Pac-Man é lançado no Japão

Há 35 anos… dia 22 de maio de 1980.

Pac-Man é lançado no Japão

 POR FLAVIO MELLO*

“If Pac-Man had affected us as kids, we’d all be running around in dark rooms, munching pills and listening to repetitive electronic music.” – Marcus Brigstocke.

“Se Pac-Man tivesse nos influenciado quando crianças, hoje em dia todos nós estaríamos nos reunindo em ambientes escuros, tomando pílulas e escutando música eletrônica.”

Você provavelmente já escutou essa piada contada de uma forma ou outra e até atribuída a diferentes pessoas. O impressionante é que, mesmo quem jamais passou perto de um videogame, sabe dizer a qual jogo o humorista se refere.

Pac-Man!

Após trabalhar em outros jogos da Namco, em 1979, Toru Iwatani decidiu fazer um jogo que não fosse violento e que cativasse o público feminino. Com uma equipe de outras 9 pessoas, Iwatani criou o icônico Pac-Man.

“Naquela época, se você se lembrar, tinham muitos jogos relacionados a matar criaturas espaciais. Eu estava interessado em desenvolver um jogo para o público feminino. Em vez de criar a personagem primeiro, eu parti do conceito de comer e me concentrei na palavra ‘taberu’, que significa ‘comer’ em japonês”, disse o criador.

O jogo levou pouco mais de um ano para ser produzido e foi lançado em 22 de maio de 1980 no Japão, com o nome original Puck-Man. Quando se preparavam para o mercado americano, os executivos da Namco, com medo de vândalos alterarem o ‘P’ por um ‘F’, acharam melhor alterar o nome para Pac-Man. Em outubro do mesmo ano, a Bally/Midway passou a comercializar o recém-batizado game nos EUA. Em ambos os mercados, o jogo se tornou um hit imediato. Seu sucesso foi tão grande que transcendeu o nicho de videogames e se tornou a referência cultural que é hoje.

Não é exagero dizer que Pac-Man é um dos grandes responsáveis pela disseminação dos videogames ao público geral. Na época em que foi criado, o mercado de videogames, apesar de lucrativo, ainda era muito jovem. O Atari ainda estava sendo disseminado pelas casas norte-americanas. Os fliperamas já tinham certa popularidade e contavam com alguns hits, como Pong ou Space Invaders, mas nada perto do fenômeno que o Pac-Man causou.

Uma curiosidade é que a sua mais famosa continuação, o Ms. Pac-Man, não foi criado pela Namco, e sim por um grupo de alunos de faculdade. O jogo nada mais é que um “hack” feito em cima das máquinas originais de Pac-Man. O grupo entrou em contato com a Midway para obter permissão legal, uma vez que já haviam enfrentado uma batalha judicial com a Atari sobre o mesmo tipo de prática em outras máquinas. Só nos EUA foram vendidas 100 mil unidades de Pac-Man e 115 mil unidades de Ms. Pac-Man. Até hoje, estes são os únicos fliperamas que alcançaram a marca de 100 mil unidades vendidas no mercado americano.

Desde o seu lançamento, Pac-Man já apareceu em mais de 20 consoles diferentes. Isso só contando o jogo em sua forma original. Se passarmos a contar aparições em jogos relacionados ou compilações, o número passa facilmente dos 50. Virtualmente, qualquer mídia interativa tem uma forma do jogo. Do clássico fliperama, passando pelos consoles Nintendo, Game Boy, até os modernos iOS. No aniversário de 30 anos, o Google mudou o seu logo para uma versão do jogo e para o 1º de abril deste ano, o Google Maps habilitou uma função que deixava o usuário jogar Pac-Man em qualquer mapa do mundo. Tem até para calculadora!

Da mesma forma que o jogo ajudou a catapultar o mercado de videogames, Pac-Man também está fortemente relacionado a um momento negro da indústria. Em 1983, o mercado quase entrou em colapso com o desenvolvimento desenfreado de jogos de baixa qualidade. A versão de Pac-Man para Atari 2600, muito inferior à dos árcades, é sempre apontada como exemplo.

Mas esta história fica para outro dia… Porque todo dia é histórico.

* Flavio Mello tem 26 anos, joga videogames desde que se conhece por gente, e não tem a menor dúvida de que deveriam ser considerados “Arte”.

Vídeo do canal Mega Curioso sobre Pac-Man:

Fontes e +MAIS:

pacman.com

Livro The Ultimate History of Video Games, de Steven L. Kent

Wikipedia

wired.com

time.com

– todayifoundout.com

Chuck Berry grava “Maybellene”

Há 60 anos… dia 21 de maio de 1955.

Chuck Berry grava “Maybellene”

John Lennon disse, certa vez, que se fosse para dar um outro nome ao rock and roll, este seria Chuck Berry.

You’re bloody well right, John.

Charles Edward Anderson Berry é um dos founding fathers do bom e velho.

Há exatos 60 anos, ele começava a pavimentar sua extraordinária estrada na História da música.

Alguns anos antes de o primo, Marvin, lhe telefonar pra indicar aquele novo som que ele procurava – “Listen to this!” -, Chuck gravou o que se tornaria seu primeiro sucesso.

Para ele próprio, um country, não um rock. “‘Maybellene’ era muito mais uma canção country, com letra country. Talvez um pouco mais rápido, mas basicamente um country”.

Quem sou eu pra discordar…!

Na verdade, a inspiração de “Maybellene” é, de fato, uma música country bem tradicional chamada “Ida Red”, sucesso de Bob Wills & The Texas Playboys. Chuck Berry dizia que a música era perfeita para tocar em clubes misturados, lugares com brancos e negros – “salt and pepper clubs”, brincava.

Quando veio para Chicago pelas mãos de Muddy Waters, Chuck mostrou sua versão de “Ida Red” – rebatizada “Ida Mae” – para Leonard Chess, o dono da Chess Records. Entre as músicas apresentadas, foi exatamente a que o chefão da gravadora gostou mais. No entanto, antes de gravar, Chess pediu para Chuck mudar o nome e a letra, a fim de evitar problemas de direitos autorais e afins.

Chuck transformou “Ida Red” em “Maybellene”, uma canção sobre uma mulher, com temperos de carros velozes e testosterona, perfeitos para os jovens dos mid-50’s. A gravadora concedeu coautoria da música para o DJ Alan Freed, com o objetivo de divulgar o trabalho. O popular jabá, algo muito comum na época e que sobrevive até hoje, tempos de MP3.

A adaptação se mostrou osso duro de roer na hora da gravação. Foram 36 takes até o nascimento de “Maybellene”. Chuck e os parceiros Johnnie Johnson (piano), Willie Dixon (baixo) e Eddie Hardy (batreria) suaram para finalizar a música.

Valeu a pena: “Maybellene” chegou ao #5 das paradas de rock da Billboard e ao primeiro lugar de R&B e fez Chuck Berry decolar.

Na esteira de sua estreia, ele lançaria outros singles de sucesso, como “Roll Over Beethoven”, “Rock and Roll Music”, “Sweet Little Sixteen” e “Johnny B. Goode”.

Mas essa(s) história(s) fica(m) pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

“Maybellene” no vinil!:

Fontes:

Wikipedia

songfacts.com

history.com

Primeiro atlas moderno é publicado na Europa

Há 445 anos… dia 20 de maio de 1570.

Primeiro atlas moderno é publicado na Europa

“Teatro do Globo Terrestre”.

Em latim, Theatrum Orbis Terrarum.

Considerado pela cartografia como o primeiro atlas moderno, foi publicado há 445 anos, na Antuérpia, hoje Bélgica, cidade onde nasceu o autor, Abraham Ortelius. Cartógrafo e geógrafo, é considerada a primeira pessoa a desconfiar que os continentes eram ligados.

Ortelius dedicou a vida à cartografia. Após muito estudo e viagens pelo Velho Continente – em uma delas, conheceu Gerardus Mercator -, publicou o primeiro mapa (Typus Orbis Terrarum) em 1564, que, aliás, aparece no atlas de 1570, em versão reduzida. Antes de lançar o livro, ainda editaria outros mapas, do Egito, da Holanda, da Ásia e da Espanha.

O Theatrum Orbis Terrarum consiste em 33 páginas com 70 mapas no total, acompanhados de textos. Depois da primeira edição, outras 30 foram lançadas até 1612, ano do derradeiro volume.

Na edição original, além dos 70 mapas, havia 87 referências bibliográficas. Na última, eram 167 mapas e 183 referências. O atlas também foi lançado em 7 idiomas diferentes: holandês (1571), alemão (1572), francês (1572), espanhol (1588), inglês (1606) e italiano (1608).

Tudo foi possível graças a Gillis Coppens van Diest, editora responsável pela publicação de todas as versões do Theatrum Orbis Terrarum.

A cartografia teria um novo salto com o Iluminismo. Um dos cartógrafos mais famosos do período, autor de versões atualizadas de mapas, foi Herman Moll.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

Fontes:

Wikipedia

Wikipédia

brasilescola.com

memory.loc.gov

atlasescolar.ibge.gov.br

Pete Townshend escreve “My Generation”

Há 50 anos… dia 19 de maio de 1965.

Pete Townshend escreve “My Generation”

Era seu 20º aniversário.

Jovem de tudo, Pete não via motivos para comemorar a data, apesar de coisas bacanas que aconteciam em sua vida. Sua banda, por exemplo, já começava a aparecer no efervescente cenário do rock britânico. Mas Pete estava perdido. Sem saber o seu lugar no mundo nem a direção a seguir. Sentimentos próprios de um adolescente.

Pra completar, tinha de viajar para Southampton, a mais de 100 km de Londres, e estava sem carro. Seu Packard Hearse modelo 1935, comprado por módicas 30 libras, tinha sido rebocado e levado de vez… pela Rainha-mãe!

A mãe de Elizabeth II não gostava de ver o carro diariamente estacionado em rua próxima ao Palácio de Buckingham, onde ela passava também quase todo dia. O bólido trazia recordações do marido, Rei George VI, falecido havia mais de uma década. Então, um belo dia, Pete não encontrou o carro mais lá.

Sem dinheiro para comprar outro, ele foi de trem para a cidade portuária ao sul da capital. Na viagem, a cabeça girava: a 20ª primavera, a banda, o futuro, o Packard Hearse, a Rainha-(filha da)mãe! Do tufão mental, nasceram versos. Um dos mais poderosos rocks da História.

É. Não fosse pela Rainha-mãe, talvez nunca tivesse existido “My Generation”. Não fosse a Rainha-mãe e o próprio The Who talvez nunca tivesse continuado e se tornado uma das mais fantásticas bandas de rock and roll de todos os tempos.

Cheers, Queen Mother! 

“’My Generation’ era muito sobre a tentativa de encontrar um lugar na sociedade. Eu estava muito, muito perdido. A banda era jovem também. Acreditava-se que a nossa trajetória seria incrivelmente breve”, contou Pete Townshend em entrevista à Rolling Stone, em 1987.

A composição nascida naquele 19 de maio passaria por inúmeras transformações até ser gravada e lançada, em outubro daquele 1965. O riff de abertura de Townshend, a “gagueira” inventada por Roger Daltrey, o solo de baixo de John Entwistle…!

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

Em tempo: salve, Pete Townshend! Feliz 70! E viva The Who! Viva o rock!

Ouça uma demo de “My Generation”:

Fontes:

Wikipedia

rollingstone.com

songfacts.com

– newportcityradio.org

history.com

thisdayinmusic.com

O suicídio de Ian Curtis

Há 35 anos… dia 18 de maio de 1980.

O suicídio de Ian Curtis

POR PAULO SENE*

“Meu coração pulou quando percebi que ele tinha deixado um bilhete para mim. Eu me curvei para pegá-lo e, com o canto de olho eu o vi. Ele estava ajoelhado na cozinha. Fiquei aliviada – satisfeita que ele ainda estava lá. Dei um passo em direção a ele, prestes a falar. A sua cabeça estava curvada e suas mãos estavam descansando sobre a máquina de lavar. Eu o fitei. Ele estava muito parado. Então, a corda – não tinha notado a corda. A corda do varal estava em volta de seu pescoço.”

O poderoso depoimento de Deborah Curtis está presente no livro Ian Curtis & Joy Division – Tocando a distância. O texto autobiográfico e dramático narra a trajetória da seminal banda e a breve e curta vida (pessoal e profissional) de Ian Curtis, a alma do grupo de apenas dois discos: “Unknown Pleasures” e Closer, lançado posteriormente a morte de Ian.

A doença de Ian (epilepsia) foi uma das principais causas da personalidade do Joy Division, representada nas letras depressivas e introspectivas. O suicídio parecia o caminho natural de uma mente que não estava preparada para lidar com o sucesso – o grupo se preparava para uma extensa turnê pelos Estados Unidos – nem lidar com a decisão de se separar da esposa com criança pequena ou fugir para os braços da amante belga, Annik Honoré.

A história de Ian e do Joy Division pode ser vista em filmes como “Control”, de Anton Corbijn, e “24 Hour Party People”.

Como seria a música se esse ícone do pós-punk ainda estivesse vivo? Como seria se ele tivesse feito a turnê americana? E como seria o Joy Division não tivesse se tornado o New Order?

Nunca saberemos, o que fica é o legado…

* Paulo Sene, fã de pré, pós e punk, fotógrafo nas horas vagas e viciado em bicicleta.

“Transmission”:

+MAIS:

Wikipedia

nme.com

huffingtonpost.co.uk

post-punk.com

cultura.estadao.com.br

Galatasaray é campeão da Copa da Uefa

Há 15 anos… dia 17 de maio de 2000.

Galatasaray é campeão da Copa da Uefa

A maior conquista do futebol turco na Europa comemora 15 anos neste 17 de maio. Sofrido, nos pênaltis, o Galatasaray, de Taffarel, Sukur, Hagi e Popescu, conquistou a Copa da Uefa em cima do Arsenal, de Henry, Bergkamp, Vieira e Sylvinho.

A grande decisão da hoje rebatizada Liga Europa, em Copenhague, na Dinamarca, foi cercada de apreensão da UEUA por causa de possíveis embates entre turcos e ingleses. Não deu outra. Foram dois confrontos: um na madrugada na véspera do jogo, outro uma hora antes do apito inicial. No saldo final, cinco feridos (um com gravidade) e grande destruição no centro da capital dinamarquesa.

A violência fora de campo parece ter contaminado as equipes em campo. Apesar da grande expectativa, os times não apresentaram o futebol que os levou até Copenhague. Tanto ingleses quanto turcos fizeram campanhas sólidas para chegaram à final.

O Arsenal de Arsène Wenger entrou na Uefa após desclassificação na fase de grupos da Champions League (ficou em terceiro em chave com Barcelona, Fiorentina e AIK (Suécia)). Na segunda competição mais importante do Velho Continente, os Gunners passearam: Nantes, La Coruña, Werder Bremen e Lens foram as vítimas.

Já o Galatasaray saiu da Champions depois da terceira colocação em chave que tinha Milan, Hertha Berlin e Chelsea. Então, o time de Fatih Terim passou por Bologna e Borussia Dortmund na 3ª fase e oitavas de final, respectivamente. Nas quartas, vitórias por 4 a 1 e 2 a 1 diante do Mallorca credenciaram os turcos à semifinal.

O desafio seria diante dos ingleses do Leeds United. Na partida de ida, em Istambul, uma briga gigantesca deixou dois britânicos mortos. Em campo, Sukur e o brasileiro Capone deram a vitória ao Gala. No duelo de volta, torcedores turcos foram proibidos de comparecer e não puderam ver o empate por 2 a 2 e a classificação para a grande final.

O momento maior da Copa da Uefa de 2000 teve o auge da emoção somente depois de 120 minutos. Com a redonda rolando, duas chances reais para o Galatasaray no tempo regulamentar, uma com Arif, a outra com Sukur, que carimbou a trave de Seaman.

Na prorrogação, o Gala perdeu seu cracaço logo aos 2 minutos. Gheorghe Hagi se estranhou com o zagueiro Tony Adams e foi expulso pelo espanhol Antonio Jesus Lopez Nieto. Taffarel, então, operou dois milagres: um em cabeçada à queima-roupa de Henry, outra em chutes seguidas do nigeriano Kanu. Gigante Taffa.

Nos pênaltis, o sempre milagreiro goleiro não precisou trabalhar. Viu Suker e Vieira carimbarem a trave e o travessão e todos os seus companheiros converterem as cobranças, a última, de Popescu. Galatasaray, campeão da Copa da Uefa de 2000.

Em setembro daquele mesmo ano, o Gala teria outra façanha europeia, dessa vez em cima do grande Real Madrid, na Supercopa da UEFA. Jardel brilhou ao marcar os dois nos 2 a 1 do encontro com os merengues.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

Melhores lances e os pênaltis da final:

Fontes:

uefa.com

pt.uefa.com

Wikipedia

doentesporfutebol.com.br

Acervo Estadão

Magic Johnson leva os Lakers ao 7º título da NBA

Há 35 anos… dia 16 de maio de 1980.

Magic Johnson leva os Lakers ao 7º título da NBA

“Aí está! Acabou e o MVP é Magic Johnson. 42 pontos, 15 rebotes e 7 assistências, ele começa de pivô, joga de ala e de armador, e lidera o Los Angeles Lakers ao campeonato, 123-107 sobre o Philadelphia, sem Kareem Abdul-Jabbar”, resume Brent Musburger, da CBS, ao final do jogo 6 das finais da temporada 1979-1980 da NBA.

O rookie da camisa 32 fez de tudo em quadra, liderou o Los Angeles Lakers ao sétimo título de sua História e saiu com o troféu de MVP das finais. Com apenas 20 anos, mostrou extrema maturidade para assumir o posto do já mítico Kareem Abdul-Jabbar, o MVP da temporada, que havia se lesionado na quinta partida.

Earvin “Magic” Johnson Jr., o Mágico do basquete. Apelido que ele ganhou em Michigan State, onde já mostrava por que seria um dos maiores de todos os tempos no esporte. Número 1 do Draft em 1979, disse que seria uma honra atuar ao lado de Jabbar. O grandalhão dos Lakers já era uma lenda dentro da liga, mas não havia conquistado nenhum título pela franquia. Magic chegou para mudar tudo.

Após temporada regular com 60 vitórias e 22 derrotas, Kareem Abdul-Jabbar eleito MVP, os Lakers chegavam fortes para as finais contra o Philadelphia 76ers, de Julius Erving. Depois de dois triunfos para cadalado, o quinto confronto, no Forum, na Califórnia, teve atuação decisiva do melhor jogador: 40 pontos e 15 rebotes de Jabbar, com boa contribuição de Magic (10 assistências).

Na noite de 16 de maio de 1980, o técnico Paul Westhead se viu sem seu craque. Jabbar tinha torcido o tornozelo no jogo 5 e acabou nem viajando para a Filadélfia – fato ironizado por Billy Cunningham, técnico dos 76ers: “Eu não vou acreditar que que ele não vai jogar até o avião pousar e ele não estar dentro”.

Com a ausência de Jabbar, o clima era totalmente favorável aos anfitriões. Todos esperavam vitória do Philadelphia, o que levaria a decisão das finais para o jogo 7, novamente no Forum. Os repórteres, inclusive, perguntavam aos jogadores dos Lakers, em especial Magic, sobre o sétimo duelo. Mas, como escreveu o site da ESPN (link abaixo), “Magic had other plans”.

A grande atuação só foi possível, diga-se, pela ousadia e coragem de Westhead em apostar no fã na vaga do ídolo. Então, deu-se a mágica! O camisa 32 começou como pivô, mas depois foi ala e armador, ou seja, jogou em todas as posições em uma quadra de basquete.

Além dos 42 pontos, incluindo todos os 14 arremessos livres a que teve direito, dos 15 rebotes e das 7 assistências, Magic teve três roubos de bola e um toco. “Foi incrível, simplesmente incrível”, disse Julius Erving, o melhor dos derrotados, com 27 pontos.

Incrível Magic.

Ele se tornaria campeão da NBA e MVP das finais pela segunda vez em 1982, novamente contra os 76ers.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

A fantástica atuação de Magic Johnson:

Fontes:

Wikipedia

espn.go.com

nba.com

history.com