Lincoln discursa na Cooper Union, em Nova York

Há 155 anos… dia 27 de fevereiro de 1860.

Lincoln discursa na Cooper Union, em Nova York

“Na Cooper Union, Lincoln se tornou mais do que uma curiosidade regional. Virou um líder nacional.”

A afirmação é de Harold Holzer, maior estudioso da vida de Abraham Lincoln.

No dia 27 de fevereiro de 1860, na novíssima Cooper Union, diante de seleta plateia da elite industrial e política de Nova York, nascia o futuro presidente, o futuro estadista.

A ovação unânime e ensurdecedora que recebeu ao final foi o reconhecimento para trabalho minucioso na construção do longo discurso, com mais de 7 mil palavras. Com o esmero de um ourives, Lincoln concatenou oratória solidamente lógica e precisa, de linguagem simples e eficaz coesão de raciocínio.

“Em alguns aspectos, é como o resumo de um advogado: lógico, no tom certo, poderoso – irresistivelmente conduz convicção para as razões e as almas dos homens”, disse William Herndon, advogado e futuro biógrafo de Lincoln. Herndon acompanhou a transpiração de Lincoln na confecção da palestra. “Nenhum outro discurso custou tanto empenho, tempo e raciocínio de Lincoln como este”, afirmou.

Tudo começou em outubro do ano anterior, 1859, quando Lincoln aceitou discursar em Nova York. Foram meses de pesquisa e estudo. Afinal, o tema central, delicado, espinhoso, ardiloso, estava na agenda do momento, era a “questão viva do dia”, na definição do próprio, e requeria muito cuidado: a escravidão.

Pois Lincoln recorreu à Carta Magna, à Constituição e aos Founding Fathers para sedimentar a premissa de sua retórica e ganhar sua audiência por completo.

“A soma do todo é, de nossos trinta e nove pais que emolduraram a Constituição original, vinte e um – uma clara maioria do todo – certamente entenderam que nenhuma divisão adequada do local a partir de autoridade federal, nem qualquer parte da Constituição, proibiu o Governo Federal em controlar a escravidão nos territórios federais”.

Pronto.

Verdade que o início claudicante, tenso e desajeitado de Lincoln provocou espanto geral.

“Quando Lincoln se levantou para falar, fiquei muito decepcionado. Ele era alto, alto, – tão alto, desajeitado e esquisito que, por um instante, tive sentimento de piedade por um homem tão deselegante!”, teria dito uma testemunha do evento.

“No entanto, uma vez que Lincoln se acalmou, com o rosto iluminado como com um fogo interior, o homem inteiro ficou transfigurado. Eu esqueci suas roupas, sua aparência pessoal, e suas peculiaridades individuais Assim, esquecendo de mim, estava de pé, como o resto, gritando como um índio selvagem, aplaudindo este homem maravilhoso”.

Horace Greeley, um dos fundadores do recém-nascido Partido Republicano e editor-chefe do New York Tribune, escreveu: “Um dos argumentos políticos mais felizes e mais convincentes já feitos nesta cidade. Nenhum homem jamais causou tal impressão em seu primeiro discurso para um público de Nova York”.

Meses depois, Abraham Lincoln venceria as disputas internas contra William Seward e seria indicado o candidato dos republicanos na eleição de novembro, no enfrentamento com o democrata Stephen Douglas.

Seria eleito o 16º presidente dos Estados Unidos.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

Ouça o (longo) discurso de Abraham Lincoln:

Fontes:

Wikipedia

abrahamlincolnonline.org

constitution.org

iipdigital.usembassy.gov

internacional.estadao.com.br

americanheritage.com

Jimmy Page lança o primeiro single solo

Há 50 anos… dia 26 de fevereiro de 1965.

Jimmy Page lança o primeiro single solo

“…um vislumbre fascinante do que estava prestes a vir de um dos maiores guitarristas de rock ‘n’ roll da história”, escreveu Jeff Giles, para finalizar o texto em lembrança da efeméride, no site Ultimate Classic Rock (olha lá embaixo, nas fontes).

Antes dos Yardbirds e do Led Zeppelin, Jimmy Page era um cara com uma guitarra na mão, uma ideia na cabeça e um talento descomunal. Ganhava – e bem! – a vida como músico de estúdio. Gravava com o Who (“I Can’t Explain”), os Stones (“Heart of Stone”), Mariane Faithfull (“As Tears Go By”), entre centenas de outras bandas e músicos do Reino Unido.

A jornada de lobo solitário era boa, mas pesada. Page pegava no batente seis dias por semana. Inevitavelmente, começou a ter problemas de saúde por causa da árdua rotina. Pensou até em parar, chegou a largar a vida de músico e a iniciar curso de artes plásticas, mas a guitarra o puxou pelo braço. Pouco depois, entrou para os Yardbirds.

Antes, porém, entre uma sessão e outra dentro do estúdio, ele arranjou tempo para gravar uma música de autoria própria. Duas, na verdade. Jackie DeShannon, cantora e compositora e namorada na época, encorajou Page a lançar o single. A voz de Jackie, aliás, está no lado B do compacto, em “Keep Moving”, um blues-rock bem bacanudo.

No lado A, “She Just Satisfies”, com pegada stoniana-whoniana-kinksiana, bem britânica e mid-60’s. Page toca todos os instrumentos, à exceção da bateria. E canta! Talvez o único registro vocal da guitarra do Led.

“Não há nada a ser dito sobre a música, somente que era uma brincadeira na época. Eu toquei todos os instrumentos, exceto a bateria, e cantei, o que é bastante, digamos, único. É melhor esquecer”, desdenhou Page, em entrevista à revista Creem, em 1974.

Com a sua permissão, a gente te desobedece e relembra esse “vislumbre fascinante” do que você se tornaria, caro Jimmy!

Porque todo dia é histórico. E todo dia é dia de rock and roll!

Ouça “She Just Satisfies” e “Keep Moving”:

Fontes:

ultimateclassicrock.com

hennemusic.com

jimmypage.com

Led Zeppelin lança Physical Graffiti

Há 40 anos… dia 24 de fevereiro de 1975.

Led Zeppelin lança Physical Graffiti

POR FELIPE FIGUEIREDO MELLO*

Led Zeppelin, a maior banda da História do Rock!

Incontestável, caro leitor, e não vou explicar os porquês.

Se não tiver tempo de ouvir cada um dos álbuns lançados entre 1968 e 1980, sugiro que use uma hora e meia de sua vida para escutar apenas um:

Physical Graffiti, álbum duplo, que comemora hoje o seu quadragésimo aniversário!

E para não dizer que é o melhor da banda e correr o risco de ser taxado de herege por fãs ainda mais apaixonados, prefiro apontar o disco como o ponto mais alto que a melhor banda de rock da história chegou.

O quarteto formado por Robert Plant, Jimmy Page, John Paul Jones e John Bonham se juntou ao final da década de 1960, depois de diversas experiências musicais anteriores. Page fez parte da histórica The Yardbirds, banda de Jeff Beck e Eric Clapton (como se bons guitarristas fosse artigo raro na banda!). Plant e Bonham eram, respectivamente, vocalista e baterista da Band of Joy.

Ao sair dos Yardbirds por divergências, Jimmy Page se aproximou de Plant e Bonham para formar uma nova banda, antes intitulada New Yardbirds. John Paul Jones, que já havia tocado com o trio anteriormente, assumiu o baixo, que estava vago. O nome pouco criativo durou pouco e foi substituído por outro, provavelmente o mais simbólico do estilo da banda.

A metáfora do ‘dirigível de chumbo’ é muito precisa quando se escuta o som do Led Zeppelin. A mão pesada de “Bonzo”, em combinação com os vocais potentes de Plant, o suingue incomparável da guitarra de Page e a virtuose do eclético Jones, que, além de baixista, fazia as vezes de tecladista, provoca leve flutuação, apesar da grande densidade do som ao redor.

E Physical Graffiti?

Bem, o álbum marca a chegada do dirigível ao topo do Everest!

Antes dele, o Led havia lançado ao mundo um som fortemente enraizado no blues, especialmente em Led Zeppelin I e II (1969). Junto com o terceiro álbum – o III (1970), mais acústico e de estilo folk -, os trabalhos mostravam uma banda aquém de seu potencial.

O quarto disco, que não tem nome e, ao mesmo tempo, tem vários, foi a primeira mostra do que o quarteto era capaz. A ausência de nome foi uma forma de se esconder da crítica negativa, que já começava a implicar com uma banda que causava nos bastidores (o mix composto por turnês, hotéis, drogas, álcool, groupies e sucesso). Existe algo a dizer sobre um álbum que carrega “Black Dog”, “Rock and Rolle, principalmente,Stairway to Heaven”? Vai lá e escuta!

O álbum seguinte, Houses of The Holy, parece uma “pausa para descanso” da banda. É um álbum à parte na trajetória do quarteto, como sempre me lembra o generoso amigo Bruno, maior conhecedor de Led Zeppelin no planeta! Foi um período de experimentações musicais que se refletiu nas gravações. Há sintetizadores, há reggae, há funk à lá James Brown, há riffs entalhados com as antigas técnicas de blues! É um belíssimo disco!

Mas foi com o aniversariante do dia que o Led alcançou, sem mais cobranças e pesos além do chumbo implícito, o Olimpo do Rock and Roll! Physical Graffiti é a expressão máxima da maturidade musical deste amálgama entre o quarteto!

Lá você encontra tudo o que eles fizeram antes: o blues, o rock básico (vocais, guitarra, baixo e bateria), o virtuosismo. E também encontra novos caminhos, não apenas para a banda, mas para a música. Em Graffiti, há a construção de fundações muito sólidas para o heavy metal, onde certamente se apoiaram AC/DC, Iron Maiden e tantas outras. Há também a antena musical da banda captando sons e suingues de Stevie Wonder, por exemplo.

Eu particularmente gosto das músicas mais longas. “In My Time of Dying”, um delicioso duelo entre a voz de Plant e a guitarra de Page. “In The Light”, o diálogo entre o teclado de Jones e a voz de Plant, chegando a um ápice musical viciante com “everybody needs the light!”. Kashmir, com Bonzo, sua mão pesada e seu ritmo mesmerizante em plena forma.

Não há o que dizer. Tem que ouvir!

E o melhor de tudo é que o Led Zeppelin foi uma banda tão boa no estúdio quanto ao vivo. Mas eles sempre pareceram ainda mais à vontade tocando ao vivo para seu oceano de fãs.

* Felipe Figueiredo Mello é eternamente grato pela generosa tutoria de seu amigo Bruno!

Ouça Physical Graffiti:

Fontes:

Wikipedia

theguardian.com

+MAIS:

ledzeppelin.com

allmusic.com

rollingstone.com

“Pinóquio” estreia nos cinemas americanos

Há 75 anos… dia 23 de fevereiro de 1940.

“Pinóquio” estreia nos cinemas americanos

A história original As Aventuras de Pinocchio, escrita pelo italiano Carlo Collodi, lançada em livro em 1883, tem crueldade e, talvez, realidade demais.

Pinóquio é muito mau, capaz de matar o Grilo Falante com uma marretada e de realizar outras estripulias, que acabam transformando-o em burro! A Fada Azul está morta e aparece em espírito para o menino-marionete. Stromboli, o “domador” de garotos, não existe.

Definitivamente, não é para crianças.

Walt Disney pegou o livro e mudou tudo. Ou quase tudo! Para lançar o desenho, que estreou nos Estados Unidos 75 anos atrás, pediu aos escritores que modificassem o soturno enredo original de Collodi.

A estória, então, ganhou novos personagens, outros desdobramentos e, claro, diferentes lições de moral e pregações. Pinóquio é inocente e bonzinho. O Grilo Falante ganha protagonismo e se torna a “consciência”/superego do menino. O nariz do boneco de pau cresce quando ele mente e sua metamorfose em burro é causada porque ele foge da escola. Quanta diferença.

Disney teve a ideia de colocar o livro nas telas enquanto produzia sua primeira animação, “Branca de Neve e os Sete Anões”, de 1937. A elaboração de “Pinóquio”, no entanto, acabou postergada por causa dos problemas na realização de “Bambi”, que, aliás, foi lançado só em 1943, três anos após o desenho do menino de madeira.

“Pinóquio” teve alto custo para a época, pouco mais de 2 milhões de dólares – o dobro do orçamento de “Branca de Neve”. As duas premières, nos dias 7 e 9 de fevereiro, em Nova York e Los Angeles, respectivamente, causaram ótimo impacto. A expectativa era de um grande retorno em bilheteria.

Não foi o que aconteceu. Ao final do ano, Disney tinha recuperado apenas pouco mais de 1 milhão de dólares de seu investimento. A recompensa em bilheteria só viria depois da Segunda Guerra Mundial, com o relançamento de 1945 (o primeiro de vários…). Calcula-se que, ao fim de 1973, “Pinóquio” tenha arrecadado 13 milhões de dólares após 4 relançamentos nos cinemas. Um reconhecimento tardio, ao menos em relação à bilheteria.

Depois de “Pinóquio”, os estúdios Walt Disney se consolidariam no ramo da animação, fato que seria reforçado com “Fantasia”, lançado em novembro de 1940.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

P.S.: Não deixe de ver uma versão RUSSA do desenho, baseada na adaptação de Aleksey Nikolayevich Tolstoy!

Assista “Pinóquio” (dublado):

Fontes:

Wikipedia

IMDb

afi.com

megacurioso.com.br

blogs.disney.com.br

EUA vence URSS no hóquei, no “Miracle on Ice”

Há 35 anos… dia 22 de fevereiro de 1980.

EUA vence URSS no hóquei, no "Miracle on Ice"

POR FLAVIO MELLO*

Um grupo de alunos da faculdade formam a seleção olímpica de hóquei. No estágio final do torneio, eles enfrentam os franco-favoritos.  E vencem!

Parece roteiro de mais um filme dos “Mighty Ducks”, mas essa história não teve participação de Gordon Bombay, ou um “V voador”. Ela aconteceu de verdade na Olimpíada de Inverno de 1980, em Lake Placid, Estados Unidos.

A Guerra Fria foi marcada pela falta de confronto direto entre as superpotências Estados Unidos e União Soviética. Consequentemente, qualquer embate entre as nações carregava junto um significado a mais. O esporte olímpico foi um plano onde elas puderam medir forças diversas vezes.

A partida em questão ocorreu no quadrangular final dos Jogos de Inverno. O time da URSS vinha de 4 medalhas de ouro consecutivas e havia vencido os americanos por 10 a 3 uma semana antes do evento. O favoritismo era tão grande que a zebra ficou conhecida como “Miracle on Ice”, o milagre no gelo.

O jogo foi emocionante. O time soviético abriu 2 a 1 no primeiro tempo, mas, no último segundo, Mark Johnson achou um gol para deixar tudo empatado.

Na volta do intervalo, o técnico Tikhonov sacou o goleiro Tretiak. Ambos os times acharam a decisão estranha, pois Tretiak era uma muralha no gol. Porém, seu substituto, Myshkin, fez um bom trabalho e o time marcou um gol no segundo tempo, indo para o último intervalo com um gol de vantagem.

No terceiro e último período, os americanos se beneficiaram de uma penalidade russa para empatar o jogo e, em seguida, passar na frente. Pela primeira vez no jogo o time americano estava na frente. Mas ainda faltavam 10 longos minutos para o fim do jogo. O que se seguiu foi um ataque implacável dos russos, com a seleção norte-americana se defendendo do jeito que podia. Na contagem final, o narrador Al Michaels não se aguentou de emoção e perguntou à audiência: “Vocês acreditam em milagres?”. Fantástico. Vale ver o minuto final!

Apesar de ter vencido o jogo, os americanos ainda tinham mais uma partida pela frente e podiam acabar em qualquer posição, entre o quarto e o primeiro lugar. Foi só uma vitória sobre os finlandeses que selou a medalha de ouro para os Estados Unidos.

Mas essa história fica para outro dia… Porque todo dia é histórico.

* Flavio Mello acredita que o esporte é a maior invenção da humanidade.

Documentário da ESPN sobre o “Miracle on Ice”:

Fontes:

Wikipedia

espn.go.com

proicehockey.about.com

mentalfloss.com

ftw.usatoday.com

Evair, 50 anos

21 de fevereiro de 1965

Evair, 50 anos

POR LUIZ RAATZ*

Todas as crianças têm um primeiro ídolo no futebol. Cada time tem o seu. Os são-paulinos da minha geração tinham Zetti, Raí, Muller. Os corintianos sempre vão lembrar de Neto, herói do primeiro título nacional, além de Viola e Marcelinho Carioca. Todos bons jogadores, alguns deles campeões do mundo com a seleção brasileira. Os palmeirenses da minha geração sofreriam um pouco até encontrar um ídolo digno.

Não era fácil ser palmeirense em 1990. O time era fraco e não ganhava nada desde 1976. Um pouco parecido com os últimos anos, aliás. Naquela época, o ídolo possível deste pequeno palmeirense era Careca Bianchezi, um genérico mal feito do Careca do Napoli, que brilhou na Itália e, antes, no São Paulo e no Guarani.

Uma das esparsas alegrias daqueles tempos duros foi quando Paulo Roberto Falcão levou o Careca para ser o camisa 9 do Brasil na Copa América de 1991 (Veloso também foi chamado). Careca não fez um gol sequer, o Brasil perdeu o campeonato e um pouco depois Falcão seria demitido.

Careca Bianchezi acabou vendido para o Atalanta da Itália. No lugar dele, veio um tal de Evair, que eu nunca tinha ouvido falar. Em 1992, Evair chegou a ser afastado pelo técnico Nelsinho Baptista. Dizia-se que tinha hérnia e estava acabado para o futebol.

A maré virou mesmo para o palmeirense em 1993. A Parmalat montou um supertime, com Edmundo, Roberto Carlos, Edílson e Antônio Carlos. Eles se juntariam a Evair, Zinho e César Sampaio.

A verdade é que eu não gostava do Evair. Achava ele lento, velho e desengonçado (apedrejem-me, eu mereço!). Preferia o Edmundo, passional, descontrolado e maluco. Nas peladas pré-adolescentes, era o camisa 7 quem eu tentava imitar, não o 9.

E então veio o 12 de junho. Temi pelo pior na entrada do Edmundo no Paulo Sérgio. O juiz aliviou. Veio o chute do Zinho. Lento, denso, eterno. 1 a 0. Precisávamos da vitória no tempo normal e na prorrogação.

Segundo tempo: dois a zero. Evair! Porra, podia ser o Edmundo, mas 17 anos de fila exigem padrões flexíveis! Mais tarde, três a zero. Edílson.

Prorrogação. Edmundo sofre o pênalti que pode dar o título ao Verdão.

– VAI, EDMUNDO, BATE ESSA PORRA!

Evair foi pra bola. Fiquei puto.

Eu não me lembro do gol. Eu não me lembro da festa. Daquele jogo a minha lembrança mais nítida é o gol do Zinho.

Lembro que na segunda-feira, no colégio, fui buscar a desforra. Era o único palmeirense da turma. Eles iam ter de me engolir.

Evair ainda voltaria para decidir a Libertadores de 99, junto com Zinho e Sampaio.

Campeão de tudo. Herói. Ídolo.

Feliz aniversário!

* Luiz Raatz tem 32 anos é palmeirense e jornalista.

Os gols de 12 de junho de 1993, com José Silvério:

+MAIS:

Wikipédia

terceirotempo.bol.uol.com.br

esporte.uol.com.br

porcopedia.com