Pete Sampras vence Wimbledon pela sétima e última vez

Há 15 anos… dia 9 de julho de 2000.

Pete Sampras vence Wimbledon pela sétima e última vez

“Este é um grande momento da minha vida e esta é a melhor quadra do mundo”, exclamava o super campeão, em raro lapso de transparente e transbordante emoção. Sempre contido e gelado, tinha milhões de motivos para extravasar: acabara de vencer o Torneio de Wimbledon pela sétima vez na carreira e, em uma raquetada só, tornava-se o Rei da grama sagrada na Inglaterra e o maior campeão da História do tênis, somando 13 títulos de Grand Slams.

Aos 28 anos, Pete Sampras, de fato, vivia seu grande momento. A vitória suada sobre o australiano Patrick Rafter o alçava ao topo isolado do esporte. O americano, agora, deixava o recorde de 12 taças do também australiano Roy Emerson para trás.

Na plateia, os pais Sam e Glória receberam terno abraço do filho. Justíssima reverência a quem estava distante por tanto tempo. Por superstição, o casal preferiu se ausentar dos jogos de Sampras. Desde 1992, quando o tenista perdeu a final do US Open, Sam e Glória assistiram as vitórias do rebento de longe, pela TV. Abriram uma exceção e foram recompensados.

“Eu amo Wimbledon”, reafirmava Sampras, ainda na quadra central do All England Club. Uma história de amor que tinha começado com pé esquerdo, como ele próprio revelaria em uma entrevista à CNN, em 2012 (link abaixo). Nos primeiros anos, o americano sofreu no piso e chegou a dizer que odiava a grama.

A partir de 1993, o ódio virou amor. Daquele ano em diante, com exceção de 1996, em que acabou eliminado nas quartas para o futuro campeão Richard Krajicek, da Holanda – única derrota em 54 jogos no período -, Sampras saiu de Londres com a taça na bagagem. Sete títulos, recorde absoluto, igualado somente em 2012.

A campanha de 2000 foi doída, literalmente. Pete chegou à Terra da Rainha com lesão na perna. Uma inflamação na canela dificultava os movimentos ligeiros, um pré-requisito para desenvolver um bom jogo na superfície verde. A estratégia foi simplesmente riscar todos os treinos entre os jogos da agenda.

Assim, o então número 1 do mundo foi avançando. Jiri Novak, Karol Kucera, Justin Gimelstob, Jonas Bjorkman, Jan-Michael Gambill, Vladimir Voltchkov. Um a um, todos ficaram pelo caminho. Não sem uma dose de dor. Em quase todos os jogos, Sampras pediu atendimento médico para acalmar a lesão na perna.

Na decisão, o americano teve de superar não somente as dores, mas também um duro adversário. Rafter venceu o primeiro set no tie-break por 12-10 e chegou a ter dois set points no tie-break da segunda parcial. Porém, não se pode vacilar com um oponente do calibre de Pete Sampras. O americano virou o placar e fechou o segundo set em 7-5.

Depois, desfilou seu jogo de saque e swing. Cravou 6-4 no terceiro set e 6-2 no quarto, fechou o duelo em 3 a 1 e chorou de emoção nos braços dos pais. “O tempo dirá se o meu recorde será batido. Existem grandes jogadores que podem conseguir, mas não será fácil”, profetizou Sampras.

O tempo passou e com ele veio um suíço chamado Roger Federer. Em 2001, Sampras o encontrou na grama de Wimbledon. A primeira e única partida entre eles. O Leão da Montanha, então com 19 anos, mostrou as credenciais para Sampras e para o mundo: bateu o heptacampeão na quarta rodada, interrompendo série de 31 vitórias seguidas do americano no All England Club.

Troca de bastão. Ou de raquete. Dois anos depois, Federer conquistava seu primeiro de 7 títulos em Wimbledon, o primeiro de 17 Grand Slams.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

Lances da final de 2000:

Fontes: e +MAIS

Wikipedia

– telegraph.co.uk

– edition.cnn.com

tennis-buzz.com

Acervo Estadão

Acervo Folha

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