Há 175 anos… dia 31 de março de 1841.

Robert Schumann já era um ótimo e conhecido pianista. Mas podia mais. E sabia disso. Já tentara se aventurar no terreno da sinfonia no outono de 1840, um pouco depois de seu casamento com Clara Wieck, filha de seu ex-professor de piano – que não aprovara o matrimônio, diga-se.
A própria Clara o encorajava a escrever algo maior, confiante que era no dom extraordinário do marido.
“Seria melhor se ele compusesse para orquestra; sua imaginação não encontra espaço suficiente no piano… Suas composições têm, todas, um toque orquestral… Meu maior desejo é que ele componha para uma orquestra, isto é o seu campo! Que eu tenha êxito em levá-lo a fazer isso!”, escreveu a mulher de Schumann, em seu diário.
Os desejos e insistências de Clara venceram. Schumann não só compôs uma sinfonia, como a concebeu em apenas 4 dias! Entre 23 e 26 de janeiro, ele rabiscou o essencial, e completou a orquestração em 20 de fevereiro. De fato, havia algo “gritando” dentro daquele jovem compositor de apenas 30 anos, pedindo passagem para nascer.
No início de março, Schumann levou a partitura para Felix Mendelssohn, diretor musical da Orquestra Gewandhaus de Leipzig. Grande autoridade da música, Mendelssohn ficou absolutamente fascinado pela composição de Schumman. Não só prontamente se ofereceu a regê-la, como também programou data para a estreia: 31 de março.
Então, exatos 175 anos atrás, a “Sinfonia nº 1” de Robert Schumann teve seu debute, em Leipzig, sob regência de Mendelssohn. A recepção foi excepcional. Todos aplaudiram de pé a “Sinfonia da Primavera”, nome pela qual também ficou conhecida.
Em novembro de 1846, Schumann revelaria a sua “Sinfonia nº 2”, que, na realidade, é a terceira de sua carreira.
Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.
Ouça a “Sinfonia nº 1”, de Robert Schumann:
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