Seleção masculina de basquete conquista o bronze em Tóquio

Há 50 anos… dia 23 de outubro de 1964.

Seleção masculina de basquete conquista o bronze em Tóquio

Foi a única medalha da delegação brasileira na Olimpíada de Tóquio-1964. A segunda de duas medalhas de bronze olímpicas da grande geração do basquete brasileiro. A geração dona do mundo por duas vezes (1959 e 1963). A geração de Wlamir Marques, o “Diabo Loiro”, de Carmo de Souza, o “Rosa Branca”, de Amaury Passos e de muita gente boa.

No Japão, uma grande mudança em relação ao time que vencera o bronze em Roma, quatro anos antes. O mítico Kanela não estava mais no comando da equipe.

“Aquela foi a primeira seleção sob o comando de Renato Brito Cunha, que nos anos anteriores havia sido o assistente do Kanela (Togo Renan Soares). Acredito que por isso não houve modificações na forma de comandar, nem na equipe. Renato fez um belo trabalho e comandou aquele grupo extremamente talentoso rumo a Tóquio”, diz Wlamir Marques, recordando o bronze na Terra do Sol Nascente, em matéria da Confederação Brasileira de Basquete (CBB).

O time tinha uma mescla interessante de juventude e experiência, com sete jogadores remanescentes dos Jogos de Roma (Amaury, Wlamir, Mosquito, Rosa Branca, Jatyr, Edson Bispo e Sucar) e novatos talentosos, como Sérgio Machado (“Sérgio Macarrão”)e Edvar Simões.

Na reportagem da CBB, Wlamir lembra do intenso período de preparação, com treinos duas vezes ao dia ao longo de 40 dias, escala na França com direito a amistoso contra a seleção local e um último teste contra o Peru, já em terras nipônicas. Os peruanos, aliás, seriam os adversários da estreia, no dia 11 de outubro. E, ao contrário do amistoso, em que a seleção venceu por mais de 20 pontos, a sorte sorriu para os andinos: 58 x 50 no placar final.

O revés fez o time brasileiro se concentrar para se recuperar contra a forte Iugoslávia, já no dia seguinte. Não deu outra. Vitória por 68 a 64, mesmo roteiro dos três duelos seguintes, diante de Coréia do Sul (92 x 65), Finlândia (61 x 54) e Uruguai (80 x 68).

“Mas aí, chegou a vez dos Estados Unidos e perdemos (86 a 53). Com esse resultado, ficamos empatados com a Iugoslávia com duas derrotas e terminamos em segundo lugar no grupo pelo confronto direto”, recorda-se Wlamir, cestinha na campanha do bronze, com 128 pontos em 9 jogos.

A seleção ainda venceria a Austrália (69 x 57) na fase inicial, mas não evitaria a segunda colocação da chave. O adversário na semifinal seria a União Soviética. O duelo acabou decidido nos detalhes e nos instantes finais. Os soviéticos saíram vitoriosos por seis pontos de diferença (53 a 47).

A partida de disputa do bronze acabou sendo um passeio a favor do Brasil. Depois de início equilibrado, a seleção impôs o seu jogo diante de Porto Rico. Venceu com ampla vantagem de 16 pontos e subiu ao pódio para receber o bronze.

Depois da geração de Wlamir e Cia., houve um longo hiato brasileiro nas quadras, finalmente interrompido com a conquista do ouro no Pan-Americano de Indianápolis, em 1987, naquela memorável partida contra os Estados Unidos.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

Filme oficial da Olimpíada de Tóquio (por conta de direitos do COI, é preciso assistir no YouTube!): 

Fontes:

– cbb.com.br

– Wikipédia

– veja.abril.com.br

– Acervo Estadão

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