1970:

Fontes:

– Wikipédia

– elobservador.com.uy

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