Pelo Botafogo-SP, Raí marca de calcanhar contra o Corinthians

Há 30 anos… dia 29 de março de 1987.

Estádio Santa Cruz, Ribeirão Preto.

Botafogo x Corinthians, 4ª rodada do 1º turno do Campeonato Paulista.

O relógio aponta 12 minutos do segundo tempo.

Mal cobrado, o escanteio da esquerda vem rasteiro. Quicando no gramado, a bola chega à pequena área e se enrosca no mar de pernas de botafoguenses e corintianos.

De costas para o gol, o camisa 8 do Foguinho a protege como a uma amante e, sem pestanejar, desfere o golpe seco e cirúrgico com o calcanhar direito. O goleiro Carlos ainda tenta agarrá-la, mas a redonda morre no fundo das redes.

Um golpe de mestre.

Camisa 8 do Botafogo-SP, futebol elegante, gol de calcanhar.

A comparação imediata com o consagrado irmão mais velho era inevitável. Aos 21 anos, o caçula dos Vieira de Oliveira já sabia disso.

Foi um toque rápido, sutil e preciso, que além de empolgar a torcida também serviu para matar a saudade que os botafoguenses ainda sentem de seu maior ídolo: Sócrates. Desta vez, porém, o calcanhar, arma mortal para os goleiros, e que muitas vezes foi utilizada sem piedade pelo “Magrão”, foi revivido pelo meia-direita Raí, seu irmão, ao marcar o gol do Botafogo, no empate em 1 a 1 contra o Corinthians, ontem à tarde, em Ribeirão Preto.

Na Folha de 30 de março de 1987, uma pequena amostra do que ele teria pela frente. A longa estrada para ser, simplesmente, Raí. Sem o peso do carimbo “irmão do Sócrates”, com identidade e brilhos próprios.

Bem, ao menos com uma pessoa Raí sabia que podia contar. Das arquibancadas do Santa Cruz, Raimundo, o pai, viu tudo. Sábio, como só o pai de Sócrates e Raí seria, ele simplesmente exaltou o feito do mais novo, sem qualquer comparação com o mais velho.

“Valeu a pena ter vindo aqui para poder ver uma jogada tão bonita e ao mesmo tempo tão difícil de acontecer no nosso futebol”.

A carreira de Raí iniciaria decolagem já naquele 1987.

Em maio, a primeira convocação para a seleção brasileira, então treinada por Carlos Alberto Silva. Em setembro, a chegada ao clube em que viveria tudo e em que, enfim, se tornaria, simplesmente, Raí.

Ou melhor: Raí, “O Terror do Morumbi”!

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

O gol de Raí e de Eduardo:

Fontes e +MAIS:

– Acervo Folha

– Revista Placar

– globoesporte.globo.com

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