A noite de gala de Luís Fabiano no Morumbi

Há 10 anos… dia 21 de novembro de 2007.

O vigilante leitor – em especial o apaixonado pelo Clube da Fé – vai contestar, prenhe de razão: foram tantas as noites de gala dele no Morumbi!

Fato.

Mas aquela de 21 de novembro de 2007 foi especialíssima. Consagradora, perfeita, inesquecível, sintetizada na maravilhosa foto acima.

Os “idiotas da objetividade” dirão “Não!”, mas aquela foi a “estreia” de Luís Fabiano pela seleção brasileira. O debute, de facto.

Até então, eram 12 jogos e 6 gols com a amarelinha.

Porém, ele não conseguira se firmar de vez, perdendo espaço para Adriano, Ricardo Oliveira, Vágner Love e, naquela altura do campeonato, até para o desconhecido Afonso Alves.

E foi justamente para a vaga do contundido Alves que Dunga recrutou o atacante do Sevilla. No horizonte, a terceira e a quarta rodadas das eliminatórias da Copa do Mundo de 2010, contra Peru (Lima) e Uruguai (São Paulo).

No empate na capital peruana (1 a 1), ele entrou somente nos minutos finais.

Já no Morumbi, seu habitat preferido, a casa onde hoje é o segundo maior goleador, Luís Fabiano viveu noite histórica.

Nos estertores de um primeiro tempo com 1 a 0 para os uruguaios – Loco Abreu fez aos 8 – e do qual Júlio César fora o destaque brasileiro, o camisa 9 achou o empate.

Maicon abriu bola na direita da grande área. Com um defensor às costas, sem ângulo algum, o centroavante nem pensou: girou rápido e soltou o pé. Pesada e quente, a pelota passou embaixo das pernas de Fabián Carini e morreu serena nas redes uruguaias.

“Luís Fabiaaaaaano é o nome dele, a estrela do artilheeeeeeiro!”, narrou Galvão, aliviado, sentenciando, com sensatez: “Olha, aos 44 do primeiro tempo, é um lucro enorme pra seleção brasileira”.

A consagração do futuro camisa 9 do Brasil na Copa da África do Sul ficaria completa aos 20 da etapa final. Em rebarba de chute sem direção de Gilberto, ele bateu de primeira, de pé esquerdo, para virar o placar. Na comemoração, o abraço e a festa com o antigo titular, Vágner Love.

A partir daquela noite, o eterno 9 do São Paulo assumiria de vez também a 9 do Brasil. Seria o vice-artilheiro das eliminatórias sul-americanas, com um gol a menos que o chileno Suazo (9 a 10), maior goleador do time e um dos pilares do sistema de Dunga.

Luís Fabiano teria outra atuação de gala contra a Argentina, lá em Rosário, já pela 15ª rodada, anotando dois gols na vitória por 3 a 1. Um deles com a fina categoria dos grandes centroavantes.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

Gols e melhores momentos:

Fontes e +MAIS:

– Acervo Folha

– Acervo Estadão

– Wikipédia

– jogosdaselecaobrasileira.wordpress.com

– campeoesdofutebol.com.br

– globoesporte.globo.com

– blogmiltonneves.bol.uol.com.br

– bolanaarea.com

– veja.abril.com.br

– esportes.estadao.com.br

– esporte.ig.com.br

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