Neil Young faz show histórico no Saturday Night Live

Há 25 anos… dia 30 de setembro de 1989.

Neil Young faz show histórico no Saturday Night Live

Em sua biografia da Rolling Stone, a década de 1980 é definida como “estranha e errática”, mas com um “grande retorno” em 1989.

Tudo por causa de “Rockin’ in the Free World”. E a performance no Saturday Night Live! “Uma desenfreada e transcendente performance” e “um dos maiores momentos do rock na televisão”, ainda segundo a RS.

Naquele 30 de setembro, Neil Young estava de volta. Com tudo: guitarra, protesto, letra, rock! Voltava aos holofotes com um rock de protesto. Um hino contra a administração de Bush (o pai), que iniciara seu único mandato no começo do ano.

No palco da já tradicional atração da NBC, Young mostrou fúria e intensidade empunhando sua Les Paul. Vestindo uma camiseta com o rosto de Elvis, cantou com coração, subiu no palco da bateria de Chad Cromwell, encarou a câmera e ainda arrebentou com dois solos matadores.

A crítica ficou em polvorosa com a apresentação, que ainda teve duas outras músicas (“The Needle And The Damage Done” e “No More”). Todos diziam que o velho Young – sem trocadilho! – estava de volta.

O próprio Young teve de explicar o momento de insanidade no palco do SNL.

“Para executar essa música do jeito que ela merece, você tem de estar no pico do nível sanguíneo , tudo tem que estar em cima, a máquina tem de estar lubrificada. Para fazer isso, eu tinha que ignorar o Saturday Night Live completamente. Eu tive que fingir que não estava lá!”, afirmou.

Dois dias depois, Freedom, seu 18º álbum, chegaria às lojas, com “Rockin’ in the Free World” entre as canções.

O single foi lançado em 14 de novembro, cinco dias depois da queda do Muro de Berlim, apenas um dos muitos acontecimentos a que a música seria associada.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

Neil Young canta “Rockin’ in the Free World” no Saturday Night Live:

Fontes:

- Wikipedia

thrasherswheat.org

Mafalda, 50 anos

29 de setembro de 1964

Mafalda, 50 anos

POR FELIPE FIGUEIREDO MELLO*

O que Mafalda diria do mundo hoje, data dos seus 50 anos?

Eis a pergunta que me fiz depois de tanto pensar sobre o quê escrever da personagem das tiras do gênio Quino.

A não ser por livros de História, pelas histórias dos mais velhos e pelo que há de arquivado por aí, não sei exatamente como era o mundo há 50 anos!

Vejo apenas que era um mundo que clamava por liberdade, por igualdade, por paz.

Muita coisa mudou desde 29 de setembro de 1964, quando a primeira tirinha de Mafalda foi publicada na revista argentina Primeira Plana: a Guerra Fria acabou, o Muro de Berlim foi derrubado, a Argentina e a maior parte da América Latina vivem democracias mais ou menos sólidas, mais e mais pessoas compartilham daqueles ideais…

Cinquenta anos atrás, a encantadora personagem do ilustrador argentino talvez não tivesse a menor ideia do alcance que suas palavras teriam. Nem mesmo seu “pai” sabia, já que as tirinhas foram inicialmente pensadas para propagandear um fabricante de eletrodomésticos.

O fato é que mesmo tendo desenhado e publicado Mafalda por curtos nove anos, foi por causa dela que Quino conseguiu estrondoso sucesso mundo afora, com traduções para incontáveis línguas!

Além do idealismo, penso que o que encanta em Mafalda é a persistência. Afinal, ainda hoje, seguimos sonhando com o mundo idealizado pela niña argentina.

E, vejam: não se pode confundir sua persistência com ingenuidade ou inocência. Mafalda, com a sinceridade e o olhar puro de uma criança, dá voz às lutas contra o que há de mais errado e injusto no mundo.

É nesse universo infantil que Quino escolheu diluir sua característica acidez. Provavelmente por causa da tensa situação social e política de seu país, o ilustrador escolheu endurecer com enorme ternura.

Mais do que a garotinha, Quino soube retratar no cotidiano infantil as mais difíceis questões do momento pelo olhar dos amigos de Mafalda: seu amigo Filipe, angustiado com as responsabilidades que a vida lhe colocaria, no eterno dilema entre estudar ou não para a prova do dia seguinte. Susanita, a representação da elite alienada da realidade, debochando de Mafalda e sonhando com seu príncipe encantado. Manolo, o filho de comerciante da classe média, fadado a cobrar os “fiados” e a comemorar a alta de preços. Miguelito, o pequeno sonhador que muitas vezes tropeça na dura realidade. E, por fim, Liberdade, magistralmente representada por uma menina muito pequenina que tentava, a todo custo, se fazer ouvir!

Na casa de Mafalda, talvez representando os próprios leitores das tirinhas, seus pais. Adultos enfrentando a dura e concreta realidade de pagar contas e se conformar com o mundo lá fora.

É impossível não se apaixonar por Mafalda e seus amigos. As coletâneas de tirinhas são “livros de cabeceira” para sempre!

Hoje, mesmo com tantas mudanças positivas no mundo nestas cinco décadas, Mafalda certamente estaria encarando seu globo terrestre com o mesmo olhar de preocupação.

Ela não está sozinha!

* Felipe Figueiredo Mello, às vezes, acha que é Filipe.

Reportagem da CNN en Español sobre os 50 de Mafalda:

Longa-metragem  “Mafalda”, uma compilação de várias tirinhas:

+MAIS:

- estadao.com.br

- todohistorietas.com.ar

- Wikipedia

Collor cai e Afif sobe em pesquisa do Datafolha

Dia 28 de setembro.

Collor cai e Afif sobe em pesquisa do Datafolha

Era a primeira pesquisa desde o início do horário eleitoral, em 15 de setembro. A manchete da Folha naquela quinta-feira (“Collor tem maior queda desde junho”) anunciava o recuo na liderança do candidato do PRN na corrida presidencial.

A sondagem feita nos dias 23 e 24 indicava declínio de nove pontos percentuais de Collor, de 42%, em junho, para 33% agora. Já Guilherme Afif Domingos, do PL, mostrava novo crescimento e já se posicionava empatado com Lula e Maluf, na terceira colocação, com 7% cada um. Brizola, do PDT, se firmava na vice-liderança, com 15%, um a mais do que o indicado em junho. Covas, do PSDB, aparecia na quarta colocação, com 6%.

Portanto, a diferença de Collor e Brizola, que era de 28 pontos em junho, caía para 18 no final de setembro, a pouco menos de dois meses para o primeiro turno, no dia 15 de novembro. A corrida estava aberta.

O editorial da Folha naquele dia, intitulado “Declínio de Collor”, fazia exatamente essa abordagem sobre a pesquisa, ou seja, havia um quadro de indefinição na sucessão presidencial. No entanto, o jornal lembrava sobre a ainda grande margem do “caçador de marajás” sobre Brizola, além de ressaltar o pouco crescimento do pedetista. A ascensão de Afif não provocava suspiros ao editorialista.

Já o colunista Clóvis Rossi apontava uma certeza que a pesquisa indicara: a realização do segundo turno, aliás, uma novidade no processo eleitoral do Brasil. “Até três semanas atrás, a hipótese de que Fernando Collor de Mello (PRN) liquidasse o jogo no primeiro turno era uma boa aposta. Hoje, já não existe”, escreveu.

A propósito, Collor reagiu com tranquilidade em relação à sondagem. Admitiu a queda, mas disse que os próximos números dariam um panorama mais nítido da corrida eleitoral. “É preciso verificar se esse percentual se repetirá em mais uma pesquisa, apurada com prazo superior a esta do Datafolha. Se for mantido esse número, poderá se falar em uma tendência de queda”, ponderou.

Indefinição. Essa era a palavra daquele momento nas eleições de 1989.

Trecho do programa eleitoral de Collor:

 Fontes:

- Acervo Folha

Wikipédia

Bandeira da República Popular da China é escolhida

Há 65 anos… dia 27 de setembro de 1949.

Bandeira da República Popular da China é escolhida

Uma nova bandeira para uma nova era.

Quatro dias antes do início oficial da República Popular da China, um novo símbolo para o país foi aprovado.

Cinco estrelas amarelas sobre um retângulo vermelho.

Vermelho como representação da revolução comunista liderada por Mao Tsé Tung.

Amarelo dourado e radiante para retratar o vasto território de 9.596.961 km². A grande estrela é o Partido Comunista. Ao seu redor, as quatro menores mostram o povo chinês, em unidade e conformidade com a liderança maior.

A nova bandeira foi escolhida depois de um concurso com quase 3 mil participantes. Em julho de 1949, logo após a vitória dos comunistas na Guerra Civil, uma comissão publicou comunicado nos jornais informando sobre a disputa.

Havia quatro pré-requisitos para constar no desenho: características chinesas (geográficas, históricas, culturais, etc.), aspectos de poder (que remetessem ao partido, claro), formato retangular (com proporção 3:2), e cor principal (vermelha, obrigatoriamente).

Liansong Zeng, da província de Chekiang (Zhejiang), trabalhava em Xangai e resolveu participar. Queria criar uma bandeira que expressasse seu patriotismo e entusiasmo com a nova China que nascia.

Durante várias madrugadas no sótão de casa, criou inúmeros desenhos. Sua maior inspiração eram as estrelas que brilhavam no céu. Também pensava em um provérbio chinês: “saudade das estrelas, saudade da lua”.

Para representar o Partido Comunista como “grande salvador” do povo chinês, uma estrela maior. Zeng teve a ideia das menores a partir de um discurso de Mao, no qual o líder dividiu o povo em quatro classes sociais.

Depois de finalizar os detalhes, mandou o desenho (“Cinco Estrelas em um Campo Vermelho”) para a comissão no meio de agosto. No dia 20, o comitê selecionou os 38 finalistas. Entre eles, o design de Zeng.

Em 23 de setembro, ainda havia discordâncias com relação a muitos modelos. Muitos não gostaram, por exemplo, do simbolismo atribuído por Zeng às quatro estrelas menores.

Mao Tsé Tung, por exemplo, preferiu um desenho com uma grande estrela amarela no canto posterior esquerdo, com uma faixa horizontal abaixo, também amarela, representando o Rio Amarelo.

Dois dias depois, em reunião em sua sala, Mao mudou de ideia e ainda convenceu todo mundo de que o desenho ideal era mesmo o de Zeng. Bem, com pequenas modificações. A ilustração original continha a foice e o martelo dentro da estrela maior. Os símbolos foram removidos por causa da semelhança com a bandeira da União Soviética.

No dia 27 de setembro, o desenho com as cinco estrelas – sem a foice e o martelo – foi escolhido e anunciado o vencedor, durante a primeira sessão plenária do Congresso. No dia 1º de outubro, início da República Popular da China, a bandeira foi oficialmente revelada e hasteada, na Praça da Paz Celestial.

No final de 2013, a bandeira “pousou” na Lua, junto com o robô Yu Tu (Coelho de Jade), marcando a primeira vez em que foi fotografada em um corpo celeste.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

Imagens do robô Yu Tu na Lua:

Fontes:

- Wikipedia

A sala de cinema mais antiga do mundo

Há 105 anos… dia 26 de setembro de 1909.

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POR MARINA MELLO*

Prepare-se para uma viagem fantástica. Aqui você não precisa de ingresso para nenhum lugar. Ou melhor, só aquele que comprou na bilheteria, junto com a pipoca. Em caso de despressurizarão, cuidado com vizinho ao lado. Ele poderá reclamar de seus gemidos, lágrimas, resmungos, choros e sussurros. Aqui você pode conhecer segredos que ninguém mais conhece, aprender novas culturas e costumes ou buscar soluções jamais imaginadas.

Nesta jornada não haverá nem máscaras e nem tapa-ouvidos, mesmo que você se depare com algum caso de suspense, de drama, de comédia ou policial. Portanto, esteja preparado para encarar monstros, cavalos que voam, sonhos alucinantes, corações partidos, crimes violentos, brigas conjugais, discussões familiares, doenças incuráveis, milagres ou viagens incríveis. Cuidado com sua imaginação, ela pode ser altamente exercitada!

Ao se deparar com tudo isso, você poderá se sentir na pele de outra pessoa, de algum bicho ou até mesmo de um alien. Você poderá achar novas maneiras de amar e de viver. Poderá explorar o passado, o presente e o futuro de uma só vez. E também viver aventuras que nunca passaram pela sua cabeça.

Ao final da preciosa jornada, siga com cautela pois você pode sair diferente de quando entrou.

Essa é uma singela homenagem de uma jovem cineasta para a sala de cinema mais antiga do mundo, inaugurada na Polônia há 105 anos. Fica na cidade de Szczecin, atravessou duas guerras mundiais e permanece de pé até hoje. Sua história dá um filme!

Não fosse pela sala de cinema, jamais aprenderíamos, viveríamos e conheceríamos tantas coisas, pessoas, lugares e emoções. Obrigada pelas salas de cinema de todo o mundo.

* Marina Mello é cineasta. Mais do que apaixonada por cinema, é fascinada pelo poder que existe na fusão de som, texto e imagem.

Senhoras e senhores, o filme vai começar!:

Fontes:

- uol.com.br/historiaviva

- szczecin.eu

- dw.de

- europa-cinemas.org

Musical “Evita” estreia na Broadway

Há 35 anos… dia 25 de setembro de 1979.

Musical “Evita” estreia na Broadway

Antes do filme, houve o musical. E antes do musical, o álbum.

O embrião de um dos grandes musicais da Broadway é um disco.

Tudo começou em 1973. O letrista inglês Tim Rice viajava de carro à noite e ouviu no rádio o final de um programa sobre Eva Perón. Quando criança, era fascinado pela imagem de Evita nos selos argentinos, mas não tinha ideia de sua história. Iniciou, então, uma longa pesquisa sobre a vida de Eva.

Conversou com o diretor argentino Carlos Pasini Hansen, que havia produzido um filme para a TV britânica sobre a vida de Evita (“Queen of Hearts”). O letrista também foi a Buenos Aires para se aprofundar ainda mais na biografia da esposa de Juan Perón. Ficou ainda mais encantado e até colocou o nome de Eva em sua primeira filha! Rice também concluiu que havia ali potencial para um ótimo musical.

Foi atrás do parceiro Andrew Lloyd Webber, na época um compositor iniciante no mercado de musicais. Webber sugeriu a gravação de um álbum primeiro, como fizera com “Jesus Cristo Superstar”.

Deu certo. Lançado em 1976, o disco foi um sucesso e atraiu a atenção do renomado diretor americano Harold Prince. Webber enviou um cópia do trabalho ao diretor, que topou o desafio, mas avisou não poder se comprometer com uma produção nos próximos dois anos.

No meio tempo, Rice e Webber repassaram vários itens, corrigiram falhas e aprimoraram todo o espetáculo. No início de 1978, Prince entrou na jogada. Fez ajustes mínimos e aprontou o lançamento para junho.

“Evita” estreou no Prince Edward Theatre, em Londres, no dia 21 e lá permaneceu até fevereiro de 1986. Ao todo, foram 3.176 performances. A extraordinária recepção de crítica e público encaminhou o musical para a Broadway.

A estreia em Nova York aconteceu no dia 25 de setembro de 1979 e seguiu a mesma trajetória de sucesso de Londres. Mais: “Evita” foi consagrado com 7 prêmios no Tony Award de 1980, sendo o primeiro musical britânico a receber a distinção. Ficou por quase quatro anos na Big Apple, com 1.567 apresentações no total.

O musical teve três revivals recentes: em 2006, em Londres, em 2012, de novo na Broadway, e em 2014, novamente no West End londrino, mas dessa vez no Dominion Theatre.

Em 1996, “Evita” foi parar nas telas do cinema, em produção com direção de Alan Parker e com Madonna no papel principal.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

Veja um trecho do musical, na montagem de 1979:

Fontes:

- Wikipedia

- allmusic.com

Paul McCartney lança o single “No More Lonely Nights”

Há 30 anos… dia 24 de setembro de 1984.

Paul McCartney lança o single “No More Lonely Nights”

Sir Paul McCartney não precisava provar nada pra ninguém naquela altura do campeonato, como se diz. Podia se aventurar no projeto que fosse. Se fracassasse, continuaria a ser adulado e adorado pra sempre, como acontece até hoje.

Naquele 1984, Paul se arriscou na sétima arte novamente. Fã do cinema, queria atuar novamente, como fizera com os Beatles. Escreveu, então, “Give My Regards to Broad Street”. Uma história bobinha em que interpreta a si mesmo na preparação de um novo disco e se vê em maus bocados por causa da perda das fitas master.

Mesmo com a participação da mulher, Linda, e do amigo Ringo, o longa, lançado em outubro de 84, foi um retumbante fracasso. Roger Ebert o definiu como “o mais próximo que você pode chegar de um não-filme”. O implacável crítico de cinema, no entanto, fez ressalva com relação à trilha sonora: “maravilhosa”.

Bem, é aí que este escriba queria chegar.

“Give My Regards to Broad Street” teve como trilha um álbum homônimo. O disco, na verdade, é uma coletânea de releituras de velhas canções de Macca, como “Yesterday”, “Good Day Sunshine” e “Silly Love Songs”. Tem, porém, algumas inéditas. Entre elas, “No More Lonely Nights”, o único single do disco, lançado há exatos 30 anos.

Na contramão do fracasso do longa-metragem – e puxado pelo sucesso do single -, o álbum foi muito bem aceito e alcançou o primeiro lugar nas paradas britânicas.

“No More Lonely Nights” é uma balada grudenta, meio melosa, meio chatinha, mas muito melódica. Tem a cara do Paul dos anos 1980. Mais importante, tem a brilhante participação da inconfundível guitarra de David Guilmour! Sim, o mago do Pink Floyd executa um solo fantástico, daqueles que dão vida à canção.

Como escreveu Stephen Thomas Erlewine, do AllMusic, “No More Lonely Nights” tem “uma melodia absolutamente adorável de meio-tempo agraciada por um fantástico solo de guitarra de David Gilmour”.

Você pode não gostar, mas é impossível negar o sucesso do single, que chegou ao 6º lugar nos EUA e ao segundo posto no Reino Unido.

Sucesso na música, fracasso no cinema. Depois de “Give My Regards to Broad Street”, Paul nunca mais se empenhou em um projeto de filme.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

Veja o clipe de “No More Lonely Nights”:

Fontes:

- Wikipedia

- allmusic.com