Primeiro jogo da Liga dos Campeões é realizado em Portugal

Há 60 anos… dia 4 de setembro de 1955.

Primeiro jogo da Liga dos Campeões é realizado

Seis décadas atrás, Sporting Lisboa e Partizan entraram para os anais do futebol como protagonistas do primeiro jogo da competição que se tornaria a maior do planeta. Portugueses e iugoslavos fizeram a partida inaugural da então Taça dos Campeões Europeus, hoje a renomada e internacional Liga dos Campeões, a Champions League.

“Meio século passado e muito mudou entre essa estreante taça europeia e a actual reluzente, multimilionária, com uma cobertura televisiva global, Liga dos Campeões”, lembrou o jornal português Público, por ocasião dos 50 anos do duelo, em 2005.

E foi um confronto e tanto no estádio Nacional, ó pá! Um encontro de seis golos, empate emocionante em 3 a 3, diante de uma plateia de 30 mil torcedores.

O atacante João Martins anotou o primeiro tento da História da Champions, aos 14 minutos. Milos Milutinovic decretou o vira para o Partizan, aos 45 e aos 5 da etapa final. Quim, aos 20, Bobek, aos 28, e novamente João Martins, aos 33, deram números finais ao jogo.

Um jogaço esperado, de certa forma. De um lado, os Leões de Lisboa tinham vencido nada mais nada menos que 7 títulos em oito disputas nacionais – de 1947 a 1954. Do outro, se não era um campeão, o Partizan nutria respeito local e da Europa. Tanto que, apesar do quinto lugar no torneio nacional de 1954-1955, acabou convidado para a disputa continental. Era uma equipe talentosa, com vários jogadores da seleção iugoslava.

Depois da eletrizante igualdade em Portugal, o alvinegro de Belgrado teve vitória categórica na partida de volta. Em 12 de outubro, aplicou inapelável 5 a 2 no Sporting, com quatro gols de Milutinovic.

Em junho de 1966, o Real Madrid se consagraria o primeiro campeão do torneio, após vitória de 4 a 3 sobre o Reims. A primeira de uma sequência de 5 taças europeias.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

Imagens de Sporting Lisboa 3 x 3 Partizan:

Fontes e +MAIS:

publico.pt

– rsssf.com

sportingcanal.com

Nino Farina é o primeiro campeão da Fórmula 1

Há 65 anos… dia 3 de setembro de 1950.

Nino Farina é o primeiro campeão da Fórmula 1

POR FRED SABINO*

Até 1950, os Grand Prix reuniam os melhores pilotos do automobilismo internacional, mas não havia um campeonato que coroasse o melhor competidor de cada temporada. Foi então que a Federação Internacional de Automobilismo (FIA), inspirada no Mundial de Motovelocidade, criado dois anos antes, promoveu o primeiro Campeonato Mundial de Fórmula 1.

E há exatos 65 anos, a F1 conhecia seu primeiro campeão: Giuseppe Nino Farina, italiano, 43 anos, faturava o título com a vitória no Grande Prêmio da Itália, em Monza. Mas não foi uma conquista fácil.

Depois de dois meses de intervalo desde a etapa anterior, na França, Farina chegava a Monza apenas como terceiro na tabela, com 22 pontos, quatro a menos do que o líder, o argentino Juan Manuel Fangio, e dois a menos do que o vice-líder, o italiano Luigi Fagioli – os três pilotavam a feroz Alfa Romeo 158. No primeiro Mundial, apenas os cinco primeiros pontuavam (8-6-4-3-2) e o autor da melhor volta ganhava um ponto extra.

Os maiores adversários da trinca da Alfa prometiam ser os italianos Alberto Ascari e Dorino Serafini, que teriam à disposição a Ferrari 375, com motor de 4,5 litros, novinha em folha. Mas estes não tinham chances de título, já que até então a Ferrari ainda não havia ameaçado a Alfa.

Em 1950, Monza já era imponente e tinha 6.300 metros em vez dos 5.800 atuais. Isso porque ainda não existia a Curva Parabolica e a reta oposta era mais extensa, com a ligação à reta principal sendo feita por duas curvas para a direita de raio bem mais curto. Além disso, ainda não existiam as chicanes Retifilio, Roggia e Ascari. Ou seja, era praticamente pé embaixo a volta toda.

Nos treinos, Fangio conquistou a pole position com o tempo de 1m53s2, numa impressionante média de 200,353 km/h, um valor absurdo para a época – para que se tenha ideia, no ano passado Hamilton foi pole com uma média de 247,950 km/h.

Farina foi o terceiro, atrás de Ascari, mas, como o grid era formado com quatro carros nas filas ímpares e três nas pares, na prática ele largaria lado a lado com Fangio. A corrida teria incríveis 80 voltas e 504 km, muito mais do que os 310 km atuais de uma corrida. Seria, portanto, um teste para a resistência dos carros.

A largada viu Farina assumir a ponta, seguido de perto por Ascari e Fangio, na primeira vez em que uma Ferrari realmente brigava pela liderança. Mas logo as exigências da veloz pista de Monza fariam suas vítimas: Ascari parou na 21ª volta, com superaquecimento no motor, enquanto o câmbio da Alfa de Fangio abriu o bico duas passagens depois, quando o argentino era o segundo e marcava os pontos para ser campeão.

Farina, então, ficou folgado na primeira posição, enquanto Ascari pulou para o carro do companheiro de equipe Piero Taruffi e depois para o de Dorino Serafini – na época, era permitido pelo regulamento um piloto assumir carro de outro competidor da equipe e dividir os pontos entre eles.

Controlando a vantagem com perícia e sem desgastar o carro, Farina manteve sempre mais de um minuto de vantagem sobre a dupla Ascari/Serafini. O italiano da Alfa completou as 80 voltas com 2h51m17s4 para celebrar o título com 30 pontos, três a mais do que Fangio, que só marcou um pontinho pela melhor volta.

Primeiro de 32 campeões mundiais, Giuseppe Farina curiosamente seria o único piloto na história a conquistar o título em casa. Depois de vencer três provas em 1950 (incluindo a primeira da História da F1 na Inglaterra), o italiano só ganharia mais duas provas na carreira e obteria um vice em 1952. Farina deixou a Fórmula 1 no fim de 1955 e morreu em 1966, em um acidente de estrada na França.

Mas Giuseppe Farina segue eternizado como o primeiro campeão da História da mais importante categoria do automobilismo. Há exatos 65 anos.

* Fred Sabino, 34 anos, é jornalista esportivo. Trabalhou por dez anos no Grupo LANCE!, onde foi repórter, editor do LANCENET! e editor do núcleo Motor do Diário LANCE!. Desde 2012 está no SporTV, no qual trabalhou no programa “Linha de Chegada” e no Núcleo de Produção; agora é editor no “Tá na Área” e comentarista do canal.

Filme sobre o GP da Itália de 1950 (em italiano):

Fontes e +MAIS:

Wikipedia

Wikipédia

– grandprix.com

– enciclopediaf1.com.br

Dead Kennedys lança álbum de estreia

Há 35 anos… dia 2 de setembro de 1980.

Dead Kennedys lança álbum de estreia

POR BRUNO FIUZA*

No final da década de 1970, o governador Jerry Brown, da Califórnia, era uma estrela em ascensão no Partido Democrata dos Estados Unidos. Identificado com a causa ambientalista e com a luta pelos direitos civis dos homossexuais, era a encarnação do político que havia abraçado algumas das bandeiras progressistas vindas das lutas sociais dos anos 1960. Um belo dia, no entanto, foi surpreendido por “California Über Alles”, música que o apontava como o próximo Führer. Aquele era o cartão de visitas do Dead Kennedys, a banda punk que entraria para a História como a cronista do colapso do sonho americano.

O grupo formado na cidade de São Francisco, em 1978, por Jello Biafra, East Bay Ray, Klaus Flouride e Bruce Slesinger, trazia a marca da distopia no próprio nome: os quatro haviam testemunhado a transformação dos sonhos dos anos 1960 em frustração e cinismo ao longo dos anos 1970, e, por isso, decidiram batizar a banda com uma referência aos símbolos mais poderosos do fim do sonho americano – os cadáveres de John e Robert Kennedy, os irmãos políticos assassinados pelas forças mais retrógradas dos Estados Unidos.

A crítica dos Dead Kennedys a Jerry Brown era a expressão da descrença e da desesperança de toda uma geração que via seus antigos ideais de luta transformados em slogans para vender produtos ou eleger políticos. Em 1979, o governador da Califórnia se preparava para disputar a indicação do Partido Democrata para concorrer à presidência no ano seguinte, apoiado em um discurso progressista que misturava a defesa do meio ambiente a uma proposta de “economia budista”. Diante dessa plataforma, Jello Biafra, o letrista dos Dead Kennedys, usou toda a sua fina ironia para fazer de Brown um símbolo da degeneração do movimento hippie, retratando-o como um líder “zen fascista” que mataria seus opositores em câmaras de gás venenoso, porém orgânico.

“California Über Alles” representa, em muitos sentidos, o início da segunda geração do punk nos Estados Unidos. O estilo musical nasceu no país em meados da década de 1970, mas em Nova York, pelas mãos de bandas como Ramones e New York Dolls. Foram elas as responsáveis por revitalizar o rock’n’roll com uma injeção de adrenalina em um momento em que as bandas dos anos 1960 se tornavam vacas sagradas do mainstream cultural. Esses primeiros punks americanos voltaram às origens subversivas do rock para criar um som cru, rápido e sujo.

O punk, no entanto, teria que cruzar o Atlântico para se tornar um fenômeno não só musical, mas também social e político. Foi com o surgimento das primeiras bandas inglesas, como Sex Pistols e The Clash, por volta de 1977, que o punk se tornou um movimento juvenil de contestação mais amplo. Com suas atitudes e discursos agressivos, chocantes e destrutivos, os Pistols fizeram do punk uma ameaça à moral e aos bons costumes. Já o Clash transformou aquele novo estilo musical em um veículo para poderosas mensagens políticas e de contestação social.

Apesar da intensidade dessa primeira geração, no final dos anos 1970 a maioria das bandas pioneiras havia acabado, como New York Dolls e Sex Pistols, ou se tornado, elas próprias, estrelas do show business contratadas por grandes gravadoras, como Ramones e The Clash. Foi nesse contexto que, em 1978, quatro garotos se juntaram para retomar o lado feio, sujo e subversivo do punk em um lugar improvável: a ensolarada Califórnia – mais especificamente em São Francisco, berço do agora degenerado movimento hippie.

O Dead Kennedys surge do encontro dessas duas vertentes da contracultura: para criticar a hipocrisia dos antigos hippies que se transformavam nos novos yuppies, eles recuperaram os vários elementos das bandas punks anteriores e levaram esse legado às últimas consequências. Se cada grupo tinha dado sua contribuição para o desenvolvimento do punk, o DK reuniu tudo isso e levou a um novo patamar: eram rápidos, sujos, barulhentos, agressivos, chocantes, politicamente radicais e muito, muito criativos.

Foi esse coquetel explosivo que deu origem ao mais completo disco punk de todos os tempos: Fresh Fruit for Rotting Vegetables, álbum de estreia do Dead Kennedys, lançado há exatos 35 anos, no dia 2 de setembro de 1980. Além de ser muito mais criativo do que a maioria dos discos punks da época, Fresh Fruit é um retrato brutal do clima político e social que vigorava nos Estados Unidos e no mundo no início da lamentável década de 1980.

O disco já começa com “Kill the Poor”, música que denuncia a insensibilidade de uma elite que, em meio à crise econômica mundial, brinda à eficiência e ao progresso agora que a bomba de nêutrons permite matar os pobres sem causar dano à propriedade. O lado A do então vinil termina com “Chemical Warfare”, que brinca de teatro do absurdo com a paranoia da guerra química e nuclear, ao descrever a aventura de um homem que rouba gás mostarda de uma base militar americana e joga a substância em uma reunião de elite em um clube de golfe.

O lado B começa com “California Über Alles” e segue de maneira frenética até chegar, na penúltima música, ao segundo maior clássico do Dead Kennedys, “Holiday in Cambodia”. Tocada em clima de filme de terror, a música é uma paródia tanto dos yuppies que começavam a despontar na época, quanto do terrível regime do Khmer Vermelho no Camboja. Na letra, Jello Biafra convida os playboys americanos a passar férias nos campos de trabalho forçado montados pelo governo de Pol Pot, para aprenderem o que é bom para a tosse.

O disco termina com uma estranha versão de “Viva Las Vegas”, de Elvis Presley – tributo a um tempo em que os Kennedys ainda eram vivos e em que o sonho americano se insinuava na pélvis de Elvis.

* Bruno Fiuza é jornalista e historiador. Foi editor da revista História Viva e atualmente desenvolve projeto de pesquisa sobre os movimentos antiglobalização no programa de pós-graduação em História Econômica da Universidade de São Paulo.

Ouça Fresh Fruit for Rotting Vegetables:

Fontes e +MAIS:

Wikipedia

allmusic.com

bbc.co.uk

– thequietus.com

Morre Luís XIV, o Rei Sol

Há 300 anos… dia 1º de setembro de 1715.

Morre Luís XIV, o Rei Sol

POR NETA MELLO*

No século XVII, vigorava na Europa o chamado sistema absolutista.

Monarquias como Espanha, Inglaterra e França, reorganizadas num mundo que havia mudado com a “descoberta” da América e todas as riquezas provenientes das grandes navegações, precisavam de um governo centralizado e forte.

Conhecido como Rei Sol, o rei da França, Luís XIV nasceu no dia 5 de setembro de 1638 e morreu no famoso Palácio de Versalhes, construído em seu reinado, no dia 1o de setembro de 1715.

Ao contrário do pai, que governou com o apoio de um primeiro-ministro, o cardeal Mazarin, Luís decidiu controlar o país como monarca absoluto.

Mazarin, o padrinho, foi uma espécie de tutor do menino Luís, após a morte do pai. O pupilo se mostrou um ótimo aluno. Tomou gosto pela arte, pela guerra e questões militares, pela política e diplomacia.

Sob a regência da mãe, foi declarado rei aos cinco anos. Governou a França por mais de cinquenta.

A ele é atribuída a frase: “O Estado sou eu”. Se não proferiu a frase, pelo menos levou a sério a máxima absolutista do poder divino dos reis. Ninguém podia contrariá-lo. Sua palavra era sempre uma ordem. Deus lhe havia conferido o poder.

Casou-se com a filha do rei da Espanha, Felipe IV, Maria Teresa d’Áustria. Gostava de luxo, riqueza, do palácio sempre com a entourage da corte. De preferência, lindas mulheres! Amava dançar. Para satisfazer seus caprichos, mandou construir o palácio distante 16 km de Paris.

Durante seu governo, a França teve o exército mais bem treinado da Europa. Entrou em lutas para controlar as fronteiras, invadiu parte dos Países Baixos (atuais Holanda e Bélgica), que pertenciam a Espanha e contra a Áustria.

Colocou em prática o sistema mercantilista, com a ajuda do ministro Colbert. Manufaturas se desenvolveram. As exportações foram incentivadas segundo o princípio da manutenção de uma balança de comércio favorável. Comprar menos e vender mais. A construção do palácio de Versalhes e o luxo da nobreza eram um problema para Colbert. O povo que pagasse mais impostos!

O Rei Sol colocou em prática um grandioso mecenato cultural. Criou a Academia de Ciências, a Academia de Pintura e Escultura, a Academia de Arquitetura, mandou construir o Observatório, as praças da Vitória e Vendôme, em Paris, além da colunata do Louvre. Os escritores-dramaturgos Racine e Molière foram patrocinados pelo Estado francês.

A história de Luís XIV, seus feitos, guerras, amantes e morte trágica de uma gangrena na perna ultrapassa as fronteiras da França. O Rei Sol ofuscou a luz de seus herdeiros e deixou um país endividado, um povo revoltado pelos impostos, uma nobreza vivendo às custas do Estado. Seu neto enfrentaria a fúria da guilhotina…

* Neta Mello, 60 anos, é historiadora e escritora. Tem quatro livros publicados e escreve no Blog da Neta.

Filme de Roberto Rossellini sobre Luís XIV:

Fontes e +MAIS:

Wikipédia

Wikipedia

– educacao.uol.com.br

– biography.com

history.com

bbc.co.uk

Jornal do Brasil tem última edição impressa

Há 5 anos… dia 31 de agosto de 2010.

Jornal do Brasil tem última edição impressa

O Brasil era uma República recém-nascida quando surgiu o Jornal do Brasil, em 1891, no Rio de Janeiro.

Fundado por Rodolfo Dantas, tinha posições francamente monarquistas. Não escondia que queria a volta do regime. Quando Dom Pedro II morreu, em dezembro daquele ano, o diário foi atacado (“empastelado”, como se dizia na época) por causa da tarja preta de luto presente na edição.

Joaquim Nabuco e Rui Barbosa faziam parte do ilustre quadro de autores do jornal. Eça de Queirós era um dos correspondentes estrangeiros. O Barão de Rio Branco tinha duas famosas colunas: Cartas de França e Efemérides (!). Entre 1893 e 1894, o JB chegou a ser fechado.

Retornou republicano e entrou no século XX mais moderno. A sede foi para um dos primeiros arranha-céus do Rio, na Avenida Central – hoje Avenida Rio Branco. Ganhou notoriedade no final da década de 1950, quando passou por uma reforma gráfica revolucionária, sob o comando de Amílcar de Castro.

Foi o principal jornal do País por muito tempo. Contou com nomes de grande expressão, como Armando Nogueira, Janio de Freitas, Zózimo Barroso do Amaral, além de escritores e intelectuais, como Ferreira Gullar, Manuel Bandeira, Clarice Lispector, Carlos Drummond de Andrade.

Mas chegou ao século XXI capenga, a exemplo de seus pares.

Há cinco anos, circulou a sua última edição impressa. Quase 119 anos após sua fundação, virou digital, “O Primeiro jornal 100% digital do País!“, segundo o slogan criado para esconder, de certa forma, o triste fim de um gigante da imprensa brasileira.

Hoje, o Jornal do Brasil só existe na tela.

Infeliz e certamente, hei de escrever outros “obituários” dos grandes jornais da História do Brasil.

Mas essa(s) – triste(s) – história(s) fica(m) pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

Obs.: A foto é a capa da última edição impressa.

Matéria da ESPN Brasil sobre o JB:

Fontes e +MAIS:

Wikipédia

Acervo Folha

 – estadao.com.br

– observatoriodaimprensa.com.br

Bob Dylan lança Highway 61 Revisited, seu 6º album

Há 50 anos… dia 30 de agosto de 1965.

Bob Dylan lança Highway 61 Revisited, seu 6º album

O escritor britânico Michael Gray disse que “os anos 1960, em grande medida, só começaram com esse álbum”.

A Rolling Stone o colocou em 4º lugar entre os 500 Maiores Álbuns de Todos os Tempos. “É um dos discos que mudaram tudo”, decretou a revista.

“É incrivelmente bom… Como pode uma mente humana criar isso?”, perguntou Phil Ochs, cantor de folk.

Pelas sentenças acima, dá pra ter uma vaga noção da obra-prima que Mr. Zimmerman concebeu, né?

Com a genialidade que só ele tem, Bob Dylan criou um road album.

A sua própria Highway 61, a extensa estrada americana que liga o lugar onde ele nasceu – Duluth, Minnesota – até as principais cidades do sul, famosas pela gigantesca herança musical, como St. Louis, Memphis, New Orleans, além da região do delta do Rio Mississippi, berço do blues antigo.

“Just take everything down to Highway 61”, ele canta, na faixa-título, a sétima das nove do álbum, que abre com nada mais nada menos que “Like a Rolling Stone”, dispensável de qualquer apresentação ou comentário. E fecha com a crônica “Desolation Row”, uma jornada musical acústica e surreal de 11 minutos. De certa forma, um ponto final momentâneo no folk de Dylan.

Porque se em Bringing It All Back Home, ele tateou com um pé o terreno do rock, em Highway 61 Revisited firmou corpo e alma. É, também, um trabalho de banda, com notáveis performances dos músicos em vários momentos, como o órgão ímpar de Al Kooper em “Like a Rolling Stone”.

“Com Highway 61 Revisited, ele provou que o rock & roll não precisa ser colegial e dócil para ser literato, poético e complexo.”

É isso. Com a frase de Stephen Thomas Erlewine, do allmusic.com, fico por aqui e embarco nessa highway do gênio Dylan. Sugiro que faça o mesmo!

Em maio de 1966, ele completaria a trinca dos álbuns de rock, com Blonde on Blonde, outro discaço.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

“Ballad of a Thin Man”, no vinil:

Fontes e +MAIS:

– Wikipedia

Wikipédia

bobdylan.com

rollingstone.com

allmusic.com

ultimateclassicrock.com

Furacão Katrina provoca destruição em New Orleans

Há 10 anos… dia 29 de agosto de 2005.

Furacão Katrina provoca destruição em New Orleans

Há exatos 10 anos, um dos 5 mais destrutivos furacões atingiu os Estados Unidos.

O Katrina provocou enorme devastação principalmente em New Orleans, onde fez a maioria das quase 2 mil vítimas, na mais letal tempestade desde Okeechobee, em 1928. Cerca de 80% da cidade ficou submergida e mais de 100 mil pessoas tiveram as casas destruídas, em imagens tristes e marcantes.

O ciclone tropical nasceu nas Bahamas em 23 de agosto, data em que o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos emitiu o primeiro alerta informando sobre a formação. No dia 25, se aproximou da Flórida, perdendo muita força ao se encontrar com o continente, no dia seguinte.

Em 27 de agosto, o Katrina evoluiu para a categoria 3, depois 4, no dia seguinte, e, finalmente para a categoria 5, em 29 de agosto, quando atingiu os estados do Mississippi, Louisiana e Alabama.

Antes de se aproximar de New Orleans, Ray Nagin, prefeito da cidade chegou a decretar uma evacuação imediata e obrigatória, mas cerca de 150 mil pessoas não conseguiram ou não puderam deixar suas casas. Para elas, o Katrina foi impiedoso.

Imagens com gente em cima dos telhados rodaram o mundo e provocaram comoção. O resgate e a ajuda do governo foram lentos e insuficientes, principalmente nas regiões mais pobres de New Orleans.

Hoje, uma década depois, a cidade se recupera bem do desastre, apesar das inevitáveis cicatrizes.

Dados oficiais dão conta de que o Katrina atingiu uma área de cerca de 233 mil km² do território americano, quase o equivalente ao Reino Unido.

Três anos depois, os Estados Unidos seriam novamente castigados por um ciclone tropical, mas nada comparável ao Katrina. O furacão Ike deixou cerca de 200 vítimas.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

Programa de TV sobre o Katrina:

Fontes e +MAIS:

history.com

Acervo Estadão

Wikipedia

Wikipédia

– cnn.com

vox.com

nbcnews.com

– ultimosegundo.ig.com.br

g1.globo.com