Grêmio é campeão da Libertadores

Há 30 anos… dia 28 de julho de 1983.

28jul13

Quando o ponta-direita Renato anunciou que se concentraria quatro dias antes do jogo contra o Estudiantes de La Plata, em Porto Alegre, no mês passado, o técnico Valdir Espinosa semicerrou um olho e perguntou-lhe: “Você está falando sério?”.

Estava. O boêmio de 21 anos, tido como maluco e irresponsável, compreendia o exato valor de um título como o da Libertadores da América e, por achar que sexo demais atrapalha, mostrava-se disposto a atravessar longos períodos de abstinência.

“Mas, quando terminar essa tal de Libertadores da América, as gurias vão ter de me aturar”, ressalvou o galã da moda no Rio Grande do Sul, que, na véspera da decisão com o Peñarol, na semana passada, fazia a convocação: “Meninas, venham todas para o estádio. Vamos comemorar juntos.”

A divertida passagem acima está na edição de 5 de agosto de 1983 da Revista Placar (leia aqui). “Gremistas machos, grandes campeões”, assinada por Divino Fonseca, conta em quatro páginas a história e os bastidores da vitoriosa campanha da Copa Libertadores de 1983.

O Grêmio do técnico Valdir Espinosa, de Renato, Tita, Caio, Tarciso, De León e do herói César sagrava-se campeão da América depois de 12 jogos, oito vitórias, três empates e apenas uma derrota. Taça incontestável.

Se De León personifica a raça, na emblemática imagem que ilustra esse post, ou Renato representa a irreverência irresponsável, César é o grande herói do último jogo. Ele quem tirou o grito do peito tricolor gaúcho, aos 31 minutos do segundo tempo, no peixinho histórico. O placar do Olímpico abarrotado, com mais de 70 mil pessoas, sinalizava: Grêmio 2 x 1 Peñarol.

O fechamento perfeito depois de uma dura caminhada, “com o Grêmio onde o Grêmio estiver”. Como não se lembrar dos jogos contra América de Cali e Estudiantes, no triangular semifinal? Ou do difícil primeiro jogo da final, em um Centenário hostil e bélico, em Montevidéu?

Hoje, 27 de julho, nesse frio domingo, com o mate na mão, o gremista pode abrir a caixa de memórias para reviver e saborear o primeiro título da América.

Em 1995, o clube conquistaria a Libertadores pela segunda vez, sob o comando de Luiz Felipe Scolari.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

Veja Grêmio 2 x 1 Peñarol na íntegra:

Fontes:

Site oficial do Grêmio

Wikipédia

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