Ali vence Foreman na “Luta do Século”

Há 40 anos… dia 30 de outubro de 1974.

Ali vence Foreman na “Luta do Século”

Jim Brown: Esse Muhammad Ali é irreal. Ele parece ter a luta inteira sob controle, enquanto George Foreman parece não ter nada mais a dar a essa altura. Ali parece estar esperando, como eu disse antes, e acredito que ele saiba que tem o controle. 

David Frost: E agora chegamos a um ponto em que George Foreman esteve somente uma vez nos últimos anos. Ele não enfrenta uma luta tão longa desde 19 fevereiro de 1970. Apenas uma luta tão longa quanto a de hoje desde então…

Ao fim do sétimo round, a conversa entre Brown e Frost, na transmissão ao vivo da HBO, parecia prenunciar o que aconteceria.

Ali tinha o controle. Foreman parecia não ter mais nada.

O oitavo assalto começou igual aos outros: o desafiante nas cordas e o campeão batendo. Mas havia algo diferente ali, algo diferente em Ali. Ele não apenas aceitava, resignado, a avalanche de fortes golpes de Foreman. Respondia, ainda que timidamente. Um jab de esquerda, um cruzado de direita. E o campeão parecia sentir os golpes, parecia sentir o golpe.

Cansado, seguia socando, mas errava o alvo muitas vezes e não tinha a fúria do início do combate. Seu olhar estava longe, exaurido. Ali seguia nas cordas, suas companheiras na quente e úmida noite de Kinshasa. Seu olhar estava sereno, certo da vitória.

A 1 minuto do final do round, Foreman socava Ali no corner. Sem força, sem convicção. O desafiante se defendia, esperando uma fenda de segundo para disparar um golpe guardado a sete rounds, guardado a sete chaves.

O cronômetro marcava :21 quando Ali disparou um cruzado despretensioso de direita no queixo de Foreman. Um cruzado de esquerda no vazio, novo cruzado de direita na orelha esquerda do campeão, outra direita na cabeça. As posições se invertem: Foreman está nas cordas, acuado, Ali está no centro, golpeando.

A 13 segundos do gongo, o golpe fatal: um cruzado rápido no queixo. Foreman rodopia, zonzo. Ali o escolta até a lona, como escreveu Norman Mailer em A Luta (The Fight), o livro que imortalizou o maior encontro de dois boxeadores de todos os tempos.

Êxtase e delírio da multidão presente no estádio 20 de maio, no Zaire (hoje Congo).

Há tantos ingredientes e histórias em torno do embate entre George Foreman e Muhammad Ali que torna-se impossível não defini-lo como o maior de todos na História do boxe, como a “Luta do Século”.

Quarenta anos depois, Foreman e Ali nutrem amizade, respeito e carinho. Se falam por telefone, dão risada, falam bobagens.

E se lembram dos tempos em que eram reis.

Documentário “Quando Éramos Reis” (1996)

+MAIS: 

- Wikipedia

- globoesporte.globo.com

- esportes.estadao.com.br

- espn.uol.com.br

- telegraph.co.uk

- bbc.com

- usatoday.com

- espn.co.uk

Covas cresce mais e empata com Maluf no 3º lugar

Dia 29 de outubro.

Covas cresce e empata com Maluf no 3º lugar

A décima pesquisa do Datafolha colocou dois velhos conhecidos lado a lado no terceiro lugar da corrida presidencial.

Contemporâneos na engenharia civil na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, em meados dos anos 1950, Paulo Maluf e Mário Covas se conheciam e se respeitavam, apesar das evidentes diferenças ideológicas e das visões políticas opostas. Traçaram caminhos diversos até se reencontrarem naquele pleito plural e heterodoxo, com 22 candidatos das mais variadas correntes políticas.

Na pesquisa divulgada em 29 de outubro, 16 dias antes do primeiro turno, Covas (PSDB), finalmente, chegou em Maluf (PDS). O tucano já vinha subindo 1 ponto em cada um dos dois levantamentos anteriores, mas via Maluf também crescer, impossibilitando o empate.

Dessa vez foi diferente. Covas atingiu a 9%, com 1 ponto mais em relação ao número de 22 de outubro. Maluf estacionou nos mesmos 9% da pesquisa anterior. O empate estava configurado.

À frente deles, nada de novo. Na verdade, uma grande novidade: Collor parou de cair. O candidato do PRN, que vinha em vertiginosa queda, manteve os 26 pontos da última sondagem.

No segundo lugar, Brizola e Lula, com 15% e 14%, respectivamente. O candidato do PT, que tinha subido 3 e 4 pontos nos dois últimos levantamentos, interrompeu o progresso. Já o pedetista, que vinha oscilando muito, pra cima e pra baixo, permaneceu com os mesmos 15 pontos de 22 de outubro.

Diante do quadro, o Datafolha apostava em três cenários para o primeiro turno de 15 de novembro:

1) Collor X Brizola ou Lula no segundo turno – para o instituto, bastava Collor se manter na faixa dos 25% para se garantir na segunda rodada. Na nova disputa, ele ainda seria beneficiado com o voto útil da direita, ou seja, a grande rejeição a um adversário da esquerda, nessa altura indefinido entre Brizola e Lula.

2) Collor X Brizola, Lula, Maluf ou Covas – o crescimento de Covas embolava a corrida e colocava mais dois personagens na briga pelo segundo turno.

3) Todos estão no páreo – nova queda de Collor, com transferência de votos para Maluf e Covas, poderia deixar ainda mais emocionante a já renhida peleja pelo Planalto.

Como diz o outro: haja coração, amigo!

Veja trecho da campanha de Covas em 1989:

Fontes:

- Wikipédia

- Acervo Folha

Ernest Hemingway ganha Nobel de Literatura

Há 60 anos… dia 28 de outubro de 1954.

Ernest Hemingway ganha Nobel de Literatura

“Por seu poderoso domínio da arte da narração moderna, mais recentemente evidenciado em O Velho e o Mar, e pela influência que exerceu sobre o estilo contemporâneo”.

Foram as palavras da comissão do Nobel para justificar a entrega do Prêmio de Literatura de 1954 a Ernest Miller Hemingway.

Foi em tempo. Depois da história sobre o pescador Santiago, ele não publicaria nenhum livro em vida. O suicídio, em 1961, daria fim à trajetória não somente de um dos grandes escritores do século XX, mas de um personagem e testemunha daqueles tempos turbulentos.

Nascido em 1899, em Illinois, Estados Unidos, Hemingway esteve na Primeira e Segunda Guerra, e também na Guerra Civil Espanhola. As experiências no front marcaram seu caráter e, certamente, seu estilo. Econômico, seco, com um poder de síntese fora do comum, Hemingway influenciou e segue influenciando.

O Velho e o Mar, sua obra-prima, é daqueles livros fundamentais, pra ser lido e relido sempre. A história de Santiago e a luta contra um enorme peixe sintetiza o que foi Ernest Hemingway.

“Tudo o que nele existia era velho, com exceção dos olhos que eram da cor do mar, alegres e indomáveis.”

Morando em Cuba – de onde tirou inspiração para a história de O Velho e o Mar – e abalado física e psicologicamente por causa de dois graves acidentes aéreos na África, Hemingway não foi a Estocolmo receber o prêmio, em dezembro. Mas mandou gravação de um discurso, em que dizia, entre outras coisas, o que segue:

“Escrever, em essência, é uma vida solitária. Organizações para escritores aliviam a solidão do escritor, mas duvido que melhorem sua escrita. Ele cresce em fama na medida em que divide sua solidão, mas, muitas vezes, seu trabalho se deteriora. Porque ele faz seu trabalho sozinho e se ele é um escritor bom o suficiente, deve enfrentar a eternidade, ou a falta dela, a cada dia”.

Em 2 de julho de 1961, Hemingway se matou, com um tiro na cabeça.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

De Cuba, Hemingway fala sobre o Nobel:

Fontes:

- Wikipedia

- nobelprize.org

- nytimes.com

Serginho

Há 10 anos… dia 27 de outubro de 2004.

Naquela noite/madrugada, eu vi homens em prantos, chorando choro doído, logo depois do Cléber Machado anunciar, já nos acréscimos do jogo entre Criciúma e Corinthians, em Santa Catarina, o quê todos suspeitavam: Serginho estava morto.

No LANCE!, em São Paulo, eu vi o choro doído de caras experientes e vividos. E nunca vou me esquecer disso.

Estagiário do LANCENET!, já tinha terminado meu dia, mas resolvi acompanhar São Paulo e São Caetano na redação. Quando o zagueiro caiu, aos pés de Grafite, o então editor e meu chefe Dani Arruda falou: “Liga o computador!”.

Ajudei aqui e ali na cobertura, um corre-corre danado. Lembrei o Serginho Gandolphi da matéria que ele tinha feito com o elenco do Azulão no começo do ano. Fotos dos jogadores realizando exames no HCor, se não me engano. Entre eles, Serginho. Procurei fontes, médicos, pesquisei os casos recentes de morte em campo, como do húngaro Miklós Fehér, que morrera em janeiro de 2004, e do camaronês Marc-Vivien Foé, na Copa das Confederações de 2003.

Saí de lá umas três da manhã, com a edição do jornal do dia seguinte – essa da foto (clique para ampliar). Imagem de capa gentilmente providenciada pelo Thiago Salata, um dos tantos que tive o prazer de trabalhar lá no Limão, onde ele continua, com a competência e os furos habituais. Salata que também estava lá naquela noite/madrugada.

Naquela noite/madrugada em que vi homens em prantos, senti orgulho de trabalhar no LANCE!. Talvez por ver humanidade ali, naqueles caras mais velhos, sempre tão racionais, frios. Talvez pela própria capa, homenagem humana e sensível. Talvez por ter participado, mesmo que como mero estagiário, daquela cobertura.

E 10 anos se foram.

Nunca vou me esquecer daquela noite/madrugada.

A morte de Serginho (e os gols de São Paulo 4 x 2 São Caetano):

+MAIS:

- Especial 10 anos da morte de Serginho no ESPN.com.br

- Mauro Beting, no LANCENET!

Legião Urbana lança “As Quatro Estações”

Há 25 anos… dia 26 de outubro de 1989.

Legião Urbana lança “As Quatro Estações”

Acho foi uma mensagem cósmica ou espiritual. Religiosa, talvez, já que a religião perpassa todo o álbum.

Na volta do trabalho semana passada, “Há Tempos” começa no rádio. Há tempos não ouvia e cantava, a plenos pulmões. “Pô, bem que podia ter uma efeméride do Legião…”, pensei, enquanto escutava o Renato otimista e redentor: Disciplina é liberdade/Compaixão é fortaleza/Ter bondade é ter coragem.

E a efeméride veio, como uma mensagem. Quem sabe, do próprio Renato!

EXISTEM CANÇÕES, ele escreve, terminando o texto do encarte de As Quatro Estações, o quarto álbum da Legião Urbana. Certas canções existem para sempre. Ficam. Nesse disco, quase todas ficaram.

As Quatro Estações é, sem dúvida, o trabalho mais pop deles. Dez das 12 canções tocaram freneticamente no rádio na época do lançamento. E continuam tocando!

É o melhor deles. Gosto muito do Dois por causa de “Tempo Perdido”, a minha preferida, com aquela melancolia triste e linda, a pegada Morrissey da letra e da melodia. Mas não dá pra negar que este perde para aquele.

Existem canções e elas estão em As Quatro Estações. “Há Tempos” abre com dor e redenção. “Pais e Filhos” clama pelo amor. “Quando o Sol Bater na Janela do Teu Quarto” renova a mensagem de “Oriente”, do Gil, com inocência e sabedoria. “Meninos e Meninas” revela Renato Russo. “Monte Castelo” traz Camões e Bíblia com melodia de tempos imemoriais.

Que disco!

Nem a saída do baixista Renato Rocha no meio da gravação, por conta de desentendimentos com os outros, atrapalhou. Russo, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá fizeram a obra-prima da Legião.

Para delírio dos insanos e fiéis fãs.

Amén.

Ouça “As Quatro Estações”:

Fontes:

- Wikipédia

- Acervo Estadão

Rolling Stones estreiam no Ed Sullivan Show

Há 50 anos… dia 25 de outubro de 1964.

Rolling Stones estreiam no Ed Sullivan Show

O primeiro contato com a América não tinha sido muito exitoso. Em cerca de 20 dias, eles “rolaram” pelos Estados Unidos, com passagem pelo Canadá. Doze shows e aparições em programas de TV não foram suficientes para conquistar os “gringos”.

“Foi um desastre. Quando chegamos, não tínhamos um disco de sucesso ou alguma coisa acontecendo para nós”, diria o baixista Bill Wyman sobre a primeira turnê americana dos Rolling Stones, em junho de 1964.

Parece que não seguiram a prudente premissa dos amigos britânicos de Liverpool, que só desembarcaram nos EUA depois de um #1 no hit parade de lá. “I Want to Hold Your Hand” fez o papel de tapete vermelho para uma recepção histérica, histórica e insana dos Beatles, em fevereiro daquele ano.

Bem, a eles não foi necessário um primeiro lugar. O sucesso do single “Time is On My Side”, número 6 do ranking de compactos na América, além da boa recepção do segundo álbum, 12 X 5, abriu caminho para uma nova turnê à Terra do Tio Sam.

No dia 24 de outubro, os Rolling Stones desembarcavam em Nova York direto para o santuário sagrado do showbiz americano: The Ed Sullivan Show. Andrew Loog Oldham, empresário da banda e que já havia trabalhado como Relações Públicas para os Beatles, sabia do poder do programa e do impacto que uma performance teria nas vendas. Seria o termômetro definitivo da popularidade dos Stones do outro lado do Atlântico.

Foi um pandemônio! Maior, talvez, do que os próprios Beatles.

Na noite do dia 25, Mick, Keith, Brian, Bill e Charlie fizeram a plateia surtar com apenas duas músicas. “Around and Around”, de Chuck Berry, provocou gritos (femininos) loucos e deixou Ed Sullivan desorientado com a bagunça nos estúdios do programa. Irritado, o anfitrião pediu “silêncio” diversas vezes. Em vão, obviamente.

Eles voltaram ao palco para tocar o sucesso “Time is on My Side” e fechar o programa daquela noite. Ali, Mick Jagger parecia desperto para o que a banda – e ele, em especial – provocava no público. O vocalista dos Stones descobriu seu poder.

E até Ed Sullivan se rendeu, pedindo para a plateia gritar! “Vamos lá, façam eles ouvirem!”, dizia o apresentador.

A performance no programa deu o resultado esperado, pelo bem e pelo mal. O grupo ficou conhecido no país, mas também gerou críticas da ala mais conservadora e puritana dos Estados Unidos, que chegou a enviar cartas e telegramas condenando os Stones e Ed Sullivan.

O apresentador até chegou a dizer que nunca mais convidaria bandas de rock ao show. Bobagem.

Os Rolling Stones se apresentariam mais diversas vezes nos anos seguintes.

Mas essa(s) história(s) fica(m) pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

“Time is On My Side” no The Ed Sullivan Show:

Fontes:

- edsullivan.com

- ultimateclassicrock.com

Manchester United derruba invencibilidade do Arsenal

Há 10 anos… dia 24 de outubro de 2004.

Manchester United derruba invencibilidade do Arsenal

Eles eram “Os Invencíveis” (“The Invincibles”).

Na temporada 2003-2004, não perderam uma partida sequer em 38 disputadas. Foram 26 vitórias, 12 empates e a conquista inconteste do Campeonato Inglês. Recorde absoluto e inigualável em 130 anos de Premier League.

Um Arsenal para a História.

Lehmann; Lauren, Campbell, Kolo Touré e Ashley Cole; Gilberto Silva, Patrick Vieira, Ljunberg e Pires; Henry e Bergkamp. Era a base comandada por Arsene Wenger naaquela conquista.

Um dia, claro, a invencibilidade chegaria ao fim. E esse dia foi 24 de outubro de 2004. Exatos dez anos atrás, quando completaria 50 partidas sem revés, o Arsenal foi, finalmente, vencido.

Já com um time um pouco modificado, é verdade, mas ainda muito forte, que vendeu caro a derrota, no duelo conhecido como “Batalha do Buffet” (“Battle of the Buffet”), “A Batalha de Old Trafford II” (“The Battle of Old Trafford II”) ou “Pizzagate”.

Coube ao Manchester United de Sir Alex Ferguson o papel de algoz. Para êxtase dos 67.862 presentes no Teatro dos Sonhos naquela tarde de domingo fria e chuvosa do outono britânico.

Antes de falarmos como foi a batalha, vale destacar alguns pontos.

O Campeonato Inglês da temporada 2004-2005 entrava na 10ª rodada. O início arrasador, com oito vitórias e um empate, deixava o Arsenal na ponta, dois pontos à frente do Chelsea, e ainda estendia a invencibilidade dos Gunners na Premier League para 49 jogos. O Manchester United, por sua vez, tinha campanha irregular: 3 vitórias, 4 empates e 1 derrota. Estava 11 pontos atrás do líder e adversário daquela tarde.

A diferença na tabela poderia sugerir favoritismo ao Arsenal. Mas se de um lado havia Henry, Bergkamp, Pires e Vieira, do outro tinha Rooney, Van Nistelrooy, Cristiano Ronaldo e Giggs!

Quando o árbitro Mike Riley trilou o apito, os  se jogaram à frente, empurrados pela massa fanática.

Duas (meias) chances com Giggs e Rooney, respostas do Arsenal no poderoso (e mortal) contra-ataque e uma oportunidade de ouro desperdiçada por Henry, com grande passe do brasileiro Edu e ótima intervenção do goleiro Roy Carroll, resumiram o renhido primeiro tempo sem gols.

A etapa final caminhava na mesma toada, com muita disputa e poucas ocasiões claras de gol. Até que o homem de preto mudou o curso do duelo (e da História). Aos 28 minutos, Rooney se jogou na área após combate sem toque do zagueiro Campbell e Riley apontou a cal.

Com enorme peso de ter desperdiçado a possibilidade de encerrar a série dos Gunners pouco mais de um ano antes e com os holofotes voltados por ter sido o protagonista de uma briga na mesma partida, Ruud van Nistelrooy foi pra bola. Lehmann de um lado, bola do outro. Celebração engasgada e visceral do holandês. Manchester 1 x 0 Arsenal, para delírio e explosão da torcida.

Abalados, porém, ainda de pé, os visitantes fizeram o que lhes cabia: ir à frente em busca do gol de empate. Cole chutou por cima a mais clara oportunidade de igualdade e de persistência da marca invicta.

Aos 35, Vieira recebeu o segundo amarelo e o vermelho após falta em Nistelrooy, fato que renderia atrito generalizado entre os jogadores ao fim do confronto.

Giggs desperdiçou dourada chance na frente de Lehmann, mas Rooney tratou de carimbar a vitória do United com gol no último giro do ponteiro.

Manchester United 2 x 0 Arsenal. O fim de uma era.

A refrega seguiu quente depois do apito final. Jogadores do Arsenal partiram pra cima de Nistelrooy, prontamente defendido pelos companheiros do Manchester. No meio da confusão, sobrou um pedaço de pizza (!) na cara de Alex Ferguson. Depois, se soube que o autor do “disparo” fora o jovem Cesc Fábregas!

Houve suspensão e multa para vários dos envolvidos na briga e, desde então, um jogo entre Manchester United e Arsenal é sempre especial.

O Chelsea de José Mourinho acabaria campeão da temporada 2004-2005, o segundo título inglês da história do clube londrino.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

Melhores momentos e gols de Manchester United 2 x o Arsenal:

Fontes:

- Wikipedia

- espn.co.uk

- bbc.com

- news.bbc.co.uk