Após oito anos de exílio, Luiz Carlos Prestes volta ao Brasil

Há 35 anos… dia 20 de outubro de 1979.

Após oito anos de exílio, Luiz Carlos Prestes volta ao Brasil

“Luiz Carlos Prestes chegou às 17h40 no vôo 093 da Air France, procedente de Paris, sendo a primeira pessoa a desembarcar do aparelho. Dali, foi direto para a cabina de controle de passaportes da Polícia Marítima e Aérea, onde não foi molestado pelo severo esquema de segurança montado pela Polícia da Aeronáutica em toda a área do aeroporto. Seguindo orientação da própria administração do Galeão, aguardou naquele local a liberação de sua bagagem, para, então, ir diretamente ao saguão onde foi recebido pelas quatro mil pessoas que o aguardavam.”

O “Velho” voltou. Oito anos após deixar o Brasil e se exilar na União Soviética, o secretário-geral do Partido Comunista Brasileiro (PCB) retornava à terra natal. Era mais um que regressava por causa da Lei da Anistia, promulgada por Figueiredo em agosto de 1979.

A ditadura militar estava no fim, mas o experiente comunista pedia cautela aos camaradas e união da oposição. Depois de um desembarque histórico e uma recepção digna de popstar, Prestes discursou em cima de uma Kombi e exaltou a anistia, em suas palavras “uma vitória do povo e permitiu a minha volta ao País como simples cidadão, mas comunista”.

Luiz Carlos Prestes lembrou de companheiros mortos durante o regime militar e ainda conclamou para a continuação da luta contra a repressão, citando a Lei de Segurança Nacional.

“É indispensável lutar pela legalidade do Partido Comunista Brasileiro. Não pode haver democracia sem os comunistas. Democracia sem os comunistas é uma democracia mutilada e, portanto, não tem razão de ser nos dias de hoje”, enfatizou.

Muita coisa havia mudado, no entanto. Prestes não conseguiu liderar os militantes do PCB na redemocratização do Brasil. Era enxergado como ultrapassado. Três anos depois de seu regresso, em 1982, deixou o cargo de secretário-geral e acabou acompanhado por vários camaradas.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

Trecho do documentário “O Velho – A história de Luiz Carlos Prestes” em sua volta ao Brasil:

Fontes:

- Acervo Estadão

- Wikipédia

- educacao.uol.com.br

Marlon Brando estreia nos palcos

Há 70 anos… dia 19 de outubro de 1944.

Marlon Brando estreia nos palcos

Bem antes de Don Corleone ou Coronel Kurtz, de Terry Malloy ou Stanley Kowalski, ele foi Nels.

Há exatos 70 anos, Marlon Brando estreava nos palcos, encarnando um dos quatro filhos dos Hansons, uma família de noruegueses que vai em busca do sonho americano, no início do século 20.

Escrito por John Van Druten, baseado no romance Mama’s Bank Account, de Kathryn Forbes, o espetáculo da Broadway “I Remember Mama” debutou no Music Box Theatre, em Nova York, em 19 de outubro de 1944. Foram 713 apresentações até a última, em 29 de junho de 1946.

Um verdadeiro laboratório para um garoto de 20 anos, nascido em Omaha, no Nebraska. Começava ali a trajetória daquele que se tornaria um dos maiores atores de Hollywood.

A estreia no cinema aconteceria seis anos depois, com “The Men”, de 1950.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

Irmã mais velha fala sobre o nervosismo de Brando no teste para “I Remember Mama”:

Fontes:

- Wikipedia

- playbillvault.com

- pdxretro.com

 

Jackson 5 aparecem na TV pela primeira vez

Há 45 anos… dia 18 de outubro de 1969.

Jackson 5 aparecem na TV pela primeira vez

- Boa noite, senhoras e senhores, e bem-vindos ao Hollywood Palace! É ótimo apresentar o show de novo, especialmente esta noite, em que tenho o prazer de apresentar uma jovem e grande estrela, que está no meio da música por toda a sua vida, trabalha com sua família e, quando ele canta e dança, ilumina todo o palco! Aqui está ele!

Depois da apresentação de Diana Ross, a entrada de Sammy Davis Jr. gerava a tradicional gag, tão surrada, porém eficiente na TV americana. Claro, não era ele a jovem estrela.

- Pode me dizer quem é jovem, está no showbiz por toda a vida e ilumina o palco, além de mim e de Ed Sullivan?, perguntou Davis.

- Bem, tem mais um!

- Quem?

- Michael Jackson e o Jackson 5!, anunciou Diana.

De cara, todo mundo ficou sabendo quem era, de fato, a grande estrela. Um menino de 11 anos!

Era a estreia do grupo na TV. Após três músicas, a plateia presente no The Hollywood Palace, da ABC, estava aos pés do menino Michael. Nascia uma estrela destinada aos holofotes.

“Sing a Simple Song”, um som funky do Sly & the Family Stone, e “Can You Remember”, uma balada dos Delfonics, esquentaram o quinteto para o grand finale: “Agora nós queremos apresentar o nosso primeiro lançamento pela Motown. Está à venda em todas as lojas!”, disse o doce Michael, para risos e aplausos.

A performance assustadoramente madura e segura do pequeno e carismático vocalista em “I Want You Back” foi efusivamente aplaudida. A naturalidade das brincadeiras pós-show com Diana Ross e Sammy Davis Jr. confirmaram o ímã de Michael para o estrelato.

Dois meses depois, Diana Ross Presents the Jackson 5, o primeiro álbum deles, chegava às lojas.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

Veja o Jackson 5 no The Hollywood Palace:

Fontes:

- IMDb

- j5collector.blogspot.com.br

- jackson5abc.com

Após debate quente na TV, petistas e brizolistas brigam no RJ

Dia 17 de outubro.

O clima quente do primeiro grande debate entre os candidatos à presidência acabou transportado para as ruas. Um dia depois da mesa-redonda realizada pela TV Bandeirantes, com mediação de Marília Gabriela e presença dos principais postulantes ao Palácio do Planalto – à exceção de Collor (PRN)-, petistas e brizolistas partiram para a briga na Cinelândia, no Rio de Janeiro.

O confronto aconteceu pouco antes de um grande comício de Lula, que acabou reunindo, segundo os organizadores do PT, quase 100 mil pessoas (o Datafolha estimou em 27 mil pessoas o público presente). Desde a manhã, petistas e brizolistas se estranhavam no centro da capital do Rio.

No fim da tarde, a tensão se materializou em briga, com direito a troca de pedradas e vidros de carros quebrados. Por sorte, alguns manifestantes mais sensatos trataram de colocar panos quentes e nada mais grave ocorreu.

O ambiente acalorado ainda era reflexo de um debate muito quente, com três horas e meia de duração e que virou a madrugada de segunda para terça-feira (16 para 17 de outubro).

Apesar da ausência do líder nas pesquisas Fernando Collor, não faltaram ataques, discussões ríspidas e até um bate-boca pesado depois do debate, envolvendo Eduardo Suplicy e Luiz Eduardo Greenhalgh, do PT, e o candidato do PSD, Ronaldo Caiado.

Em ascensão nas pesquisas, Lula foi a vidraça, atacado por todos, em especial por Brizola. A acusação mais pesada, no entanto, partiu de Caiado. O político do PSD acusou o PT a arrecadar dinheiro para a campanha com comissão de empreiteiros paga à administração de Luiza Erundina na prefeitura de São Paulo.

A denúncia fez com que o presidente da Câmara de São Paulo, Eduardo Suplicy, e o vice-prefeito, Luiz Eduardo Greenhalgh, fossem tomar satisfação com Caiado depois do debate. Uma discussão ríspida, com direito a dedo em riste de Caiado e irritação anormal do sempre ponderado Suplicy.

Outro momento que provocou frisson nos estúdios da Bandeirantes foi o desentendimento de Maluf e Brizola, com ataques de lado a lado. “Filhote da ditadura”, bradou Brizola. “Desequilibrado!”, retrucou Maluf. A plateia reagiu, com aplausos para Maluf, Brizola estendeu a ofensa aos presentes e Marília Gabriela teve de chamar pelo intervalo.

Ao fim e ao cabo, Collor se beneficiou , pois foi poupado de ataques e bate-bocas.

Dia a dia, as eleições de 89 esquentavam e a expectativa pelo primeiro turno crescia.

Veja a discussão entre Maluf e Brizola:

Fontes:

- Wikipédia

- Acervo Folha

- Acervo Estadão

- noticias.uol.com.br

Messi estreia no Barcelona

Há 10 anos… dia 16 de outubro de 2004.

Messi estreia no Barcelona

“Leo, entra no Deco”, disse o técnico Frank Rijkaard, olhando para o menino da camisa 30.

No que o argentino baixinho e cabeludo prontamente atendeu. Saiu do banco e ficou na beira do campo, aguardando a autorização para entrar no jogo. “No Deco”, como pedira o “professor”. Com 17 anos, 3 meses e 22 dias de vida, sentiria a emoção de atuar pela primeira vez no time profissional do clube que o acolheu.

Em 16 de outubro de 2004, a bonita história entre Barcelona e Lionel Messi começava.

A trajetória de um dos maiores de todos os tempos começava.

O capítulo inicial aconteceu em jogo pela sétima rodada do Campeonato Espanhol, temporada 2004-2005. Duelo importante, Espanyol x Barcelona, o derby da cidade, no estádio Montjuic. Com seis vitórias e um empate, o Barça era o líder. O rival fazia boa campanha e era o quinto colocado. Sonhava com um triunfo diante de um adversário desfalcado.

O gol de Deco, logo aos 9 minutos, esfriava as pretensões do Espanyol. O jogo seguiu arrastado até o apito final. Um clássico catalão sem muito brilho, apesar da presença de Ronaldinho Gaúcho em campo.

Rijkaard, então, decidiu promover a estreia do menino. Aos 37 minutos do segundo tempo, Messi substituiu o brasileiro naturalizado português.

Aberto pela direita, como um winger, ofereceu aos 34.400 espectadores uma amostra tímida do que poderia fazer. Velocidade, dribles, verticalidade. Nada de outro planeta, ainda. Ainda.

Messi é o segundo jogador mais jovem da História a estrear no time de cima do Barça, atrás somente de Paulino Alcántara. Paulino que Leo ultrapassou recentemente para se tornar o maior goleador do clube catalão.

Dez anos atrás, nem Carlos Rexach, que trouxe Messi e família para Barcelona – e segurou o craque com contrato em um guardanapo! -, poderia prever um casamento tão perfeito.

Após o debute, Messi atuou pouco naquela temporada: 77 minutos no total.

O primeiro gol com a camisa azul-grená sairia 7 meses e meio depois, em 1º de maio de 2005. No Camp Nou, com passe de Ronaldinho.

Mas essa história (que vi ao vivo, pela TV!) fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

Lances de Messi em sua estreia pelo Barça:

Fontes:

- fcbarcelona.es

- mundodeportivo.com

- trivela.uol.com.br

“Clube da Luta” estreia nos Estados Unidos e Canadá

Há 15 anos… dia 15 de outubro de 1999. 

“Clube da Luta” estreia nos Estados Unidos e Canadá

POR ARTHUR MELLO*

Poucos filmes me marcaram tanto na vida como “Clube da luta” e confesso que fiquei muito feliz quando meu primo me pediu pra escrever sobre os 15 anos da estreia dessa genial história. Poderia muito bem falar sobre o Tyler, a Marla ou o Jack, mas prefiro contar como minha vida ainda é influenciada pelo caos, subversão e sabonete.

Foi um dia de semana que fui com meus amigos no Shopping Iguatemi ver algum filme qualquer  do Stallone e voltei reclamando que não tinha gostado. Meu pai falou para o garoto que ele jamais deveria assistir um filme pelos atores, mas, sim, pelos diretores. Não dei muita bola até um dia em 1996, quando fui no mesmo shopping ver “Seven” e fiquei hipnotizado até os créditos finais. O nome David Fincher nunca mais sairia da minha cabeça.

“Clube da Luta” é o filme do meu diretor preferido e com os meus atores preferidos, Brad Pitt e Edward Norton. “Clube da Luta” foi o primeiro filme que fui ver sozinho, em uma sala fedida do Eldorado. Depois do tiroteio no Shopping Morumbi durante a exibição do filme, ficou difícil de encontrar um lugar para assistir.

Até hoje, todas, literalmente todas as vezes que entro em um avião, me pego pensando nos meus “single serving friends”, meu “single serving meal” e até dou uma olhada no cartão de procedimentos de segurança, esperando achar caras desesperadas e não felizes durante uma queda do avião.

Se eu começar a frase “His name is…”, todos meus irmãos vão completar com “Robert Paulson”. Passei uma noite com eles vendo o filme praticamente em câmera lenta, tentando procurar as aparições subliminares do Tyler. Me lembro o dia em que comprei o DVD, em uma “Best Buy” em Orlando, junto com o Marcelo.

Difícil dizer se hoje seria possível assistir o filme sem saber da grande surpresa do final. Na época, eu ainda entregava meus exercícios em disquetes, não tinha celular e precisava conferir os resultados da NBA no jornal com um dia de atraso.

A verdade é que, exagerado que sou, saí do cinema com a certeza de ter visto o melhor filme da história, feito pelo maior diretor da história (depois do Kubrick!). Hoje, 15 anos depois, eu acho que vi o mais inteligente e mordaz  filme da historia, feito pelo maior diretor da história depois do Kubrick.

E é fácil aceitar essa afirmação. Baasta assistir qualquer um dos outros 10 filmes que o Fincher dirigiu ou o primeiro capítulo de “House of Cards”.

Confesso que torço para ver o trio junto em ação novamente, dado que a dupla Kevin Spacey e David Fincher continua imbatível.

* Arthur Mello é fã qualquer tipo de arte. Mas ama mesmo as obras de David Fincher, Stanley Kubrick, Bob Dylan, Johannes Vermeer e Sérgio Rodrigues.

O trailer de “Clube da Luta”:

+MAIS:

- IMDb

- tvuol.uol.com.br

Martin Luther King é condecorado com o Prêmio Nobel da Paz

Há 50 anos… dia 14 de outubro de 1964.

Martin Luther King é condecorado com o Prêmio Nobel da Paz

“O prêmio constitui, acima de tudo, um tributo à boa vontade de milhões de pessoas. Sinceramente, não o considero uma honraria pessoal, mas um tributo à disciplina, à sensatez, à moderação e à grande coragem de milhões de valorosos cidadãos negros e brancos de boa vontade, que escolheram o caminho da não-violência para chegar ao reino da justiça e do amor em nosso próprio país. Devo admitir, no entanto, que este é o momento mais emocionante de minha vida.”

Pelo telefone, na cama de uma clínica, ele recebeu a grande notícia (foto). Modesto, preferiu dividir a honraria com os milhares de cidadãos que o seguiam na luta por igualdade racial e por direitos civis nos Estados Unidos.

Não-violência, amor, justiça. Três gestos e atitudes que motivaram o comitê a condecorar Martin Luther King com o Prêmio Nobel da Paz de 1964.

O reverendo estava internado para fazer exames de rotina em sua cidade natal, Atlanta, no estado da Geórgia, quando soube da condecoração. Além de compartilhar os méritos, King confirmou que doaria o dinheiro, pouco mais de US$ 54 mil, ao movimento negro dos EUA.

Martin Luther King já era conhecido mundialmente por sua liderança pacífica pelos direitos dos negros na Terra do Tio Sam. Em 28 agosto de 1963, proferiu o famoso discurso do “I have a dream”, para mais de 250 mil pessoas, em Washington. No fim do ano, a revista Time o elegeu o Homem do Ano.

King recebeu o prêmio em cerimônia realizada no dia 10 de dezembro de 1964, em Oslo, na Noruega. Ele era a pessoa mais jovem a receber o Nobel da Paz.

Era…

Na última sexta-feira (10), a paquistanesa Malala Yousafzai, de apenas 17 anos, se tornou a mais jovem a ser agraciada com a distinção.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

O discurso de Martin Luther King na entrega do Nobel da Paz:

Fontes:

- Acervo Estadão

- history.com

- nobelprize.org

- jblog.com.br