Frank Sinatra se apresenta para 175 mil pessoas no Maracanã

Há 35 anos… dia 26 de janeiro de 1980.

Frank Sinatra se apresenta para 175 mil pessoas no Maracanã

“My God!” 

Ao subir no palco no centro do gramado, ergueu os olhos para arquibancadas, gerais e numeradas do Mário Filho. As retinas azuis nunca tinham visto tanta gente: 175 mil pessoas!

Como o Cristo que abençoa a Cidade Maravilhosa, o Maracanã recebeu The Voice de braços e corações abertos.

Finalmente, Frank Sinatra! Uma espera de quase 40 anos.

“Estou muito contente por, finalmente, estar aqui”, disse, pedindo silêncio. O silêncio que só ele, o Papa e Ghiggia conseguiram dentro do templo sagrado.

Cinco dias antes, a chegada ao País tinha sido conturbada. A relação com a imprensa, mais ainda. Teve até carta de protesto dos jornalistas à embaixada dos Estados Unidos… Mas nada – nem a chuva! – apagou a épica e inesquecível noite de 26 de janeiro de 1980. A primeira noite de um homem chamado Frank Sinatra no Brasil.

Acompanhado de uma orquestra de 40 músicos comandada pelo maestro Vinnie Falcone, Sinatra ofereceu tudo à calorosa e extasiada plateia.

Das 21h às 22h15, cantou os clássicos de sua preferência (“New York, New York”, “The Lady is a Tramp”, “My Way”, entre outros), fez concessões e apresentou músicas de que não gostava, como “Strangers in the Night”, e ainda homenageou o Brasil, com “The Coffe Song”, que abriu o show, e “Quiet Nights and Quiet Stars” (“Corcovado”, de Tom Jobim).

Aos 64 anos, Blue Eyes encantou o Brasil. E recebeu até beijo do famoso “Beijoqueiro”!

Uma noite para a história da música. Um espetáculo para a história do showbiz brasileiro.

Depois de Sinatra, tudo mudou e os megashows viraram uma constante por aqui.

Ele voltaria ao Brasil somente mais uma vez, em 1981, quando realizou quatro shows no hotel Maksoud Plaza, em São Paulo.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

O show de Frank Sinatra no Maracanã:

Fontes:

jblog.com.br

oglobo.globo.com

memoriaglobo.globo.com

euqueroumsamba.blogspot.com.br

tombom60.blogspot.com.br

“Os Suspeitos” estreia no Festival de Sundance

Há 20 anos… dia 25 de janeiro de 1995.

"Os Suspeitos" estreia no Festival de Sundance

POR ARTHUR MELLO*

Kevin Spacey é certamente um ator que sabe escolher seus papéis. Uma rápida olhada no Wikipedia ou no IMDb é suficiente para que nomes como o cruel John Doe, de “Seven”, o ácido Lester Burnham, de “Beleza Americana”, e o épico Francis Underwood, de “House of Cards”, apareçam. O calado Roger “Verbal” Kint, de “Os Suspeitos”, também pode ser incluído nessa lista.

Faz aproximadamente 20 anos que assisti o filme pela primeira vez, em uma noite fria de julho, em companhia do meu primo Fernando e do meu irmão Marcelo. Sem TV a cabo na Fazenda de minha avó, em São Carlos, uma das diversões das noites era assistir aos filmes gravados ao longo do ano.

O roteiro tem todos os elementos necessários para ficar gravado na lembrança de um adolescente: criminosos com histórias distintas, um dedo-duro covarde e uma lenda urbana deliciosa de um suposto chefão do crime, Keyser Soze.

Personagem e narrador, Verbal nos conta uma intrincada história de vingança, morte, drogas e, acima de tudo, muito mistério. É difícil compreender o filme se não prestarmos atenção nos diálogos e cenas que se desenrolam com rapidez.

De uma maneira inteligente, somos apresentados ao passado e presente de cada um dos personagens, baseado em um depoimento cheio de nuances, verdades e mentiras de um inspirado Kevin Spacey em uma cadeira de uma delegacia qualquer nas proximidades do Porto de Los Angeles.

Verbal Kint e suas histórias me fizeram praticamente “rebobinar” a fita inteira e recomeçar tudo assim que os créditos finais apareceram em uma velha televisão de tubo. Honestamente, foram poucos os filmes que tiveram tamanho impacto instantâneo na minha vida.

E confesso que em várias das noites seguintes, no lugar de jogar baralho, sinuca ou War, “Os Suspeitos” foi o grande tema das discussões. Até hoje, mesmo com todos os mistérios aparentemente resolvidos em minha cabeça, toda vez que o filme é reprisado na TV, reservo alguns minutos do meu tempo para rever a história de um dos meus anti-heróis preferidos.

Keyser Soze e sua existência (ou não) fazem parte do inconsciente coletivo de toda uma geração. Assim como a cena final e a frase que resume o filme: “The greatest trick the devil ever pulled was convincing the world he didn’t exist”. Esse filme é realmente genial.

* Arthur Mello sempre adorou resolver problemas, decifrar mistérios e desvendar enigmas. Talvez esse seja o motivo de “Os Suspeitos” ser um de seus filmes preferidos. Quem já viu, reveja. Quem não viu e quiser saber o final, o segredo está escondido no texto.

“Os Suspeitos”, na íntegra!:

Fontes:

IMDb

Wikipedia

+MAIS:

history.sundance.org

entertainment.time.com

articles.latimes.com

Morre Araken Patusca, ídolo do Santos

Há 25 anos… dia 24 de janeiro de 1990.

Morre Araken Patusca, ídolo do Santos

Araken Patusca, com sangue santista e alma goleadora 

POR VALDOMIRO FERREIRA NETO*

Araken Patusca está nas brumas do futebol. Houve história, e muita, no Santos pré-Pelé. Nas pouco mais de quatro décadas que antecederam a entronização do Rei maior, houve, de fato, outra majestade. Ela teve alma, sangue, ou, como modernamente nos acostumamos a repetir, DNA santista. A genealogia não é miúda. O pai, Sizino, foi o primeiro presidente do clube, no biênio 1912/13). O irmão, Ary Patusca, foi também importante atleta do Peixe, goleador, tendo atuado antes de Araken. Um primo, Arnaldo Silveira, fez nada menos que o primeiro gol do glorioso Alvinegro Praiano, contra o Santos Athletic Club. Por fim, Siriri, companheiro de ataque, era seu cunhado.

Desse emaranhado íntimo, Araken desvencilhou-se para ter pedigree próprio. Contam as centenas de almanaques que era veloz e goleador. Oitavo maior artilheiro do clube, com 177 gols – próximo do ponta-esquerda Edu -, do seu período só é desbancado por Feitiço, que foi às redes 214 vezes. Com ele, aliás, integrou a turma do primeiro momento notório do clube. O ataque dos cem gols, de 1927. Os santistas que gostam de se embrenhar nos tempos sabem bem que se a linha consagrada batuca a todo momento Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe, houve outra, nos anos priscos, que encheu os olhos: Siriri, Camarão, Araken, Feitiço e Evangelista. Ironia das ironias, o quinteto não faturou o Paulista de 27, mas a marca centenária incrustou-se na memória. Dela, Araken teve participação com 31 gols em 16 partidas. Contra o Ypiranga, foi autor de sete no massacre por 12 a 1. O recorde só seria esmigalhado por ninguém menos que Pelé, 37 anos depois, em 1964, quando o 10 mais famoso do mundo fez oito na goleada por 11 a 0 sobre o Botafogo de Ribeirão Preto.

As conexões que a carreira de Araken fez com o Santos são múltiplas. Vejam que foi Urbano Caldeira, figura imponente, a ponto de, mais tarde, ter dado nome ao estádio da Vila Belmiro, quem, então técnico, o colocou em campo pela primeira vez, com tenros 15 anos. O garoto fez quatro gols no empate por 5 a 5 com o Jundiaí e iniciou sua trajetória robusta, que não se restringiria ao Santos. Em 1925, foi cedido ao tradicional Paulistano, que partiria em excursão para a Europa. Nesse tour, jogou ao lado do mítico Arthur Friedenreich, que muitos colocam no mesmo panteão de Pelé e Leônidas da Silva. Foi nesse périplo que recebeu dos franceses o apelido de Le Danger (O perigo), pela velocidade e astúcia. No fim dos anos 1920, defenderia o São Paulo da Floresta, precursor do São Paulo Futebol Clube.

Por essas conjurações do destino, voltaria ao Peixe para ser campeão. E não foi um título qualquer. Em 1935, o clube amealhou seu primeiro Campeonato Paulista, derrotando na final o que se tornaria seu maior rival, o Corinthians. O 2 a 0 no Parque São Jorge contou com um gol de Araken, sendo assim ele o primeiro santista carrasco do clube da capital, precedendo Pelé, Robinho e Neymar. Com a taça, Patusca encerraria a sina de vices em 1927, 1928 e 1929.

A rica história de Araken passa também pela Seleção Brasileira. A primeira edição da Copa do Mundo, em 1930, no Uruguai, teve o meia convocado. O único paulista, ressalte-se. Só foi ao torneio por ter brigado com o clube, inscrito como atleta do Flamengo, pois apenas jogadores de equipes cariocas foram levados pelo técnico Píndaro de Carvalho.

A fartura de feitos dá a Araken um status que o tempo é incapaz de apagar.

* Valdomiro Ferreira Neto, 36, é jornalista e atualmente trabalha como editor do diário esportivo LANCE!. Pai da Beatriz, é apaixonado também por música, cinema e literatura. Expõe seus devaneios no blog Ideias Flutuantes.

Especial do globoesporte.com sobre o time de 1927:

Fontes:

Wikipédia

globoesporte.com

terceirotempo.bol.uol.com.br

acervosantosfc.blogspot.com.br

Britânica Petula Clark chega ao topo nos EUA

Há 50 anos… dia 23 de janeiro de 1965. 

Petula Quem? 

Pois é, também me fiz a mesma pergunta. Mas aqui cabem todas as efemérides, das mais glamorosas às mais desconhecidas.

Petula Clark entrou para a história da música da Terra da Rainha ao se tornar a segunda mulher britânica a chegar ao topo das paradas americanas. Ela “sucedeu” Vera Lynn, a primeira a conquistar um #1 na América, treze anos antes (com a música “Auf Wiederseh’n Sweetheart”). Sim, Vera é a homenageada pelo Pink Floyd na canção do The Wall!

“Downtown” foi a responsável por alçar Petula ao lugar mais alto do Billboard Hot 100. Composta por Tony Hatch, que já havia trabalhado com a cantora anteriormente, a música faz referência à Nova York.

Em sua primeira visita à Big Apple, no outono de 1964, Hatch ficou impressionado com o Central Park, a Times Square e a Broadway, pensando que ali era o centro – downtown, em inglês.

“Eu estava hospedado em um hotel no Central Park e, passeando pela Broadway e Times Square, ingenuamente, achei que era o centro. Me esqueci de que em Nova York, especialmente, o centro é muito mais longe, na direção de Battery Park. Me apaixonei por toda a atmosfera e a música me veio muito, muito rapidamente”, conta Hatch.

Na volta à Londres, ele mostrou algumas composições à Petula. “Downtown” foi gravada em 16 de outubro de 1964, no Pye Studios, em Marble Arch, e lançada em novembro. Em dezembro, atingiu o segundo lugar nas paradas britânicas, atrás de “I Feel Fine”, dos Beatles, não conseguindo transpor a barreira do Fab Four.

Nos Estados Unidos, no entanto, a história foi diferente. A música entrou na lista na 87ª posição, em 19 de dezembro, e foi subindo vertiginosamente. Na semana seguinte, chegou ao 41º lugar. Depois, em 12º, 5º e 4º, antes de atingir o #1, em 23 de janeiro de 1965, exatos 50 anos atrás. O primeiro número 1 daquele ano nos EUA.

“Downtown” permaneceu no topo americano por mais uma semana, até ser desbancada por “You’ve Lost That Lovin’ Feelin”, dos Righteous Brothers. O sucesso da música foi tão grande que Petula Clark a regravou sete vezes ao longo da carreira!

Ela atingiria o primeiro lugar na América novamente em fevereiro de 1966, com “My Love”.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

Ouça “Downtown”:

Fontes:

Wikipedia

Paul Pender vence Sugar Ray Robinson em Boston

Há 55 anos… dia 22 de janeiro de 1960.

Paul Pender vence Sugar Ray Robinson em Boston

A realização diária do efemérides, além de um prazer (e de um trampinho!) danado, faz a gente descobrir estórias e esbarrar com fatos, personagens e eventos então desconhecidos para este que vos escreve.

É o caso do post de hoje.

Pouco conheço de boxe, apesar de ter muito texto sobre a nobre arte por aqui. É porque o esporte tem muitas narrativas fascinantes, enredos e tramas extraordinários, dignos de um roteiro de Rocky Balboa.

Paul Pender, por exemplo. O ex-bombeiro que bateu Sugar Ray Robinson. Duas vezes! Dá uma olhada no obituário dele, publicado no Guardian em 22 de fevereiro de 2003:

“Paul Pender não apenas impôs uma das maiores surpresas do boxe, ao derrotar – por pontos – Sugar Ray Robinson para reivindicar a coroa dos médios, em janeiro de 1960; ele provou que tinha sido por acaso ao novamente derrotar Robinson na revanche, cinco meses depois. Apesar disso, e um par de suados triunfos sobre o eternamente popular Terry Downes, Pender – que morreu aos 72 anos – continua sendo um dos campeões mais esquecidos do boxe. Seu nome invariavelmente é eclipsado pelas façanhas de outros reis da categoria, como Rocky Graziano, Jake la Motta e Randolph Turpin”.

Exatos 55 anos atrás, Pender surpreendeu o mundo do boxe ao vencer a lenda Sugar Ray Robinson e ficar com o cinturão dos médios. Deu no The Schenectady Gazette – hoje The Daily Gazette:

“Paul Pender, um desconhecido ex-bombeiro de Brookline, Massachusetts, azarão com 5-1 na bolsa de apostas, venceu a versão do título mundial dos médios esta noite, ao derrotar Sugar Ray Robinson por pontos após 15 rounds, no Boston Garden”, escreveu John Hand.

Pender conquistava o cinturão mundial dos médios, reconhecido apenas pelos estados de Nova York e Massachusetts, além da revista The Ring, já que a NBA – National Boxing Association – tirara o título de Robinson por inatividade (o campeão ficou 22 meses parado antes de encarar Pender). história longa e complexa…

Voltando ao embate… Foi uma contenda travada. Pender procurou manter distância do veterano campeão de 39 anos, conseguiu ser pouco agredido por causa da boa movimentação e ainda aplicou golpes precisos em Robinson.

Ao final dos 15 assaltos, o juiz Joe Zapustas apontou vitória do campeão (146-142), mas os outros dois juízes – Joe Santoro e John Norton – deram o triunfo para Pender: 147-138 e 148-142, respectivamente. Com 10.608 espectadores, o Boston Garden foi abaixo.

“Eu acho que ele venceu”, protestou George Gainford, técnico de Sugar Ray Robinson. “O que eu penso sobre o veredito não tem a mínima importância. Para isso que servem os juízes”, disse um resignado e sereno Robinson.

Menos de cinco meses depois, lá estavam os dois frente a frente de novo. Mais uma vitória de Pender. Mais uma vez, por pontos.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

Resumo da primeiro vitória de Pender sobre Robinson:

Fontes:

boxrec.com

news.google.com

a.espncdn.com

Wikipedia

John McEnroe é expulso do Australian Open

Há 25 anos… dia 21 de janeiro de 1990.

John McEnroe é expulso do Australian Open

A terra do canguru nunca foi sua praia. Em mais de 15 anos de carreira profissional, jamais venceu o Australian Open, a exemplo de Roland Garros. O máximo seria uma semifinal, em 1983.

O fundo do poço aconteceria em 1990. Já em seus momentos derradeiros dentro da quadra, o marrento, briguento, polêmico e único John McEnroe seria expulso do primeiro Grand Slam do calendário. O primeiro e único tenista excluído em então 85 anos de disputa na Austrália.

Corria a quarta rodada do torneio. Sem vencer uma disputa expressiva desde 1984, o americano nascido na Alemanha queria uma última glória, algo que coroasse a brilhante trajetória de 7 títulos de Grand Slam. McEnroe enfrentava o novato sueco Mikael Pernfors. Venceu o primeiro set sem maiores dificuldades (6-1). O adversário surpreendeu e levou a segunda parcial, por 6 games a 4.

No terceiro set, quando os tenistas trocavam de quadra, “Big Mac” parou na frente de uma juíza de linha – que ele julgava ter feito um mau veredito em um ponto – e ficou brincando com a bolinha e a raquete, provocando a coitada da árbitra. Gerry Armstrong, o juiz de cadeira, imediatamente advertiu o americano por comportamento antidesportivo. Primeira chamada.

Mesmo um tanto desestabilizado, McEnroe abriu 2 a 1, com vitória por 7 a 5 no terceiro set. No sétimo game do quarto set, quando Pernfors tinha vantagem de 4 a 2, o veterano atirou a raquete no chão após ficar em desvantagem de 15-30. Pouco depois, nova raquetada no chão, dessa vez com mais força, o suficiente para dividir o objeto ao meio. Armstrong anunciou nova advertência, pela quebra da raquete. Segunda chamada.

Mac, então, se descontrolou completamente: começou a xingar o juiz sem nenhuma censura, em alto e bom som, e ainda pediu ao chefe dos juízes do Australian Open, Ken Farrar, para intervir. Farrar desceu até a quadra e conversou com McEnroe, que seguiu xingando e reclamando. A TV captava tudo, ao vivo, e os espectadores também, claro.

Autorizado por Farrar, Armstrong logo anunciou a terceira e derradeira advertência. “Game, set, match Pernfors!”, decretou o juiz, para surpresa de McEnroe, de Perforns e da torcida presente.

Big Mac deixou a quadra sob vaias. Mas não admitiu o erro, tampouco pediu desculpas. ”Se eu soubesse as regras, eu provavelmente ainda teria quebrado minha raquete, mas provavelmente não teria dito o que eu disse para o cara”, afirmou, revelando desconhecer o novo número de advertências para provocar expulsão, que havia diminuído de 4 para 3.

Naquele ano, McEnroe ainda conseguiria alcançar a semifinal no US Open, onde seria derrotado pelo futuro campeão Pete Sampras.

Ele se despediria das quadras no final de 1992, ranqueado em 20º do mundo.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

Todos os “lances” da expulsão de McEnroe do Australian Open de 1990:

Fontes:

history.com

nytimes.com

articles.philly.com

Franklin Roosevelt toma posse para inédito 4º mandato

Há 70 anos… dia 20 de janeiro de 1945.

Franklin Roosevelt toma posse em inédito 4º mandato

A baixa temperatura (perto de 1°C) e o cenário branco pela neve, típicos do inverno, eram os únicos aspectos corriqueiros do dia em Washington DC. Um dia atípico aquele 20 de janeiro de 1945.

Uma pequena massa se reunia para presenciar fato inédito na História Americana: um homem assumiria o cargo máximo do país pela 4ª vez seguida. Evento único e que nunca mais se repetirá.

Franklin Delano Roosevelt foi e será o único que governou os Estados Unidos por 12 anos consecutivos. Da Grande Depressão até quase o final da Segunda Guerra Mundial, ele se manteve na linha de frente. Um derrame cerebral interrompeu sua trajetória e o impediu de começar o quarto mandato.

Voltando àquele atípico 20 de janeiro…

Foi a única vez em que a posse se realizou na própria Casa Branca, não no Capitólio. Não houve desfile ou cortejo. Tudo simples e austero. Tempos de guerra e crise exigiam comportamentos espartanos.

“Senhor Chefe da Justiça, Sr. Vice-Presidente, amigos, acredito que vocês vão compreender e concordar com meu desejo de uma posse com simplicidade e breves palavras”, disse Roosevelt, iniciando o discurso, se dirigindo a Harlan F. Stone e Harry Truman, o vice eleito (e que acabaria na presidência).

Antes da breve palestra, ele fez o juramento, com a mesma Bíblia das posses anteriores, em 1933, 1937 e 1941. Palavras sucintas de fato, e que giraram em torno da paz no mundo, já vivendo os dias finais de um conflito arrasador e traumático.

“Então, rezamos para Ele agora, para ter a visão para enxergar o nosso caminho claramente – para ver o caminho que conduz a uma vida melhor para nós e para todos os homens –, para a realização de Sua vontade para a paz na Terra”, concluiu Roosevelt.

Oitenta e dois dias depois, ele sofreria um derrame cerebral e viria a falecer.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

A posse de Franklin Roosevelt:

Fontes:

Wikipedia

history.com

inaugural.senate.gov