Hélio Gracie, 100 anos

1º de outubro de 1913

1out13

Se hoje os brasileiros brilham no UFC, muito se deve ao Jiu-jitsu, arte marcial base de vários lutadores do País no MMA.

E, quando se fala em Jiu-jitsu no Brasil, toda referência e reverência a um nome: Hélio Gracie.

Patriarca da mais famosa família das artes marciais do País, é o criador do que ficou conhecido como Brazilian Jiu-jitsu.

Hoje, completaria 100 anos.

Nascido em Belém do Pará em 1º de outubro de 1913, descendente de escoceses, Hélio era o mais novo de uma família de vários homens que, em 1925, se estabelece no Rio de Janeiro.

Antes, porém, um encontro mudaria a história dos Gracie e da luta no Brasil. Por volta de 1914, Gastão Gracie, o pai, conhece o lutador japonês Mitsuo Maeda. Discípulo de Jigoro Kano, criador do Judô no Japão, Maeda provoca fascinação no menino Carlos, que resolve aprender a luta, sob a orientação do mestre.

Quando a família se muda para o Rio, Carlos abre uma academia de Judô e Jiu-jitsu, junto com os outros irmãos. Hélio, no entanto, fraco e franzino e ainda muito novo, fica de fora e apenas observa os irmãos, principalmente Carlos.

Um belo dia de 1928, quando Carlos se atrasa para dar uma aula, Hélio assume o lugar do irmão e acaba se tornando instrutor de Jiu-jitsu.

Na observação dos movimentos e da dinâmica da luta, o frágil garoto de 16 anos percebe que seria difícil dar conta. Começa, então, a criar golpes e gestos de defesa com a mínima força possível.

Hélio criava, assim, o Brazilian Jiu-jitsu, também conhecido por Gracie Jiu-jitsu.

Com a nova técnica, lutadores menores e mais fracos seriam capazes de derrotar adversários grandes.

Com estratégia de divulgar o Jiu-jitsu no País, Hélio Gracie inicia carreira de lutador e desafia adversários de outras modalidades, como o boxe. Em 1932, Manoel Rufino dos Santos, da luta-livre, chama Hélio para um combate, para provar, segundo ele, que a família Gracie não tinha nada de especial.

O encontro no Tijuca Tênis Clube termina com Manoel estirado no chão, com dois ossos do crânio e a clavícula fraturados, jorrando sangue para todos os lados. Processado e condenado a dois anos e meio de prisão, Hélio deixa a cadeia horas depois, a mando do presidente Getúlio Vargas.

Naquele mesmo ano, Hélio vence o judoca Taro Miyake, no primeiro triunfo de um ocidental contra um japonês. Vira uma estrela e realiza exibições no Maracanã e Ibirapuera.

Posteriormente, Hélio acumula derrotas, em embates históricos. No final da década de 1940, depois de quase quatro horas de luta contra o ex-aluno Valdemar Santana, ele desmaia e acaba derrotado. “Não perdi, desmaiei. Como um cara 35kg mais pesado demora tanto tempo para acabar com um galinha morta como eu?”, diria, diversas vezes, para lembrar do duelo.

Em 1951, nem um estrangulamento e a quebra do braço fazem Hélio se entregar contra o japonês Masahiko Kimura. No fim, a equipe joga a toalha e Kimura vence o histórico combate.

Um ano depois, Hélio para de lutar e passa a se dedicar a academia. Cria um verdadeiro clã de lutadores e seguidores. A dinastia Gracie toma conta do Jiu-jitsu no Brasil. Hoje, já está na quinta geração, com lutadores espalhados pelo mundo, campeões mundiais de vale tudo e de outras artes marciais.

Hélio Gracie morreu em 2009, aos 95 anos, com legado de vários ensinamentos para o esporte e para a vida.

“O Jiu-Jitsu que criei foi para dar chance aos mais fracos enfrentarem os mais pesados e fortes”.

Veja documentário do History Channel sobre Hélio Gracie: 

Fontes:

papodehomem.com.br

Wikipédia

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