Romário 2 x 0 Uruguai

Há 20 anos… dia 19 de setembro de 1993.

19set13

Restavam apenas dois jogos para o encerramento das eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 1994.

No grupo A, a vaga direta ficara com a avassaladora Colômbia, de Rincón, Valderrama, Asprilla e cia., que carimbara o passaporte para os Estados Unidos após inesquecível goleada sobre a Argentina (5 a 0), em pleno Monumental de Nuñez. No segundo lugar, os hermanos teriam de disputar a repescagem contra a Austrália.

No grupo B, empatadas com 10 pontos cada, três seleções brigariam pelas outras duas vagas na última rodada: Brasil, Bolívia e Uruguai.

Dois confrontos definiriam os classificados para o mundial da terra do Tio Sam:

Brasil x Uruguai

Equador x Bolívia

Ao Brasil de Parreira e Zagallo, um empate bastaria. Em caso de derrota, só uma vitória do eliminado Equador sobre a Bolívia, em Quito, salvaria. (Em tempo: na época, a vitória valia 2 pontos).

Da goleada brasileira por 4 a 0 sobre a Venezuela, penúltimo jogo da seleção nas eliminatórias, no dia 5 de setembro, até o apito inicial do árbitro peruano Alberto Tejada na decisão contra o Uruguai, o Maracanazo foi relembrado precisamente 2.755.974.265 vezes.

Talvez mais.

Nem as boas atuações nas três vitórias categóricas em casa, diante de Equador (2 a 0), Bolívia (6 a 0) e Venezuela (4 a 0), tiravam a desconfiança geral em cima da equipe de Parreira.

A lembrança da fatídica derrota por 2 a 0 para a Bolívia na altitude de La Paz, a primeira da história da seleção brasileira em eliminatórias, ainda assombrava o time.

Somados, Maracanazo e desconfiança criaram um monstro.

O País precisava de um grande fato novo para ter esperança.

O grande fato novo veio.

Respondia pelo nome de Romário de Souza Farias.

Romário, o Baixinho.

Afastado da seleção desde dezembro de 1992, por desentendimentos com Parreira e Zagallo, ele foi chamado no lugar do contundido Muller com a missão de classificar o Brasil.

Missão dada é missão cumprida.

Genial e infernal, Romário acabou com o jogo, marcou os dois da vitória brasileira, levou ao delírio a massa de mais de 100 mil no Maracanã, enterrou – mesmo que momentaneamente – o fantasma do Maracanazo e carimbou o passaporte tupiniquim para a Copa na América do Norte.

Depois, junto com Bebeto, o Baixinho foi o molho diferente no sólido time que conquistou o tetracampeonato do mundo.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

Veja os gols e os melhores momentos de Brasil 2 x 0 Uruguai:

Fontes:

– fifa.com

– estadao.com.br

  • Livro Todos os jogos do Brasil, de vários autores
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