Velvet Underground lança o primeiro álbum

Há 50 anos… dia 12 de março de 1967.*

Cinco décadas atrás, um retumbante fracasso. Ou melhor, um silencioso fiasco.

A gravadora pouco promoveu, as lojas tiraram de circulação, poucas rádios tocaram, quase ninguém resenhou, pouca gente comprou…

Hoje, um cult absoluto, indiscutível.

“Rejeitado como niilista pelo pessoal do amor em 67, o Álbum da Banana (nomeado assim por causa da capa desenhada por Warhol) é o disco o mais profético de todos do rock”, definiu a Rolling Stone, em breve texto sobre o 13º colocado da lista dos “500 Maiores Álbuns de Todos os Tempos”.

Profético e influente.

Como brincou o mítico Brian Eno, em entrevista de 1982, “todos que compraram uma daquelas 30 mil cópias começaram uma banda”.

Pura verdade.

Renegado no ano dos debutes de Jimi Hendrix, do Doors e do Pink Floyd – no ano de Sgt. Pepper’s! -, The Velvet Underground & Nico inspirou e instigou, pressentindo a faísca de muito do que viria na linha do tempo do rock.

Por essas e outras, a estreia dos nova-iorquinos merece reverência. Lou Reed, John Cale, Sterling Morrison, Maureen Tucker e a germânica Nico conceberam um álbum original, muito à frente do seu tempo, como diz o outro.

A repulsa, a censura, o silêncio dão a medida da ignorância e do preconceito. Lá atrás – e ainda hoje, século 21 – tinha muita gente que não queria ouvir falar de sexo, prostituição, drogas. O wild side do mundo.

“Ninguém tinha feito o que o Velvet Underground – o cantor e guitarrista Lou Reed, o multi-instrumentista John Cale, o guitarrista Sterling Morrison e a baterista Maureen Tucker – fez em seu primeiro álbum. Com alguma ajuda do artista Andy Warhol, um grande apoiador da banda durante seus anos de formação, e Nico, uma cantora de origem alemã empurrada para o grupo por Warhol, eles criaram um álbum de dissonância, medo e quebra de tabus”, analisa Michael Gallucci no ultimateclassicrock.com.

Aumenta o som e ouve. De verdade.

Além da resenha de Gallucci, vale clicar nos outros links pra saber a história da capa e sobre o cara que tem mais de 800 cópias do disco (!), entre outras coisinhas.

Sem Warhol, demitido, o Velvet Undergound lançaria o segundo álbum em janeiro de 1968. Um novo desastre de crítica e vendas à época, com as devidas redenção e louvação posteriormente.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

* Em fórum de fãs da banda, tem o debate sobre a exata data de lançamento do disco. O blog fica com este 12 de março. 

O álbum:

Fontes e +MAIS:

– Wikipedia

– Wikipédia

– rollingstone.com

– ultimateclassicrock.com

– allmusic.com

– bbc.co.uk

– avclub.com

– popmatters.com

– huffingtonpost.com

– npr.org

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