“Mary Poppins” tem prèmiere em Los Angeles

Há 50 anos… dia 27 de agosto de 1964.

“Mary Poppins” tem première em Los Angeles

Sorrisos, flashes, glamour.

Luzes, câmeras, ação!

Uma festa com toda a pompa de Hollywood, com direito a presença de célebres personagens da Disney, como a Branca de Neve e os Sete Anões, o Pateta, o Capitão Gancho, entre outros .

A noite no Grauman’s Chinese Theatre, em Los Angeles, era toda para Walt Disney. Festejado e adulado, chegou a bordo de uma limusine e junto com a mulher, Lilian.

Em segundo plano, estavam Julie Andrews e Dick Van Dyke, protagonistas do filme, mas não da festa.

A expectativa era grande para a première de “Mary Poppins”, novo filme dos estúdios Disney, baseado na bem-sucedida série de livros de P.L. Travers.

Mas, em meio a toda aquele gente, onde estava a criadora da futura babá mais famosa do cinema?

A “mãe” da protagonista do filme que pré-estreava não era bem recebida ali. Acabou assistindo à première, escondida. Arrasada com a “destruição” de sua obra, foi às lágrimas. Odiou tudo e todos. Principalmente, o protagonista da noite.

Essa e outras histórias sobre a polêmica produção de “Mary Poppins” foram contadas em “Saving Mr. Banks”, filme de 2013, com Tom Hanks e Emma Thompson, entre outras figuras conhecidas de Hollywood.

Assinado pelos estúdios do Mickey, o longa-metragem, claro, floreia bem acerca da guerra travada entre Disney e Travers. Puxa a brasa, óbvio, para Walt.

A polêmica em torno da realização não tira em nada o mérito de “Mary Poppins”, que completa 50 anos em 2014 e continua encantando crianças e adultos mundo afora.

Quem já não se pegou cantarolando “A Spoonful of Sugar” ou “Chim Chim Cher-ee”?

Ou não se alegrou com a brincadeira de “Supercalifragilisticexpialidocious”, “a palavra mais longa do mundo”?

Apesar das controvérsias fora do set, “Mary Poppins” fascina pela história, pela brilhante atuação de Julie Andrews – que lhe rendeu o Oscar de 1965 – e pela versatilidade de Dick Van Dyke, um verdadeiro showman ao interpretar mais do que o pé-rapado limpador de chaminé (tente adivinhar quais outros papéis ele faz!).

Dois anos e pouco depois daquela première, Walt Disney faleceria, vítima de câncer no pulmão. Já P.L. Travers morreria em 1996, com eterno desgosto do filme.

Mas essa(s) história(s) fica(m) pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

Vídeo com a festa de lançamento de “Mary Poppins”:

Fontes:

- Wikipedia

- IMDb

- telegraph.co.uk

Palmeiras, 100 anos

26 de agosto de 1914

Palmeiras, 100 anos

POR LUIZ FERNANDO MONCAU*

Cem anos de Palmeiras – Volume II

A página em branco muitas vezes assusta. O que será que preencherá essas linhas? Será um dia de pouca ou muita inspiração? O que será?

Mais assustadora ainda é a página a ser preenchida num dia de tamanha magnitude. São 100 anos de histórias, lutas e glórias. Cem anos de lágrimas derramadas e emoções. Do ódio ao sorriso, do alívio à tensão. Cem anos de amizades que se cultivam sem perceber, de rivalidade, disputas, tragédias e comemorações. Diante de tanto, o que poderia ser uma página em branco, senão algo simples de preencher?

Na verdade, é fácil. Bastaria navegar pelos triunfos e recordar a maior goleada aplicada no rival, no eterno 8×0 de 1933. Ou pelo título Brasileiro de 1994, a única final disputada entre os maiores rivais. Quantas páginas seriam necessárias para descrever o dramático e esperado título Paulista de 93, a derrota por um gol no jogo de ida – com direito a imitação de porco e polêmica – e a volta por cima num sonoro 4×0 cheio de catimba, brigas e expulsões? Em quantos volumes caberia o sentimento que pulsava no peito durante a duríssima disputa nas semifinais da Libertadores de 2000? Como descrever este sentimento e a eliminação do rival pelas mãos de um Santo a bloquear os pés-de-anjo? Como fazer o leitor sentir o que senti, sem fazê-lo entender que 90 minutos podem carregar gerações de memória cultural.

Poderia fazê-lo do jeito simples, e descrever de maneira insossa os fatos de cada uma dessas jornadas. Zinho finalizou de pé direito e a bola tocou a trave antes de entrar. Fácil demais. Um leitor desavisado chegaria a achar exagero ver um palmeirense às lágrimas diante de algo tão corriqueiro.

Não se soubesse que Zinho era canhoto. Nem se soubesse o que cada um de nós passou nos 16 anos anteriores. Não se compreendesse que vestir uma camisa verde não é apenas um ato fútil de busca pelo entretenimento. É muito mais que isso, e a explicação não caberia em infinitas páginas.

Com muitas páginas preenchidas, poderia ignorar as tragédias. As recentes, as antigas, as derrotas doloridas, as viradas inacreditáveis a destruir nossos sonhos. Poderia deixar em branco os capítulos a narrar o coração batendo de raiva e o os dentes rangendo de ódio. Poderia suprimir cada provocação dos rivais, o telefonema provocativo da garota inocente após a mais dolorida derrota e a erupção de uma resposta atravessada (para dizer o mínimo e manter a elegância!). Poderia esquecer cada provocação e insulto após cada doída derrota. Poderia omitir tudo isso. Mas não me esquecerei de nenhum deles, jamais. E prefiro não preencher página alguma sem citar nosso fardo, o peso da derrota e nossos tropeços. Esta nunca seria uma história completa, muito menos digna ou honesta. E nós prezamos muito pela dignidade e honestidade. Vestir uma camisa verde não é apenas um ato fútil de ostentação e glória. É muito mais do que isso. E palavras escritas serão incapazes de explicá-lo.

Poderia agarrar-me ao épico, pois histórias grandiosas e dramáticas não faltam nessas centenárias páginas. Do fim da longa fila às Academias. Das eternas viradas e reviravoltas, seja pelas cabeças de Euller ou de Galeano. Da magia nos pés de tantos jogadores à santidade das mãos de tantos guarda-metas.

Talvez aí esteja parte da identidade verde que nunca se desfaz. Em cada palestrino supõe-se a disposição para a resistência e a reinvenção. Cada coração palmeirense carrega em seu DNA a memória dessa história. Resistência contra a agressão à nossa identidade, reinvenção na mudança de nome. Resistência e reinvenção na camisa azul de Oberdan, em óbvia referência feita à Azzurra naquele fatídico 20 de setembro de 1942, dia em que o “Palestra Itália morreu líder e o Palmeiras nasceu campeão”.

É preciso coragem para resistir. É preciso ousadia para inovar e se reinventar. Não é à toa que o melhor do Palmeiras emerge justamente nas páginas escritas com a maior ousadia. Do Parque Antarctica ao Allianz Parque. Da profissionalização do futebol à primeira experiência de co-gestão com uma empresa privada. Da Arrancada Heroica às Academias.

No dia de hoje, colocamos um ponto final no primeiro centenário de nossa história. Celebramos as lutas e as glórias do passado, as tragédias e as vitórias épicas que nos definem. E diante de nós se apresentam todas as páginas em branco do futuro.

Quem é palestrino não vai se assustar com as incertezas do caminho. Honrar nosso passado é resgatar a ousadia de olhar e andar para frente, juntando todas as forças para resistir qualquer adversidade e escrever o épico.

Parabéns à Sociedade Esportiva Palmeiras e a todos que, como eu, celebram essa história com lágrimas nos olhos. Mas inventar o futuro é nosso destino. E hoje começa o volume II da História do campeão do século passado.

* Luiz Fernando Moncau é palestrino desde 1982. Foi criador do perfil DiretasJáSEP no Facebook e no Twitter, utilizado para pressionar e organizar manifestações pela democratização da política palestrina. Associou-se ao clube em 2004, após a primeira queda, para tentar preencher as páginas em branco dessa linda e centenária história com mais glórias e títulos.

Hino da Sociedade Esportiva Palmeiras:

+MAIS:

- lancenet.com.br

- globoesporte.com

- esporte.uol.com.br

- palmeiras.com.br

Paris é libertada das tropas nazistas

Há 70 anos… dia 25 de agosto de 1944.

Paris é libertada das tropas nazistas

Por que nos deseja esconder a emoção que toma a todos, homens e mulheres, que estão aqui, em casa, em Paris, que se levantou para se libertar e que conseguiu fazer isso com as próprias mãos? 

Não! Não vamos esconder essa emoção profunda e sagrada. Estes são minutos que vão além de nossas vidas pobres. Paris! Paris indignada! Paris quebrada! Paris martirizada! Mas Paris se libertou! Libertada por si só, libertada pelo seu povo, com a ajuda dos exércitos franceses, com o apoio e a ajuda de toda a França, da França que luta, da única França, da França real, da eterna França! 

Emocionado, o general Charles de Gaulle discursou para uma extasiada multidão em frente ao Hôtel de Ville, sede prefeitura.

A comoção geral se explicava. Após mais de quatro anos, Paris estava livre. Livre das tropas nazistas. Livre do domínio de Adolf Hitler.

Hitler que tivera a audácia e a soberba de desfilar pela Cidade Luz logo depois de ocupá-la, em maio/junho de 1940. Posou na Torre Eiffel e no Arco do Triunfo.

Mas a roda da História gira. E De Gaulle sabia disso.

Naquele 25 de agosto, fez questão de proferir emocionante mensagem aos parisienses e desfilar pela cidade em festa, livre.

A batalha pela liberação da capital francesa, no entanto, foi árdua. Durou sete dias e contou com a essencial ajuda das tropas americanas do general Patton, além, claro, das Forças Francesas do Interior, comandadas pelo próprio De Gaulle.

Iniciada com uma greve dos metroviários, policiais e da Força Nacional, em 18 de agosto, terminou com a rendição das tropas nazistas. Hitler apelava para que seus soldados não se rendessem, mas o destino estava escrito.

No dia seguinte, a festa e a esperança coloriram Paris e tomaram conta das ruas, da Champs-Élysées até a Place da la Concorde.

O “Dia da Vitória” é celebrado até hoje não só na capital, mas em toda a França.

Porém, o país se veria totalmente livre dos nazistas somente em 1945.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

Documentário sobre a libertação de Paris:

Fontes:

- Wikipedia

- charles-de-gaulle.org

- life.time.com

- magnumphotos.com

- bbc.com

Getúlio Vargas comete suicídio

Há 60 anos… dia 24 de agosto de 1954.

Getúlio Vargas comete suicídio

“Getúlio estava deitado, com meio corpo para fora da cama. No pijama listrado, em um buraco chamuscado de pólvora um pouco abaixo e à direita do monograma GV, bem à altura do coração, borbulhava uma mancha vermelha de sangue. O revólver Colt calibre 32, com cabo de madrepérola estava caído próximo à sua mão direita”.  

O trecho presente no terceiro volume da série Getúlio, de Lira Neto, descreve a madrugada de 24 de agosto de 1954, quando o então presidente Getúlio Vargas tirou a própria vida “para entrar na história”, como ele próprio garantiu, na famosa carta-testamento.

Horas antes, Getúlio havia sido “deposto” do cargo. Em reunião com ministros no Palácio do Catete, a então a sede do governo federal, no Rio de Janeiro, ficou decidido que GV se afastaria da presidência por três meses. O vice Café Filho assumiria.

Às 8h35 do dia 24, um barulho alto e seco ecoou do quarto de Getúlio. Lutero, o filho, Alzira, a filha, e Darcy, a mulher, correram e encontraram a cena do suicídio.

O “Pai dos Pobres” realizara o último ato político. Historiadores, políticos e analistas dizem que, ao tirar a própria vida, Getúlio adiou o golpe militar em 10 anos. Golpe que estava à espreita há tempos e que se tornou realidade em 31 de março de 1964.

Análises e conjecturas à parte, vale relembrar a carta-testamento, as últimas palavras de Getúlio Vargas, possivelmente a figura mais importante da História política do Brasil:

Mais uma vez, as forças e os interesses contra o povo coordenaram-se e novamente se desencadeiam sobre mim. Não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam, e não me dão o direito de defesa. Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que eu não continue a defender, como sempre defendi, o povo e principalmente os humildes.

Sigo o destino que me é imposto. Depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fiz-me chefe de uma revolução e venci. Iniciei o trabalho de libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive de renunciar. Voltei ao governo nos braços do povo. A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a justiça da revisão do salário mínimo se desencadearam os ódios. Quis criar liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobrás e, mal começa esta a funcionar, a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculada até o desespero. Não querem que o trabalhador seja livre. 

Não querem que o povo seja independente. Assumi o Governo dentro da espiral inflacionária que destruía os valores do trabalho. Os lucros das empresas estrangeiras alcançavam até 500% ao ano. Nas declarações de valores do que importávamos existiam fraudes constatadas de mais de 100 milhões de dólares por ano. Veio a crise do café, valorizou-se o nosso principal produto. Tentamos defender seu preço e a resposta foi uma violenta pressão sobre a nossa economia, a ponto de sermos obrigados a ceder.

Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma pressão constante, incessante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo, renunciando a mim mesmo, para defender o povo, que agora se queda desamparado. Nada mais vos posso dar, a não ser meu sangue. Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida.

Escolho este meio de estar sempre convosco. Quando vos humilharem, sentireis minha alma sofrendo ao vosso lado. Quando a fome bater à vossa porta, sentireis em vosso peito a energia para a luta por vós e vossos filhos. Quando vos vilipendiarem, sentireis no pensamento a força para a reação. Meu sacrifício vos manterá unidos e meu nome será a vossa bandeira de luta. Cada gota de meu sangue será uma chama imortal na vossa consciência e manterá a vibração sagrada para a resistência. Ao ódio respondo com o perdão. 

E aos que pensam que me derrotaram respondo com a minha vitória. Era escravo do povo e hoje me liberto para a vida eterna. Mas esse povo de quem fui escravo não mais será escravo de ninguém. Meu sacrifício ficará para sempre em sua alma e meu sangue será o preço do seu resgate. Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias, a calúnia não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora vos ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na História.

Getúlio Vargas

Veja reportagem da época sobre o suicídio de GV:

E uma ótima reportagem da TV Senado sobre os 60 anos do fato:

Fontes:

- Wikipédia

- ebc.com.br

Rubens Barrichello conquista a 100ª vitória brasileira na F1

Há 5 anos… dia 23 de agosto de 2009. 

Rubens Barrichello conquista a 100ª vitória brasileira na F1

Um marco de uma bonita história que começou com Chico Landi, teve momentos gloriosos com Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna e, apesar dos pesares, permanece viva com Felipe Massa e, quem sabe, com Felipe Nasr.

Exatos cinco anos atrás, o Brasil atingiu a 100ª vitória na maior categoria do automobilismo, a Fórmula 1. Rubens Barrichello tratou de se colocar na história ao vencer o GP da Europa, em Valência, e escrever mais um bonito capítulo dessa rica narrativa.

“Gostaria que um dia como hoje tivesse 72 horas para comemorar”, repetia Rubinho. Mais do que o triunfo centenário do País na F1, era uma vitória depois de cinco anos. A última tinha sido na China, no longínquo ano de 2004, ainda pela Ferrari.

Além do feito histórico e da quebra de jejum, o brasileiro se colocava na briga pelo título da temporada 2009. Após 11 etapas, somava 54 pontos e se colocava na vice-liderança na classificação, atrás do companheiro de Brawn GP, o inglês Jenson Button, com 72. Mark Webber e Sebastian Vettel, da Red Bull, vinham atrás, com 51,5 e 47 pontos, respectivamente. Ao final, Button conquistaria o título.

Disputas à parte, Rubinho levou a melhor no circuito de Valência com a ajuda da McLaren. Na 37ª volta, a escuderia realizou desastroso e desastrado pit stop no carro do então primeiro colocado Lewis Hamilton. O brasileiro assumiu a ponta para não largar mais e, vinte voltas depois, recebeu a bandeirada de vencedor.

Com alegria – e sambadinha, claro! -, Rubinho dedicou o triunfo à Felipe Massa, que assistiu ao GP em casa, em São Paulo. Pouco menos de 1 mês antes, uma mola da Brawn de Rubinho atingiu o capacete de Massa, em uma fatalidade bizarra, mas que poderia ter sido pior.

Depois daquela, o Brasil teria somente mais uma vitória na Fórmula 1, de novo com Rubinho, naquela mesma temporada 2009, no GP de Monza, na Itália.

Triste hiato.

Pra não terminar o post pra baixo, bom recordar como o GP da Europa dá sorte ao Brasil. Além da 100ª vitória e do triunfo na primeira edição da prova, em 1983, com Piquet, como esquecer da extraordinária performance de Senna em Donington Park, em 1993?

Mas essa(s) história(s) fica(m) pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

Matéria do Esporte Espetacular sobre a 100ª vitória do Brasil na F1:

Fontes:

- Wikipedia

- Acervo Estadão

- esporte.ig.com.br

Mats Wilander, 50 anos

22 de agosto de 1964

Mats Wilander, 50 anos

“Esportista da mais alta categoria, Wilander teve sucesso com classe e dignidade incomuns”.

O site do International Tennis Hall of Fame não poupa elogios a seu ilustre membro, condecorado em 2002. Em curta biografia, além da classe e dignidade, exalta o temperamento exemplar, a técnica e a graça dentro de quadra, mesmo em momentos de pressão.

E, claro, reforça os atributos técnicos. “Um tenista com golpes de fundo implacáveis ​​e extraordinária perspicácia e estratégia de defesa”.

Mats Wilander merece. Em mais de 15 anos de carreira no tênis profissional, venceu com categoria, espírito esportivo e talento.

“Conheci o Mats no Orange Bowl, aos 13 anos. Nos enfrentamos na primeira rodada. No meio do jogo, a raquete dele quebrou e, como ele não tinha outra, pegou uma emprestada de mim. Acabou vencendo e depois foi campeão”, relembra Dácio Campos, comentarista de tênis do SporTV.

Três anos depois, em 1979, o sueco nascido Växjö despertaria a atenção do circuito ao conquistar Roland Garros, Europeu e novamente Orange Bowl na categoria sub-16, além do Europeu sub-18.

Em 1980, Mats Wilander estreou no circuito profissional. Mas o mundo do tênis o conheceria, de fato, em 1982.

Com apenas 17 anos, conquistou o primeiro de seus sete Grand Slams.

Foi no saibro de Roland Garros. Façanha maiúscula, com direito a vitórias sobre os principais nomes do momento, entre os quais verdadeiras lendas, como o argentino Guillermo Vilas, na grande decisão: 3 sets a 1, com parciais de 1–6, 7–6(8-6), 6–0, 6–4, em 4 horas e 42 minutos.

Antes, Wilander derrubara Ivan Lendl (2º cabeça-de-chave) nas oitavas de final, Vitas Gerulaitis (5º) nas quartas e José Luis Clerc (4º) na semi.

Aliás, no jogo que dava vaga à grande decisão, o jovem sueco teve atitude incrivelmente madura e espirituosa ao pedir replay de um lance. Não queria vencer com um veredito questionável do juiz. Saiu da França com a taça e com o prêmio Pierre de Coubertin World Fair Play.

A conquista de Roland Garros inauguraria uma carreira vitoriosa. Wilander venceu mais duas vezes no saibro francês (1985 e 1988), levou o Australian Open em 1983, 1984 e 1988 e ainda o US Open em 1988, em final antológica contra um já veterano Ivan Lendl. Teve ainda três conquistas de Copa Davis (1984, 1985 e 1987).

Naquele jogo contra o Lendl, ele deu 1200 slices, golpe que não costumava fazer!”, relembra Dácio sobre o hoje grande amigo e inspiração como comentarista.

Hoje, Wilander comenta e bloga pelo Eurosport, da Inglaterra, mas já chegou a ser treinador de Marat Safin, Tatiana Golovin e Paul-Henri Mathieu, além de capitão da Suécia na Davis.

Continua batendo sua bolinha por aí. Com classe e dignidade.

A final do US Open de 1988, entre Wilander e Lendl:

Fontes:

- Wikipedia

- tennisfame.com

Parque do Ibirapuera é inaugurado em São Paulo

Há 60 anos… dia 21 de agosto de 1954.

Parque do Ibirapuera é inaugurado em São Paulo

Um oásis verde e sereno em meio ao caos da selva de pedra, barulho, cimento, fios, estresse, postes e concreto.

Cada vez mais cartão-postal de São Paulo e do Brasil e mais pop do que nunca, o Parque do Ibirapuera completa 60 anos neste 21 de agosto. Para se ter ideia da popularidade do querido Ibira – ou praia de “paulixta”, como brincam os cariocas! –, é o local com mais check-ins do País, segundo o Facebook. É bacana mostrar pra todo mundo que você está lá.

De fato, desde a inauguração, o parque atrai cada vez mais gente. Todo mês, 1,2 milhão de pessoas passam pelo Ibirapuera. Passear, correr, pedalar, namorar, fazer piquenique, brincar, comer, conversar, empinar pipa, jogar bola, basquete, vôlei, levar o cachorro… Espaço é o que não falta. São 1.584 milhão de m2 de área!

A ideia de se fazer um parque cravado no meio da metrópole surgiu no final da década de 1920. O então prefeito Pires do Rio queria criar em São Paulo algo semelhante ao Hyde Park, de Londres, ou ao Central Park, de Nova York.

Uma área conhecida como Ibirapuera, que abrigava antiga aldeia indígena, parecia perfeita para o projeto. Havia um porém. Tratava-se de uma região alagadiça. Os índios, aliás, a batizaram, sabiamente, de Ibirapuera, que, em tupi, significa árvore podre.

Assim, o sonho foi abandonado. Não por Manuel Lopes de Oliveira. Funcionário da prefeitura, ele começou a plantar árvores de diferentes tipos na área, em especial eucaliptos, com o objetivo de drenar a água. Sabe o Viveiro Manequinho Lopes? Pois é. Ele mesmo.

Anos se passaram até que o projeto fosse retomado. Finalmente, em 1951, o governador Lucas Nogueira Garcez formou uma comissão com representantes dos poderes públicos e membros da iniciativa privada para tirar o plano do papel. O objetivo era tornar a abertura do parque o marco das celebrações dos 400 anos de São Paulo, o famoso IV Centenário.

Oscar Niemeyer encarregou-se do projeto arquitetônico, enquanto Roberto Burle Marx ficou com o plano paisagístico, que acabou abortado em privilégio de Otávio Augusto Teixeira Mendes, engenheiro agrônomo.

O atraso nas obras fez com que a inauguração fosse adiada em sete meses.

“Realizou-se ontem, às 11 horas, solenemente, com a presença de autoridades civis, militares e eclesiásticas, estaduais e municipais, a inauguração da Exposição do IV Centenário da Fundação da cidade de São Paulo, no Parque do Ibirapuera”, relatou o Estadão na edição de 22 de agosto de 1954.

Abriam-se os portões do Ibira.

Hoje, o sessentão segue bonito, imponente e fundamental para São Paulo.

Que venham mais sessenta!

Veja fantástico vídeo com imagens de 1954:

Fontes:

- Wikipédia

- Acervo Estadão

- parqueibirapuera.org

- folha.uol.com.br