Termina a Revolução Pernambucana

Há 200 anos… dia 20 de maio de 1817.

Você sabia que parte do território do Brasil colonial chegou a ter poder próprio e independente, descolado do domínio de Portugal?

Pois é. Este escriba confessa que não sabia. Ou não se lembrava…

Só se tocou porque o vídeo do ótimo Nexo – jornal digital que manda muito bem há quase dois anos – pululou na timeline! Aliás, o resumo sobre o tema do post de hoje está lá (lá embaixo!).

Créditos concedidos, o fato é que a Revolução Pernambucana instaurou uma república autônoma da Coroa Portuguesa por mais de dois meses, se transformando no único movimento do período colonial a chegar, de fato, ao poder.

Por exatos 74 dias – de 8 de março até 20 de maio -, a capitania de Pernambuco se destacou e desafiou a autoridade de Dom João VI, que chegara ao Brasil quase uma década antes, em 1808. Inclusive, a vinda da Família Real ao País foi a principal causa da revolta.

Uma das primeiras medidas do novo mandatário foi aumentar os impostos sobre as capitanias. Na época, Pernambuco era uma das mais ricas entre as 14, devido a produção de açúcar e algodão. Logo, foi uma das regiões mais taxadas.

Liderado pelo comerciante Domingos José Martins, com o apoio de intelectuais, militares e clero locais, além de Salvador e Rio de Janeiro, e inspirado em ideais iluministas da Revolução Francesa e da Independência dos Estados Unidos, principalmente, o levante se iniciou em 6 de março.

Quarenta e oito horas depois, a Revolução dos Padres – outro nome pelo qual ficou conhecida a insurreição, por causa da maciça participação dos líderes religiosos locais – derrotou as forças do governador Caetano Pinto de Miranda Montenegro e instaurou a República de Pernambuco.

Uma assembleia constituinte foi convocada e algumas medidas foram tomadas, como a separação dos três poderes, a manutenção do catolicismo como religião oficial, a liberdade de imprensa (fato absolutamente inédito no Brasil), a supressão de alguns impostos, entre outras deliberações.

A abolição da escravidão, um dos pontos de debate, acabou postergada, já que houve divergência entre as lideranças do movimento. A propósito, foram as diferenças internas que minaram o levante.

Mesmo com adesão das capitanias da Paraíba, Rio Grande do Norte e parte do Ceará, desacordos dentro do governo provisório acabaram por enfraquecer a revolução.

Em meados de maio, a brutal repressão das tropas portuguesas, vindas por terra e por mar, da Bahia e do Rio de Janeiro, sufocou os revoltosos de vez. No dia 19, os comandados de Luís do Rego Barreto chegaram à Recife. A rendição dos revolucionários se deu no dia seguinte.

Além de ter escrito a única história de resistência bem-sucedida na época do Brasil colonial, a Revolução Pernambucana legou ao estado a sua bandeira. Foi durante os pouco mais de dois meses que o pavilhão de Pernambuco nasceu.

Sobrevive até hoje como símbolo da luta do povo local. E como singela homenagem aos que se ergueram contra o poder estabelecido.

Na foto: quadro Bênção das bandeiras da Revolução de 1817, óleo sobre tela de Antônio Parreiras.

Vídeo do Nexo:”

Fontes e +MAIS:

– Wikipédia

– nexojornal.com.br

– jconline.ne10.uol.com.br

– folhape.com.br

– diariodepernambuco.com.br

– multirio.rj.gov.br

– ebc.com.br

– infoescola.com

– educacao.uol.com.br

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