Billy Idol lança seu segundo álbum

Há 30 anos… dia 10 de novembro de 1983.

10nov13

“Em resumo, Rebel Yell é um registro feroz, afiado como um sabre, forte como um diamante, tão bonito e sedutor quanto o lado obscuro da vida com o qual flerta”. Assim Parke Puterbaugh definiu o segundo álbum de Billy Idol, lançado há exatos 30 anos.

Para o jornalista da Rolling Stone, o músico e compositor britânico conseguiu sintetizar três décadas de música em Rebel Yell. “Dos 60’s, trouxe um pouco da economia pop e uma paleta de efeitos sonoros. Dos 70’s, ele pegou o som das grandes guitarras, a bateria pesada e o poder dos vocais. E, dos 80’s, adaptou a arquitetura sonora Bauhaus da new wave, com suas fronteiras retas e simples”, escreveu, em resenha de janeiro de 1984.

De fato, o segundo álbum de Billy Idol teve o êxito de compactar 30 anos de música, ou melhor, 30 anos de rock. A começar pela faixa-título, um grande hit da carreira do músico.

“Rebel Yell” tem no teclado uma marca dos anos 1980, na guitarra poderosa um símbolo dos 70, e na batida pop algo dos 60. O vocal forte do icônico artista loiro e de boca torta completa a síntese musical. Um sonzaço. Hoje, um clássico.

A terceira faixa é outro clássico de Idol. “Eyes Without a Face” – a popular “Ajudar o Peixe”! – também tem referências melódicas de outras décadas do rock and roll, mas é, sem dúvida, um hit oitentista. A bateria eletrônica, o tecladinho e os efeitos new wave dão o tom bem marcante da chamada “década perdida”, que, diga-se de passagem, não tem nada de perdida, principalmente no universo da música (ah, os saudosistas e apocalípticos!).

“Flesh for Fantasy”, a quinta faixa, completa o trio de singles que alavancou o álbum. Não por acaso, são as três músicas que tiveram videoclipes na MTV. O poder da TV ajudou – e muito – no sucesso absoluto de Rebel Yell. Billy Idol é, sem dúvida, um dos primeiros ícones da era do videoclipe e, por consequência, da emetevê.

A síntese de três décadas de rock permeia o restante do disco, com destaques para “Blue Highway”, com pegada pop, e para a sombria “The Dead Next Door”, a nona e última faixa.

Outro fato curioso do segundo trabalho da carreira de Billy Idol é o nome do disco. Segundo o músico, a ideia surgiu depois de uma festa com os Rolling Stones. No animado rendez-vous com as lendas do rock, as pessoas sorviam goles direto de garrafas de uma bebida chamada Rebel Yell. Idol achou que seria um ótimo título para um álbum e assim nomeou seu segundo trabalho.

Rebel Yell teve quatro músicas na lista da Bilboard 100 americana e chegou ao sexto lugar na Bilboard 200 de álbuns.

Billy Idol lançaria seu terceiro disco de estúdio somente três anos depois, em 1986.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

Ouça Rebel Yell:

Fontes:

Wikipedia

Rolling Stone

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