Robert Capa, 100 anos

22 de outubro de 1913

22out13

“If your photographs aren’t good enough, you’re not close enough.” 

Ninguém esteve mais perto do fato do que ele.

Ele foi o olho dos maiores conflitos da primeira metade do século passado.

Da Guerra Civil Espanhola até a Guerra da Indochina, passando pela Segunda Guerra Sino-Japonesa e, principalmente, pela Segunda Guerra Mundial, lá estava ele.

Andre Friedmann, mais conhecido por Robert Capa.

Durante seu trabalho na Guerra Civil Espanhola, foi chamado pela revista britânica Picture Post, para quem colaborou durante o conflito, de “o maior fotógrafo de guerra”.

Não gostava de guerra, mas o destino acabou o levando para o front. E no front ele viveu e morreu, literalmente.

Nascido em Budapeste, em uma família judia, Andre Friedmann saiu da Hungria aos 18 anos para morar em Berlim. Na Alemanha, estudou ciências políticas e queria ser escritor, mas começou a trabalhar como fotógrafo.

Em 1933, foi embora do país por causa do nazismo e desembarcou em Paris. Na França, conheceu a jornalista e também fotógrafa Gerda Taro. Ela virou sua companheira e principal incentivadora para a carreira de fotógrafo.

Taro ajudou o então Andre Friedmann a virar Robert Capa. Chegaram ao nome pela semelhança com o já famoso diretor de cinema Frank Capra e também pelo apelido na época de escola (cápa, “tubarão”, em húngaro).

A mudança de nome ajudou a iniciar de vez a carreira de fotógrafo. Em 1932, Capa teve a primeira foto publicada: um retrato do revolucionário marxista Leon Trotsky discursando em Copenhague.

Em 1936, o casal rumou para a Espanha para cobrir a Guerra Civil Espanhola. A famosa (e polêmica!) foto do soldado ferido rodou o mundo e deu reputação internacional para Capa. Há controvérsias sobre a autenticidade da foto, mas essa história é longa (e fica pra outro dia!).

Na Espanha, Capa teve a dor da perda da companheira Gerda Taro. Foi para a China, onde documentou o conflito com o Japão, em 1938, e mudou-se para Nova York um ano depois.

Durante a Segunda Guerra Mundial, esteve no front europeu e fotografou o histórico Dia D, o desembarque das tropas americanas na praia de Omaha, na Normandia, França.

Depois da guerra, viajou para a União Soviética, junto com o jornalista e amigo John Steinbeck. O resultado foi o livro Um Diário Russo, um espetacular retrato do país após o conflito, sob o comando de Stalin.

No mesmo ano, 1947, fundou a Magnum Photos com outros renomados fotógrafos, como Henri Cartier-Bresson, David Seymour, George Rodger e William Vandivert. A ideia era abrir espaço para fotógrafos freelancers e a agência hoje é um sucesso, com escritórios em Nova York, Paris, Londres e Tóquio.

O destino quis que Robert Capa morresse no front. Em 25 de maio de 1954, trabalhando para a revista Life em Thai-Binh, na Indochina, Capa pisou em uma mina terrestre. Como descreve seu perfil na Wikipédia: “Seu corpo foi encontrado com as pernas dilaceradas. A câmera permanecia entre suas mãos”.

Robert Capa foi o fotógrafo perto do fato até o último suspiro.

Assista ao documentário “Robert Capa: In Love and War”, de 2003:

Fontes:

– Wikipedia

– Magnum Photos

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